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Esporte / Esporte Pará

TABUZINHO

Resultado positivo do Papão contra o Juventude ampliará a invencibilidade bicolor para sete partidas

quinta-feira, 11/07/2019, 07:53 - Atualizado em 11/07/2019, 11:59 - Autor: Onildo de Melo Lima


Hélio dos Anjos não está preocupado com o clima do Rio Grande do Sul, e sim com a qualidade do adversário
Hélio dos Anjos não está preocupado com o clima do Rio Grande do Sul, e sim com a qualidade do adversário | Jorge Luiz/PSC

A partida de sábado (13) entre Juventude-RS e Paysandu, pela 12ª rodada da Série C do Brasileiro, é da mais alta importância para ambas as equipes. Para os bicolores, além da luta pela permanência da equipe no G4 da competição, ela representa a possibilidade de manutenção da invencibilidade da equipe, que não perde há seis jogos, da 6ª a 11ª rodada, com 10 pontos conquistados no período, mais da metade dos 17 que o grupo tem na classificação. O tabu coincide com o tempo que o time vem sendo dirigido pelo técnico Hélio dos Anjos, que não esteve à beira do gramado apenas uma vez.

Nos seis jogos sem derrota, o Papão obteve duas vitórias e quatro empates (confira no box), com quatro apresentações em Belém e as outras duas na condição de visitante. Os números do “raio x” bicolor até poderiam ser melhores, visto o grupo desperdiçou seis pontos atuando em casa. Caso tivesse vencido as partidas, que terminaram com empate, o Papão teria, hoje, um total de 23 pontos, número que o colocaria na liderança do Grupo B e com folga, já que o Juventude, que lidera a chave, soma 19 pontos.

Mas o empate frente ao Atlético-AC (1 a 1) e a vitória (1 a 0) diante do Tombense-MG, ambos fora de casa, acabaram suavizando os pontos desperdiçados pelo time. A meta de Hélio e seus comandados é manter a invencibilidade no interior do Rio Grande do Sul, se possível com uma vitória, que abre a possibilidade do Papão alcançar a liderança do grupo, desbancando, assim, o próprio adversário da posição privilegiada. O desafio, porém, precisa contar com a “mãozinha” dos adversários dos concorrentes, notadamente de Ypiranga-RS e Luverdense-MT, que pegam, fora de casa, São José-RS e Remo, 2º e 3º colocados, com 18 e 17 pontos, respectivamente.

Das seis partidas invictas do Papão, Hélio só não comandou o time, à beira do gramado, no empate em casa, por 0 a 0, diante do Luverdense-MT. Na oportunidade, ele se encontrava em Belo Horizonte, onde havia ido acompanhar o casamento do filho Guilherme dos Anjos, seu auxiliar. Para o goleiro Giovanni, recém-contratado e que deverá ser relacionado para o banco do jogo em Caxias do Sul, além da força do adversário, o Papão deverá enfrentar outro obstáculo na partida: o clima do Rio Grande do Sul.

“A equipe do Juventude é forte fisicamente, mas essa não é a única adversidade que vamos encontrar lá. Tem o frio, que contribui bastante pra certas decisões durante a partida”, alertou o jogador, que vive a expectativa de estrear no novo clube.

Clima frio, embate quente...

O técnico Hélio dos Anjos deixou claro, ontem à tarde, na Curuzu, que o time do Paysandu deve deixar em segundo plano a questão do clima frio de Caxias do Sul, que seria um adversário extra, conforme salientou o goleiro Giovanni, para a partida de sábado contra o Juventude. “Não me preocupo com o clima, não me preocupo com a probabilidade muito alta de chuva no dia da partida. O que me preocupa é a qualidade do Juventude”, afirmou o treinador, que imagina que o adversário também esteja com as “barbas de molho” com relação ao seu adversário.

“Vejo que o Juventude sabe que está pegando uma equipe numa crescente, uma equipe que também está se equilibrando”, declarou Hélio, prevendo em seguida um belo espetáculo no Alfredo Jaconi. “Acredito em um grande jogo e um jogo forte da nossa equipe, independente da qualidade do Juventude”, anunciou. Indagado sobre a formação do Papão para o início da partida, ele procurou se esquivar. “Eu tenho a equipe mais um menos definida. Mais ou menos é a maneira de dizer. Eu tenho ela definida. Infelizmente não vou poder contar com o Leandro (Lima) e o Tiago (Luis)”, comentou.

O treinador voltou a dizer que conhece bem a equipe gaúcha e contou que tem fortes ligações com a cidade do interior do Rio Grande do Sul. “Trabalhei quatro vezes no Juventude e tenho uma ligação legal com Caxias (do Sul). Tenho uma filha casada com um rapaz de Caxias e gosto de acompanhar o futebol de lá”, revelou. O treinador destacou ainda a importância da folga que deu no final de semana passado ao elenco. “Esse grupo desde o início da temporada nunca tinha tido 48 horas de repouso, de descanso, devido os compromissos do clube”, justificou o comandante bicolor.

HÉLIO ESQUECE  A POLÊMICA E FOCA NO JOGO

O tema Pimentinha voltou à tona, ontem, na entrevista concedida pelo técnico Hélio dos Anjos. O treinador, no entanto, procurou evitar que o assunto se estendesse. “Não vim falar de Pimentinha. Acho que temos uma coisa muito importante nessa coletiva, que é o jogo com o Juventude”, disse Hélio, lembrando, em seguida, que o caso já não está mais ligado à comissão técnica bicolor. “A questão do Pimentinha está num nível de direção executiva, de direção jurídica do clube”, encerrou. E sobre a partida, o treinador, que afirma estar estudando bastante o adversário, está de olho na possível estreia de Renato Cajá no Juventude. “Ele (Marquinhos Santos) pode fazer um time mais ofensivo com o Cajá e o Denner”, imaginou Hélio. “Pode ser que seja esse o pensamento do Marquinhos e é uma ideia boa para ser estudada”, concluiu.

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