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Treinador bicolor lamenta os efeitos colaterais do calendário da Série B

quinta-feira, 02/08/2018, 08:28 - Atualizado em 02/08/2018, 08:28 - Autor:


O técnico do Paysandu, Guilherme Alves, atribuiu parte da derrota frente ao Atlético-GO (1 a 0) ao desgaste de sua equipe, que em apenas dez dias foi obrigada a fazer quatro partidas. Foram duas em casa (Guarani-SP e Figueirense-SC) e duas fora (Oeste-SP e Atlético-GO), que implicaram em deslocamentos do grupo em viagens cansativas. O treinador deu como exemplo em seu depoimento, após a partida em Goiânia, o pouco tempo que está no comando da equipe e a obrigação que teve de fazer tantos jogos em período tão curto período. As partidas fora, segundo Alves, foram os mais difíceis. 



“Só para se ter uma ideia, estou fazendo hoje 15 dias de trabalho no Paysandu. Esse é o quarto jogo. Se você faz as contas é um absurdo. Não tem como você manter o mesmo ritmo, ainda mais que todos nós sabemos que temos uma logística bastante difícil”, ressaltou Alves. O treinador salientou as partidas contra o Oeste e o próprio Atlético. “Tivemos dois jogos fora e acho que pesou um pouco sim”, disse. Para ratificar sua análise, o comandante bicolor, observou, ainda, que o time vinha de um jejum de vitórias na Série B do Brasileiro até ele assumir o cargo. 


“Tinham oito jogos que o time não vencia”, recordou. Na avaliação de Alves, a carga de jogos foi apenas um dos componentes que levaram Papão a perder a invencibilidade de três partidas. Outros elementos também contribuíram. O gol anotado pelo atacante Júnior Brandão, que soma nove gols, sendo o principal artilheiro da competição, também deixou o técnico chateado. Motivo: ele havia, segundo contou, alertado de maneira exaustiva, antes do jogo, a necessidade de uma atenção especial com o jogador adversário. 


“Falamos sobre o Brandão todos os dias, mostramos vídeo”, contou. Apesar da insatisfação com a desatenção da defesa do time no lance do gol, o treinador fez elogios à entrega do grupo em campo. “Não posso reclamar mais uma vez da entrega dos atletas. O time depois cansou. Não teve força suficiente para poder buscar”, comentou o treinador, que, a partir de hoje, com a reapresentação do elenco, passa a trabalhar com vistas ao jogo de terça-feira (7), contra a Ponte Preta-SP.


NÚMEROS


15 dias/4 jogos - É o que Guilherme Alves enfrentou desde que chegou ao comando do Papão


Papão faz jogo-treino contra o sub-20 hoje


O Paysandu, que retornou ontem a Belém, após cair diante do Atlético-GO, na véspera, faz, hoje, um jogo-treino contra o sub-20 do próprio clube. A realização do treinamento servirá para que o técnico Guilherme Alves mate dois coelhos com uma só cajadada, como se diz. O primeiro deles é o de movimentar com mais intensidade os jogadores recém-contratados pelo clube, caso, por exemplo, do atacante Lúcio Flávio, que fez sua estreia entrando em parte do jogo na capital de Goiás.


“Temos um jogo-treino na quinta-feira na Curuzu, para dar mais minutos ao Lúcio Flávio, que entrou bem hoje (anteontem); ao Guilherme Santos e ao Jonathan, cuja documentação já está pronta”, explicou. O outro novato bicolor, atacante Hugo Almeida trabalha à parte, aprimorando o condicionamento físico, após ter atuado no futebol do Marrocos. Ao mesmo tempo em que espera dar ritmo aos seus novos comandados, Alves, também, terá a chance de ver em ação os jogadores da base, comandados pelo técnico Rogério Gameleira, o Rogerinho.


Em seu trabalho na Curuzu, o técnico tem valorizado os atletas locais vindo da base bicolor. O volante Willyam, antes no ostracismo, e o lateral-esquerdo Diego Matos estão tendo chances entre os titulares. Alves tem colocado em prática aquilo que havia anunciado em sua chegada à Curuzu. Mas, alguns atletas outros atletas cuja procedência é a mesma, caso, por exemplo, do meia Alan Calbergue, ainda não foram lembrados pelo treinador e aguardam a oportunidade.


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(Nildo Lima/Diário do Pará)

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