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Papão joga como visitante, mas precisa fazer valer o seu 100% de aproveitamento

sexta-feira, 04/05/2018, 07:52 - Atualizado em 04/05/2018, 07:52 - Autor:


Desbancar o adversário em seu reduto, o estádio Castelão, em São Luís, do Maranhão, é a nova missão do Paysandu, hoje, contra o Sampaio Corrêa-MA, a partir das 19h15, pela 4ª rodada da Série B do Brasileiro. O desafio não chega a ser coisa do outro mundo, levando em conta não só a campanha do Papão na competição, na qual tem 100% de aproveitamento, mas também a fragilidade apresentada pela equipe da casa até aqui na Segundona. Diante disso, o jogo tem significado diferente para os times. Enquanto os bicolores miram a liderança, os maranhenses tentam se afastar da zona de “degola” do campeonato.


O Paysandu busca a sua segunda vitória como visitante na Série B. O Papão, que nos dois jogos em Belém, fez o seu dever de casa, contra o Londrina-PR e Brasil-RS, estreou vencendo a Ponte Preta-SP, por 1 a 0. Com isso, o Papão soma 9 pontos, podendo chegar, hoje, a 12, e, com isso, ultrapassando o Fortaleza-CE, que ocupa a ponta da tabela de classificação, com 10 pontos. Para desbancar o tricolor cearense, porém, o time bicolor também terá de contar com a “mãozinha” do Goiás, que precisa ao menos empatar, amanhã, com o Vila Nova-GO, 4º colocado, com 9 pontos, mas tendo vantagem no saldo de gols: 4 a 3.


O Sampaio vive um drama na disputa. O time maranhense, dirigido pelo técnico Francisco Diá, dos 9 pontos que disputou até aqui só conseguiu 3, fruto da vitória, na estreia diante do Coritiba-PR. A partir do jogo seguinte - contra o Guarani-SP - a equipe passou a conviver com a dificuldade. O tricolor é hoje o 16º colocado, portanto, à beira do abismo da zona de rebaixamento, encabeçada pelo Goiás, na 17º posição. Tanto a diretoria quanto a torcida do time maranhense pressionam o time, cobrando a reabilitação o quanto antes no campeonato.


O fato de o Sampaio se encontrar em situação delicada, na opinião do técnico alviceleste Dado Cavalcanti, faz com que o jogo de hoje tenha uma grau de dificuldade a mais para o Papão. O treinador destaca o fato de o tricolor explorar bem a sua principal arma: os contragolpes. “O Sampaio trabalha muito nos contra-ataques, tem muita transição e velocidade nas saídas (para o ataque)”, alerta Dado. O Sampaio ter perdido o meia Marlon, segundo Dado, não diminui a força do adversário. “A saída do Marlon é uma perda significativa para eles, mas tem a entrada do Alvinho, que pode mudar o contexto”, analisa o treinador bicolor.


Dado confirma escalação e mantém esquema


Diferente do que fez às vésperas de jogos anteriores, o técnico Dado Cavalcanti não guarda segredos quanto à formação da equipe que ele mandará a campo, hoje, para enfrentar o Sampaio. Depois de confirmar as ausências do zagueiro Diego Ivo e do atacante Moisés, que fica de fora do time pela segunda vez seguida, o treinador confirmou a entrada de Douglas Mendes e Claudinho como substitutos dos titulares. No mais, a formação será a mesma que enfrentou e venceu o Brasil-RS (2 a 1), na rodada passada da Série B. O esquema 3-4-3, como já se podia prever, também será mantido para a partida no Castelão.


“Essa é a intenção, a de manutenção de formato da equipe”, anunciou, de saída, o treinador, quando questionado sobre a composição do time. Em seguida, Dado ratificou a informação e falou sobre a sistemática tática a ser utilizada pelo time. “A expectativa é de manutenção da equipe e do padrão de jogo (do grupo) e, espero eu, de manutenção do resultado também”, comentou. O treinador disse ter estudado bem o adversário, que ele disse ter postura tática diferente da das demais equipes já enfrentadas pelo Papão na Série B.


“A nossa equipe está sendo testada a cada jogo, a cada momento, a cada condição diferente. Com esse sistema enfrentamos a Ponte (Preta-SP) no 4-1-4-1, depois o Londrina-PR praticamente num 4-2-4 ou numa variação no 4-4-2 e o Brasil-RS num 4-3-2-1. Agora vamos enfrentar o Sampaio em uma condição diferente”, comparou. “O adversário tem uma condição de marcação individual contínua, que dá uma dificuldade a mais em passes, mas que no deslocamento pode ser quebrado mais facilmente”, analisou Dado. “É um adversário difícil, mas que precisa ser vencido”, finalizou.




(Nildo Lima/Diário do Pará)

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