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Flamengo gastador encara Grêmio que recicla atletas 

terça-feira, 01/10/2019, 23:52 - Atualizado em 01/10/2019, 23:52 - Autor: FOLHAPRESS


| Marcelo Cortes/Flamengo

Quem olha para a lista de artilheiros do Campeonato Brasileiro entende por que o Flamengo é o líder da competição. Gabriel, o goleador do torneio com 18, Arrascaeta, que marcou dez vezes, e Bruno Henrique, autor de oito, anotaram 76% dos gols flamenguistas na competição. O trio chegou este ano à Gávea.

Para montar não apenas esse poderio ofensivo, mas boa parte do time que hoje lidera o Brasileiro e que enfrenta o Grêmio, às 21h30 desta quarta-feira (2), no jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores (Globo e Fox Sports transmitem), a diretoria rubro-negra precisou investir muito.

O balancete referente ao primeiro trimestre de 2019, disponível no site do Flamengo, mostra que o gasto com reforços foi de R$ 138 milhões entre direitos econômicos dos atletas, luvas e comissões a intermediários das negociações.

Só em Arrascaeta, a contratação mais cara, a cúpula flamenguista desembolsou R$ 80 milhões por 75% dos direitos econômicos do uruguaio. Gabriel, que chegou por empréstimo até o fim da temporada, receberá pelo ano de 2019 cerca de R$ 15 milhões em salários.

Bruno Henrique, que completa o trio artilheiro do Flamengo, também custou caro. Para tirá-lo do Santos, os flamenguistas investiram R$ 26 milhões. Rodrigo Caio, ex-São Paulo e titular na zaga carioca, foi contratado por R$ 24 milhões.

O técnico português Jorge Jesus ainda herdou o lateral direito Rafinha, que jogou por oito temporadas no Bayern de Munique (ALE), e o lateral esquerdo Filipe Luís, ex-Atlético de Madrid e presente no título da seleção brasileira na Copa América.

O que marca a postura agressiva dos rubro-negros no mercado é a chegada de Rodolfo Landim à presidência do clube.

Landim participou da gestão de Eduardo Bandeira de Mello, que comandou o Flamengo de 2013 a 2018 (dois mandatos) e reduziu a dívida da agremiação, além de ter duplicado as receitas. Há seis anos, quando Bandeira assumiu, o Flamengo arrecadou cerca de R$ 273 milhões no ano de 2013. Em 2017, seu penúltimo no cargo, o faturamento saltou para R$ 595 milhões.

Ex-aliado de Bandeira de Mello, Rodolfo Landim adotou o discurso de que "o Flamengo precisa ganhar títulos". Para isso, abriu os cofres. Uma política de montagem de elenco bem diferente da que tem o rival desta quarta-feira, em Porto Alegre.

Sem o mesmo poder de investimento do adversário, o clube gaúcho busca em jogadores repatriados ou negados por outros clubes a reciclagem do futebol desses atletas.

Os cabelos brancos de Léo Moura, por exemplo, entregam o passar do tempo. Ídolo no Flamengo, onde jogou de 2005 a 2015, o lateral direito completará 41 anos neste mês de outubro.

Após deixar o clube carioca, ele passou pelo Fort Lauderdale, que disputa a NASL (liga alternativa à Major League Soccer nos Estados Unidos), pelo Goa, da Índia, Metropolitano, de Santa Catarina, e pelo Santa Cruz. O currículo recente poderia passar a impressão de uma aposentadoria que estava sendo adiada.

O lateral, porém, redescobriu com Renato Gaúcho o futebol competitivo e de alto nível. Contratado em 2017 pelo Grêmio, esteve no título da Libertadores daquele ano e também na semifinal do ano passado, contra o River Plate (ARG). Diante do ex-clube, disputará sua terceira semifinal consecutiva da competição.

O caso de Léo Moura é o mesmo de Cortez, 32, que completa a linha de defesa tricolor na outra lateral.

Campeão da Sul-Americana de 2012 com o São Paulo, o lateral esquerdo não repetiu no ano seguinte o desempenho da temporada campeã e chegou a ser emprestado ao Benfica (POR), onde trabalhou com Jorge Jesus. Não conseguiu se firmar em Portugal e acabou repassado, com os direitos ainda em propriedade do clube do Morumbi, para Criciúma e Albirex Niigata, do Japão.

Após rescindir com o São Paulo, assinou com o Grêmio. Antes desacreditado, é um dos remanescentes do título da Libertadores. Além desses dois, Geromel, Kannemann, Michel, Luan e Everton também já faziam parte do time que superou o Lanús na conquista do tricampeonato da América.

É na manutenção do elenco vitorioso das últimas temporadas e na motivação, sob o comando de Renato, de atletas descartados por seus antigos clubes, casos de David Braz, ex-Santos, e Alisson, ex-Cruzeiro, reforçados pela chegada de Diego Tardelli, que o Grêmio se arma para receber o Flamengo no primeiro jogo das semifinais.

Tricampeões, os gremistas vão em busca da segunda decisão continental em três anos. Já o Flamengo procura chegar à primeira final desde 1981, quando levantou sua única taça da Libertadores.

 

GRÊMIO

Paulo Victor; Galhardo, David Braz, Kannemann e Cortez; Michel, Matheus Henrique, Alisson, Luan e Everton; Diego Tardelli. Técnico: Renato Gaúcho

 

FLAMENGO

Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel. Técnico: Jorge Jesus

 

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

Horário: 21h30

Árbitro: Nestor Pitana (ARG)

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