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PROBLEMA

Corinthians-SP recebe notificação da justiça sobre Itaquerão

quinta-feira, 12/09/2019, 17:41 - Atualizado em 12/09/2019, 18:44 - Autor: FOLHAPRESS


| Divulgação / CBF

O Corinthians recebeu nesta quinta-feira (12) uma notificação extrajudicial da Caixa Econômica Federal alegando que o clube não está cumprindo os termos do contrato de financiamento para a construção de sua arena, em Itaquera.

Em nota divulgada em seu site oficial, o Corinthians se diz surpreso com a ação do banco.

"Um acordo preliminar de adequação do contrato ao fluxo de caixa efetivo da Arena havia sido negociado há quase um ano, mas ficou suspenso pela perspectiva da iminente troca de comando da Instituição, à espera da orientação da nova gestão. Desde então, os compromissos vinham sendo honrados, como se os termos do acordo preliminar estivessem vigendo", escreve trecho do comunicado.

 O Corinthians afirma, ainda, que poderá entrar na Justiça contra a Caixa.

"Se a CEF (Caixa Econômica Federal) escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos."

Veja a íntegra da nota do Corinthians:

"O Sport Club Corinthians Paulista informa que enquanto finalizava negociações com a Caixa para um reperfilhamento do financiamento da Arena - processo iniciado nos primeiros dias da atual gestão - foi surpreendido por uma notificação extrajudicial alegando que diversos procedimentos prescritos pelo atual contrato não estariam sendo cumpridos. 

Esta mudança de atitude não encontra respaldo na realidade dos fatos. Um acordo preliminar de adequação do contrato ao fluxo de caixa efetivo da Arena havia sido negociado há quase um ano, mas ficou suspenso pela perspectiva da iminente troca de comando da Instituição, à espera da orientação da nova gestão. Desde então, os compromissos vinham sendo honrados, como se os termos do acordo preliminar estivessem vigendo. 

Além dos ajustes financeiros, a Caixa requeria a implantação de procedimentos administrativos com os quais o clube esteve sempre de acordo e cuja implementação dependia, como depende, de procedimentos dentro da Caixa até hoje não especificados definitivamente.

Assim, tanto no plano financeiro como no administrativo, o clube sempre se pautou por total transparência quanto à sua atuação operacional e subordinação inconteste a um processo de pagamentos compatível com a realidade financeira do mercado esportivo atual.

Como não houve interrupção do diálogo e tudo caminhava para um acordo mutuamente vantajoso, não há como compreender o gesto intempestivo, que sequer foi previamente comunicado à agremiação.

Ao contrário de inúmeras outras arenas que receberam da mesma linha de financiamento, o clube nunca repudiou sua dívida nem deixou de dialogar com o repassador destes recursos, a CEF, quando dificuldades transitórias se interpunham. Se a CEF escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos.

O clube continua aberto a voltar à mesa de negociação, se a Caixa optar por prosseguir a trajetória amigável que juntos vínhamos construindo até aqui."

OUTRO LADO

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que não há perseguição na execução de uma dívida de R$ 500 milhões do estádio do Corinthians. O banco notificou o clube nesta quinta-feira (12) por atrasos em pagamentos da arena.

Em nota, a diretoria do time paulista se disse surpresa com a ação da estatal. Nos bastidores, a diretoria do Corinthians diz que se trata de uma retaliação do governo Jair Bolsonaro (PSL), pelo fato de o estádio ter sido construído durante o mandato da petista Dilma Rousseff (PT).

"Não tem perseguição nenhuma. Isso serve para qualquer caso, qualquer cliente. De maneira natural e tranquila, inclusive seguindo os ritos jurídicos", afirmou Guimarães à reportagem.

"Em termos gerais, a Caixa é um banco estatal, que se tiver garantia e não houver renegociação, tem que executar. Para não executar uma garantia, qualquer que seja, em uma operação em que a Caixa deixou de receber é que é preciso ter uma ótima justificativa", completou. 

A diretoria corintiana afirma que não deixou de renegociar e que ocorreram diversas reuniões durante o ano. 

"E, como em qualquer caso, estamos 100% abertos para uma renegociação. Se houver uma discussão de novo, podemos interromper a execução. Não estou falando em caso específico, estou falando em casos gerais", disse Guimarães.

No documento de execução enviado pela Caixa ao Corinthians, o banco admite que havia conversas em curso, mas diz que por falta de documentos não pode seguir com uma proposta.

"Acrescente-se que quanto à renegociação pleiteada pelo clube desde o final do ano passado, em que pese ter a Caixa evoluído para a formatação de uma proposta que chegou a tramitar nas áreas internas desta notificante, não foi possível prosseguir com as análises uma vez que o Fundo não enviou as demonstrações financeiras assinadas e auditadas, solicitadas diversas vezes pela Caixa", consta no item cinco do ofício da estatal enviado ao time.

O Corinthians afirma que poderá entrar na Justiça contra a Caixa.

"Se a CEF (Caixa Econômica Federal) escolheu trocar a rota da negociação pela do confronto, não cabe ao clube outro recurso senão defender na Justiça seus direitos."

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