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Mercedes pinta carro de preto em protesto contra racismo 

terça-feira, 30/06/2020, 11:38 - Atualizado em 30/06/2020, 11:38 - Autor: FOLHAPRESS


Nova Mercedes passa a ser pintada de preto na Fórmula 1
Nova Mercedes passa a ser pintada de preto na Fórmula 1 | Divulgação/ Mercedes

A Mercedes anunciou nesta segunda-feira (29) que utilizará carros na cor preta durante toda a nova temporada da F-1, que começa no próximo domingo (5), em Spielberg, na Áustria.

A equipe de Lewis Hamilton, atual campeão da categoria e voz mais representativa do mundo da velocidade com relação às questões raciais, abandonará momentaneamente a cor prata que identifica historicamente a escuderia, em uma iniciativa de apoio à luta antirracista.

Além da nova pintura, os veículos de Hamilton e de seu companheiro, Valtteri Bottas, terão a mensagem “End Racism” (acabe com o racismo, em inglês) no protetor de cockpit.

Segundo a Mercedes, o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam, em inglês) acendeu a luz sobre a necessidade de se posicionar a favor do combate ao racismo.

Recentemente, Lewis Hamilton foi às ruas de Londres e participou de manifestação contra o racismo, uma entre tantas que surgiram ao redor do mundo desde a morte de George Floyd, um norte-americano negro de 46 anos que foi assassinado por um policial branco em Mineápolis, nos Estados Unidos.

Hamilton, que levou um cartaz com a inscrição “Black Lives Matter”, também cobrou que seus colegas de F-1 se posicionem mais no combate às questões raciais.

“Racismo e discriminação não têm lugar em nossa sociedade, no nosso esporte ou na nossa equipe. Esta é uma crença central na Mercedes”, afirmou Toto Wolff, chefe da equipe, em um comunicado.

“Esperamos utilizar nossa voz e nossa plataforma global para pedir por respeito e igualdade, e a Flecha Prateada correrá na cor preta por toda a temporada 2020 para mostrar nosso compromisso com uma maior diversidade na nossa equipe e no nosso esporte”, completou Wolff.

A Mercedes afirmou que apenas 3% de seus funcionários se identificam como parte de grupos de minorias étnicas, além de somente 12% serem mulheres.

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