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Música

Mumuzinho e Sorriso Maroto fazem samba de qualidade no 'Festival de Samba em Belém'

terça-feira, 30/04/2019, 10:28 - Atualizado em 30/04/2019, 10:28 - Autor:


Mumuzinho e Sorriso Maroto são as atrações nacionais do Festival de Samba em Belém, que será realizado hoje, no Marine Club. Além deles, Nosso Tom e I Love Pagode comandam a festa que começa a partir de 22h.


Esta é a terceira edição do evento na cidade. O cantor carioca Mumuzinho apresenta ao público paraense o show de seu mais recente projeto, “A Voz do Meu Samba”, lançado no final do ano passado, que contou com convidados especiais, como Alcione, Dilsinho e Dudu Nobre, e que mostra por que Mumuzinho tem se destacado como uma das grandes revelações do samba.


Reunindo canções que passam por várias vertentes do ritmo, do partido alto ao samba romântico, do samba de raiz ao pagode, o álbum recém-lançado, ele diz, é fruto de seu amor pelo ritmo. “O samba, ah, o samba. É vida, né? Me lembro de todas as rodas de samba onde comecei e ganhei muito da experiência que tenho hoje. O samba é meu ritmo de coração, é o que eu mostro no palco. Inclusive, o nome do meu álbum é ‘A Voz do Meu Samba’”, enaltece.




O disco tem 20 canções, sendo 11 inéditas na voz do artista. Mas é no palco, diante dos fãs, que o repertório é selecionado, diz o cantor. “O público que define muito, mas eu acho que não pode faltar ‘Eu Mereço Ser Feliz’, ‘Fulminante’, ‘Curto Circuito’, ‘Dengo Nego’, ‘Não Quero Despedida’… está vendo por que o público que tem que responder? Sou muito suspeito!”, declara-se o artista, aos risos.


Uma dessas canções, que se revelou como um dos destaques entre 2017 e 2018, “Dengo Nego” é um dos grandes hits do músico carioca. O single ficou entre as Top 10 mais tocadas no Brasil no gênero pagode naquele período. “Não Sou de Ferro” tem a marca romântica de Mumuzinho, enquanto em “Barreira que Anda” ele brinca com a métrica do hip hop.


Desse encontro com o público de Belém, Mumuzinho conta que tem um retorno muito positivo. “Eu amo Belém. Sempre que venho sou muito bem recebido. Inclusive, eu tenho um fã-clube na cidade. Eles sabem todas as músicas e me recebem com muito carinho”, destaca o cantor, dizendo que tem vontade de conhecer melhor a capital paraense. “O povo aqui gosta muito de samba, não é?”.


Dez músicos acompanham Mumuzinho: Broa (bateria), Marquinhos Santos (contrabaixo), Cezar Rocha (violão), Juninho Rezende (cavaco), Márcio Kuko, Nego e William Will (percussões), Eddy Flash e Fabiano dos Anjos (backing vocals) e Nélio Júnior ( teclados e direção musical).


Quanto às participações Nosso Tom e I Love Pagode, Mumuzinho conta que gosta do som da rapaziada paraense. “Eu adoro interagir com essa galera. Gosto muito de assistir a eles do canto do palco, ouvir o som deles e às vezes até participo”, ressalta.


Sorriso Maroto testa músicas novas


O Sorriso Maroto também volta a encontrar o público paraense dentro do Festival de Samba, nesta véspera de feriado, com um show que, segundo o vocalista Bruno Cardoso, faz uma espécie de ponte entre a atual turnê do grupo, “Sorriso, Voltei”, que agora chega ao final, e o novo projeto, “Sorriso Ao Cubo, Ao Vivo, Em Cores”, cujas músicas foram lançadas no início de abril, com vídeos registrados por celular em um show com a presença de 300 fãs do Sorriso.


Por isso, garante Bruno, esta noite será de hits, mas também de surpresas no palco. “Estamos na portinha para a virada de show. Este é o penúltimo show dessa turnê, por isso vai ter muitas músicas da carreira, claro, mas é como um aperitivo da turnê nova, onde já estamos testando novas músicas. Isso vai dependendo muito das respostas do público”, explica.


E Belém, diz o vocalista, é um lugar essencial nesse trabalho de virada de turnê. “Belém, a gente considera uma região base, que nos dá parâmetros. Os nossos shows aí são sempre muito especiais, sempre lotados, e com fãs antenados com o que o Sorriso faz, por isso quando a gente está ainda iniciando uma turnê, é um lugar em que a gente experimenta, toca músicas pela primeira vez. Pelo público de Belém a gente sabe se vai ser sucesso ou não. E a gente está ansioso para confirmar aí esse sentimento bom que a gente está tendo em relação a esse disco novo”.


Nada mais justo para dar vazão a um projeto como “Ao Cubo, Ao Vivo, Em Cores”, que desde sua concepção tem o princípio de envolver o público do Sorriso. “Nós entregamos para o público que assiste a gente um conteúdo feito a partir dos nossos fãs. Se você pensar, mais de 50% do conteúdo de vídeos que a gente assiste hoje está nos smartphones. Nós quisemos criar um material de vídeos gerados por celular e juntar isso dentro de um projeto, com o público dentro dele”, detalha Bruno, sobre os vídeos das músicas que foram para as plataformas digitais, todos captados pelos fãs convidados a assistir ao show, em um cenário em formato de cubo com painéis de luzes coloridas, onde o grupo foi posicionado ao centro, em um pequeno palco quadrado.


“Esse projeto foi criado como uma espécie de presente para os fãs. Esse período em que estive afastado por motivo de saúde trouxe um sentimento gostoso das pessoas com a banda e comigo, então foi uma forma de retribuir também. Não dava para ser todo mundo, então tem esses 300 fãs que de fato vivem o dia a dia conosco e foram escolhidos através das redes sociais, e o feedback das outras pessoas tem sido legal, porque elas se veem dentro do projeto, representadas por eles”, destaca o vocalista.


No que depender da resposta que o público já tem dado às faixas do novo trabalho na internet, canções como “50 Vezes”, que na gravação tem a participação de Dilsinho, têm tudo para virar novos hits. “Todas as músicas já passaram da casa de um milhão [de views]. A gente está muito feliz de ter os fãs cantando e vibrando com a gente”, diz Bruno.


NOSSA HISTÓRIA


Celebrando 20 anos de carreira, a banda paraense Nosso Tom comemora com os fãs a longa jornada com músicas que marcaram a memória de seu público. “Nossa História de Amor”, “Amar Você”, “Luz do Sol” e “Hora de Recomeçar” são composições que serão tocadas para o grupo reviver esse momento de nostalgia, conta o vocalista Júlio Cezar. “Vai ser um show cantando nossas músicas, desde o nosso primeiro disco, lançado em 2001 até o último de 2017”.


Segundo Júlio Cezar, participar do evento traz uma satisfação especial. “Uma das maiores alegrias que a gente tem é de sermos convidados para a abertura de shows importantes, como o Festival de Samba. Mesmo depois de 20 anos de carreira, é muito gratificante termos oportunidade de cantarmos para o nosso público as canções que marcaram uma geração”, diz ele.


Júlio destaca ainda a interação com artistas renomados do samba nesse festival. “Em especial, o Sorriso Maroto, banda da qual parte dos músicos gravou nosso penúltimo disco, ‘Novas Trilhas’ (2017), e o EP que lançamos agora, ‘Então Vamos em Frente’. Inclusive a produção é do Boris, que é diretor musical do Sorriso. A gente tem uma relação muito boa com eles”, revela.


(Com reportagem de Wal Sarges)

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