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Música

Dia Internacional da Mulher: 14 grandes conquistas das minas na música

sábado, 09/03/2019, 02:00 - Atualizado em 09/03/2019, 02:00 - Autor:


Texto de abertura por Stephanie Hahne

Hoje, dia 8 de Março, se comemora o Dia Internacional da Mulher. Para muitos, um dia de celebração, flores, felicitações e exaltação do feminino. Para muitas, um dia que representa avanço, busca pela igualdade e, principalmente, luta.

Neste dia, em 1857, centenas de operárias morreram queimadas por policiais em uma fábrica têxtil de Nova York, nos Estados Unidos. A manifestação reivindicava direitos trabalhistas, como redução da jornada de trabalho e licença-maternidade — o pedido de direito ao voto também está fortemente atrelado ao movimento. Apenas em 1911, em homenagem às vítimas, o dia 8 de Março foi cravado como Dia da Mulher no mundo todo.

Mas o que aprendemos e fizemos desde então?

Nos últimos anos, vimos o ressurgimento do movimento feminista em diversas esferas da sociedade, buscando resgatar ideais que pareciam esquecidos no passado. Desde então, a mulher tem estado cada vez mais presente em papéis de destaque — e antes exclusivamente dedicados aos homens –, mas o caminho ainda é longo e tortuoso. Nós, mulheres, bem sabemos.

No mundo da música a situação não é muito diferente. Como um reflexo da sociedade em um todo, o entretenimento também tem visto o crescimento de mulheres em diversos gêneros, de diversas formas, ocupando diversos espaços. A cada ano que passa, cai mais o conceito de separar artistas homens de mulheres — como se ser mulher fosse gênero musical, e não tivéssemos artistas diferentes e individuais dentro do que se propõem.

Para marcar o dia de hoje, montamos uma lista com grandes conquistas das mulheres no meio musical. Não apenas com o intuito de celebrar, mas também com a esperança que, muito em breve, a presença efetiva da mulher em diversos meios signifique que o pioneirismo será deixado para os livros de história — e que, assim, sejamos celebradas simplesmente como as primeiras pessoas a alcançar algum feito, quando o fizermos, e não as primeiras mulheres.

Feliz dia para nós!

1937 – Primeiro Oscar de “Melhor Canção Original” entregue a uma mulher

Antes ainda das premiações musicais ganharem significativa importância, as cerimônias do Oscar já estavam consolidadas ao premiar anualmente os melhores profissionais da indústria cinematográfica.

A principal categoria musical da cerimônia, “Melhor Canção Original” só foi conquistada por uma mulher em 1937, na nona edição do Oscar. A obra premiada foi “The Way You Look Tonight“, música do filme Ritmo Louco, com letra de Dorothy Fields. No filme, no entanto, a música é interpretada pelo ator Fred Astaire.

A outra das principais categorias musicais, que avalia a melhor “Trilha Sonora Original”, foi conquistada por uma mulher apenas em 1984. Na ocasião, Marilyn Bergman e seu marido, Alan Bergman, ganharam por conta da trilha do filme Yentl. No entanto, até hoje, apenas mais duas mulheres conquistaram tal prêmio: Rachel Portman (em 1996) e Anne Dudley (em 1997).

1959 – Primeiro Grammy concedido a uma mulher

O mundo da música era muito diferente em 1959, quando o jazz e a música pop italiana eram o centro da indústria. Isso ficou claro na primeira edição do Grammy, ocorrida naquele ano.

Como era de se esperar, a maioria dos indicados eram homens, tanto compositores quanto intérpretes. Mas uma voz feminina se destacou e entrou para a história ao receber três estatuetas: Ella Fitzgerald. Isso mesmo, uma mulher!

Fitzgerald foi consagrada por sua voz e por sua imersão no jazz. Mas ela não ficou sozinha, já que o compositor Ross Bagdasarian também levou para casa o mesmo número de prêmios. O episódio, sem sombra de dúvidas, impressionou os presentes.

Ainda em 1959, foi realizada a segunda edição da cerimônia. Nela, Ella Fitzgerald se apresentou, consagrando-se também como a primeira mulher a se apresentar na premiação.

A primeira cantora a ganhar uma das categorias principais da cerimônia, no entanto, foi Judy Garland, que ganhou “Álbum do Ano” em 1961 pelo seu disco Judy At Carnegie Hall.

1960 – Primeira mulher a chegar no topo da Billboard Hot 100

A Billboard Hot 100 começou a ser divulgada semanalmente em Agosto de 1958. No entanto, levou um tempo para que uma artista solo mulher conseguisse a visibilidade de estar no topo da parada.

O simbólico episódio aconteceu apenas em Junho de 1960, ou seja, 99 semanas após a estreia da parada. A artista responsável por isso foi Connie Francis, que conquistou a primeira posição com “Everybody’s Somebody’s Fool“.

Antes disso, Carol Connors já havia experimentado o topo, mas o mérito foi dividido com os outros integrantes do grupo The Teddy Bears (que, por sinal, são todos homens). A música que chegou ao topo foi “To Know Him, Is To Love Him“. Connie, como artista solo, ganhou maior visibilidade com a conquista.

1965 – Primeiro Grammy conquistado por uma brasileira

O fenômeno da bossa nova teve repercussão mundial, e uma música específica foi o principal motivo para isso. Estamos falando de “Garota de Ipanema” (ou “The Girl From Ipanema“, como ficou conhecida internacionalmente). Na cerimônia do Grammy de 1965, Astrud Gilberto, ao interpretar a canção, ficou conhecida como a primeira artista mulher a conquistar a estatueta de “Gravação do Ano”.

Ela divide o mérito da gravação com o saxofonista Stan Getz. No mesmo ano, seu marido João Gilberto conquistou a estatueta de “Álbum do Ano”, após gravar um álbum também em parceria com Getz. Na ocasião, Astrud venceu de nomes grandes na indústria, como Louis Armstrong, Barbra Streisand e The Beatles. Que responsabilidade, hein!

Antes disso, o compositor Laurindo Almeida era conhecido como o único brasileiro  a conseguir o gramofone dourado, mas não chegou a conquistar uma das quatro principais categorias.

1987 – Primeira mulher a estrear no topo da Billboard 200

Não é qualquer álbum que consegue estrear no topo da Billboard 200, a parada dos melhores álbuns de acordo com o veículo. Até o ano de 1987, apenas o britânico Elton John havia conseguido isso. Mas eis que chega Whitney Houston.

A aclamada cantora, com seu segundo álbum de estúdio Whitney, foi a primeira mulher a estrear diretamente no topo da parada, e a segunda pessoa ao conseguir tal feito.

Ainda sobre a Billboard 200, a cantora Barbara Streisand segura o recorde de ser a única artista até hoje a ter álbuns no topo da parada em 6 décadas diferentes. Seja em 1964 ou em 2016, ela conseguiu emplacar discos na posição mais invejada.

1987 – Primeira mulher a entrar para o Rock N’ Roll Hall of Fame

Enquanto Whitney surpreendia nos resultados da Billboard 200, Aretha Franklin fazia história no Rock N’ Roll Hall of Fame. Em 1987, ela foi a primeira mulher a entrar para a lista, que é dedicada a registrar a influência de grandes nomes para o mundo da música.

Ela permaneceu como a única mulher no Hall até o ano seguinte, quando o grupo The Supremes também foi eleito. Vale frisar que, nesses três anos de indicações ao Hall, 28 delas eram de homens, e apenas as duas citadas acima diziam respeito a artistas femininas.

1992 – Primeira apresentadora mulher do Grammy

Foram necessárias 34 premiações do Grammy para que uma mulher assumisse o posto de apresentadora principal. Em 1992, a comediante Whoopi Goldberg conduziu a cerimônia.

Goldberg também se enquadra no seleto grupo de pessoas que ganharam o EGOT (ou seja, conquistou estatuetas no Emmy, Grammy, Oscar e Tony). Seu Grammy veio em 1986, quando ganhou a categoria “Melhor Álbum de Comédia”.

1995 – Primeira música de uma artista feminina a estrear no topo da Hot 100

Ainda sob os olhos da Billboard, Mariah Carey também merece destaque. Com um inconfundível alcance vocal, ela se consagrou ao ser a primeira artista mulher a estrear no topo da Hot 100.

O feito aconteceu em Setembro de 1995, quando sua música “Fantasy” surgiu do nada no topo da lista, tirando do topo o hit “Gangsta’s Paradise“, de Coolio.

Essa música foi um dos sucessos que ajudou a cantora a se consagrar com a artista que passou o maior número de semanas cumulativas em primeiro lugar. E esse recorde não é restrição de gênero, não! O recorde diz respeito a toda a história da Billboard, apesar de ela dividir o espaço com Elvis Presley, que durante muito tempo esteve isolado na primeira colocação. Ambos acumulam 79 semanas no topo (o que é equivalente a cerca de um ano e meio).

2011 – Primeira artista mulher a gerar cinco hits #1 na Billboard com um álbum só

Katy Perry é o nome dela! Com seu álbum Teenage Dream, Katy Perry igualou Michael Jackson ao conseguir, com os frutos de um único álbum, emplacas cinco singles noa primeira posição da Hot 100.

California Gurls“, “Teenage Dream“, “E.T.“, “Firework” e “Last Friday Night (T.G.I.F.)” foram todas para o topo. Entre 1987 e 1988, Michael emplacou, com seu álbum Bad, a faixa-título, “I Just Can’t Stop Loving You“, “The Way You Make Me Feel“, “Man in the Mirror” e “Dirty Diana“.

Por sinal, reparem que é cada vez mais raro de um homem alcançar tais recordes. Os homens consagrados em décadas anteriores estão sendo empatados ou até superados por, pasmem, mulheres!

2012 – Primeira artista mulher a conquistar as quatro principais categorias do Grammy

Das várias categorias da cerimônia do Grammy, quatro são as principais: “Artista Revelação”, “Álbum do Ano”, “Gravação do Ano” e “Canção do Ano”. Já imaginou conseguir levar os quatro prêmios? Pois então, a Adele não apenas imaginou, como também conseguiu!

Em 2009, ela ganhou “Artista Revelação”, e em 2012 levou as outras 3 categorias principais, devido aos frutos do excelente álbum 21. Foi a primeira artista mulher a conseguir tal feito, e a segunda na história. Isso porque, em 1981, o compositor Christopher Cross levou, de uma vez só, todos os quatro prêmios para casa.

Mas vamos ser sinceros: ninguém supera a Adele, certo?

2014 – Primeira artista mulher a se substituir no topo da Billboard Hot 100

O álbum 1989, de Taylor Swift, foi um fenômeno pop, e a prova disso são os singles que fizeram a época. Com esses frutos, Taylor se tornou a primeira artista a se substituir no topo da Hot 100.

A canção “Shake It Off” foi destronada por “Blank Space“, no final de 2014. Antes disso, apenas homens tiveram esse poder. Os nomes vão dos Beatles (que fizeram isso em 1964) até o grupo Black Eyed Peas (que fizeram isso em 2009).

2017 – Primeira artista brasileira a aparecer no Top 50 mundial do Spotify

A cantora Anitta é uma fábrica de hits, e sua voz é a maior representação da música brasileira no exterior em muito tempo – nos arriscamos a dizer que é a maior desde “Garota de Ipanema”!

Em 2017, ela alcançou a conquista de ser a primeira artista brasileira a entrar para o Top 50 mundial da plataforma Spotify. Tirando a visibilidade das mãos da Recording Academy e passando o poder para o povo, a cantora se consagrou na 39ª posição em Novembro de 2017, quando lançou “Downtown“, em parceria com J Balvin.

O poder da música brasileira atual está nas mãos das mulheres. É isto.

2018 – Primeira mulher a aparecer 100 vezes na Billboard Hot 100

Digam o que quiser, mas a Billboard é um grande “termômetro” da indústria fonográfica, e sua relevância foi se tornando cada vez maior com o passar dos anos. Estar no topo, ou sequer entre as 100 “mais quentes”, é uma grande responsabilidade para um artista.

Por isso, deve-se comemorar o fato de que a rapper Nicki Minaj foi a primeira artista mulher a ter 100 diferentes músicas assinadas com seu nome entre as 100 melhores.

Por que isso é importante? Até então, somente homens haviam atingido tal marca. São eles Drake, Lil Wayne, Elvis Presley e o elenco de Glee (composto por homens e mulheres).

Atualmente, 102 músicas com Nicki (entre autorais e participações) já estiveram entre as 100 posições mais privilegiadas das indústria. Não muito atrás, temos Taylor Swift, que coleciona atualmente 77 músicas emplacadas.

A tendência é o número de mulheres a ultrapassar tal marca aumente cada vez mais. E que assim seja!

2019 – Primeira mulher a ganhar o Grammy de “Melhor Álbum de Rap” sozinha

A gente falou sobre o feito de Nicki Minaj logo acima, mas que tal mais rap?

Isso porque Cardi B deixou muitos boquiabertos ao ao ganhar, na última edição do Grammy Awards, o gramofone dourado de “Melhor Álbum de Rap”. Ela concorria com Pusha TNipsey HusselMac Miller e Travis Scott.

O feito nos faz pensar sobre os rumos da indústria. Pensando em termos de gênero, o rap sempre foi muito associado a homens. É muito importante, tanto culturalmente quanto socialmente, uma artista mulher se consagrada como melhor diante de tantos homens. É a prova de que ela pode estar onde ela quiser.

A melhor parte é que isso não é um mero episódio, mas sim uma tendência!

Fonte: TMDQA!

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