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Música

Depois de quatro anos sem shows, MC Montalva apresenta novo trabalho

sexta-feira, 15/02/2019, 09:36 - Atualizado em 15/02/2019, 09:36 - Autor:


MC Montalva e a banda Entidade Selektah apresentam show de lançamento do videoclipe da música “Máscaras e Ilusões”, do álbum “Só Eu Posso, Mas Não Posso Sozinho”, lançado em 2017. A apresentação será no Bar Municipal.

Cantor, compositor e locutor, Ruy Montalvão, o MC Montalva integrou o Coletivo Rádio Cipó, com o qual gravou quatro discos e que encerrou as atividades em 2012. Agora, com uma sonoridade que mistura ritmos, ele diz ter criado junto com a Selektah um novo estilo musical. “Minha música é uma narrativa urbano-social, com uma pegada forte no Hip Hop, no Afrobeat, no samba e nos diálogos regionais que acontecem e têm como cenário a cidade de Belém do Pará. Dentro dessa sonoridade, tem um carimbó eletrônico, e ainda um estilo novo, que durante os ensaios a gente acabou definindo como sambaton, mistura do samba brasileiro com o reggaeton, um samba com cumbia, e o resultado será conferido lá no show”, promete.

Há quatro anos sem tocar, Montalva diz que quer conhecer seu próprio público a partir dessa nova fase musical. “Além de ser um show de lançamento do videoclipe será um show para mapear esse meu público e ainda para reunir família e amigos”, diz.

“Minha música é, sobretudo, feita para alcançar pessoas. Se no show aparecerem dez pessoas, essas dez é que serão impactadas pela minha música. Isso é o mais importante”, considera o MC.

CLIPE

Dirigido por Márcio Monteiro, o audiovisual foi produzido por estudantes dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Universidade da Amazônia. Contou com a produção de Matheus Mascarenhas, amigo do curso de jornalismo de Montalva que descobriu a letra de “Máscaras e Ilusões” e se encantou pela composição.

“Todo dia ele me instigava para mostrar a canção. Eu já tinha dado como encerrada a minha ideia de fazer música, porque ela é uma habilidade que eu tenho que acreditava que não fazia mais parte de mim e o Matheus disse o contrário, que minha música era legal, que podia render pelo menos um despertar de consciência para aquelas pessoas que se identificassem com o meu som”, recorda.

A conversa despertou uma nova consciência do MC sobre si mesmo. “Não é uma questão de sustento, de sucesso, de vaidade. Agora, a ideia é jogar a música para o universo. Lembro bem que ele me disse que o resultado já não está mais nas minhas mãos. Pensei: a música é uma missão, então vamos para cima com essa música”.

Montalva conta que seu trabalho é construído a partir de diversas parcerias, dentre elas, o DJ e bitmaker ProefX. “[o DJ] Bernardo Pinheiro me ajuda também nas bases eletrônicas. Tem o guitarrista Milton Cavalcante, o Edvaldo Xaréu, da Amazônia Jazz Band, no trompete. Luiz Bola, que era do Coletivo Rádio Cipó, na repercussão. Tem o Jairo de Almeida no baixo. Tem também o Diego Azevedo na guitarra. Essa galera que me ajuda musicalmente para sustentação dessa sonoridade. Esse novo trabalho vem desse colaborativismo. Não existe um cantor, um artista sem esse grupo de pessoas se soma. Acredito que essa dinâmica de trabalho eleva muito a qualidade sonora, principalmente, na questão da pesquisa. Isso é muito fantástico”, analisa.

A Entidade Selektah, segundo Montalva, representa ao pé da letra um ser de luz. Por isso ele descreve sua banda como luz pura. “A gente resolveu colocar esse nome e brincar para o universo. É um grupo seleto de músicos”, diz.

PROJETOS

 Ainda neste semestre, Montalva diz que está se preparando para o lançamento de um novo single. “Será uma parceria com a cantora Mariela Borges, filha do paraense Magros Borges, que toca com a Bebel Gilberto nos Estados Unidos. Eles moram lá. Vamos fazer essa parceria via internet, ela irá gravar de lá. Daqui a gente vai mixar a participação dela. O nome da faixa é ‘Amor de Dois’, música que eu fiz em parceria com a minha esposa, a Thaissa Scerne”, ressalta.

Além desse single, o artista conta que produzirá um novo videoclipe, cuja narrativa é de um morador de rua, chamada “Velho Barbudo”. O audiovisual, conta ele, terá direção da professora e artista plástica Fernanda Martins, que coordena junto com Sâmia Batista o projeto “Letras que Flutuam”, pesquisa sobre os abridores de letras (pintores de nomes de embarcações) na Amazônia.

(Wal Sarges/Diário do Pará)


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