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Música

Pedro Luís faz show solo e com Monobloco, no 'Bloco do I Love'

sexta-feira, 25/01/2019, 08:12 - Atualizado em 25/01/2019, 08:12 - Autor:


Pedro Luís é autor de composições que permeiam a história da música brasileira através de sua própria voz, mas também de outras interpretações, como a de Elza Soares. O cantor e compositor tem sua trajetória reconhecida desde o período mais roqueiro com o grupo Urge, na década de 1980, e com o funk poético que promovia com o Boato nos 1990, até hoje, como a argamassa da usina musical A Parede, com quem formou o Monobloco, há 18 anos responsável por arrastar multidões no carnaval do Rio de Janeiro.


Ter a oportunidade de ver essa atuação multifacetada do artista é única. E aos paraenses será possível em dois momentos. Hoje, às 19h, ele apresenta um show inédito, em formato voz e violão, no Centro Cultural Sesc Boulevard, reunindo seu cancioneiro autoral. E amanhã, 26, é convidado a animar, com o Monobloco, o Bloco do I Love, que sai pelas ruas da Cidade Velha em direção ao Açaí Biruta. “Sou muito fã de Belém e da cena artística daí e toda sua diversidade”, diz ele, em entrevista ao Você, na véspera de chegar à cidade. 


Um dos exemplos desse interesse pela cena local está no projeto que realizou para o Canal Brasil chamado “Destino Brasil Música”, no final dos anos 2000, com o qual conversou com alguns artistas e se aproximou dessa produção. “Mais recentemente”, ele também destaca, “tive o prazer de produzir o álbum ‘Não Me Provoca’, de Lia Sophia, o que acabou me obrigando a uma deliciosa residência na cidade, intensificando minha admiração e proximidade com diversos artistas locais”.


Em formato intimista, o show no Sesc Boulevard irá passear por músicas que fizeram sucesso em roupagens de outros artistas. É o caso de “Deus Há de Ser”, gravada por Elza Soares em seu recém-lançado disco “Deus é Mulher”; “Girassol”, famosa na voz do grupo Cidade Negra; e “Girando na Renda”, que Roberta Sá registrou com o próprio Pedro no disco “Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria”. 


Sobre esta relação, de entregar canções a outros artistas, Pedro Luís afirma se sentir privilegiado. “Acho que tenho muita sorte de ver minhas canções serem lidas por grandes intérpretes que dão a elas sempre uma versão fundamental para que alcem seus próprios voos, sejam eles simplesmente intérpretes ou coautores delas comigo”, diz. Ele comenta ainda que se surpreendeu com o caminho que Elza Soares escolheu para a interpretação de “Deus Há de Ser”. “Elza é surpreendente em todos os bons sentidos!”, elogia.


Monobloco canta mulheres no Carnaval



Repertório de amanhã já é prévia do tema escolhido para o Carnaval 2019: “Abram Alas Pra Elas - Homenagem às Mulheres na Música Brasileira”. (Foto: Divulgação)


No show que Pedro Luís faz hoje em Belém estão previstas músicas do disco “Vale Quanto Pesa - Pérolas de Luiz Melodia”, recém-lançado nas plataformas digitais. “Mesmo antes de começar meu projeto em homenagem ao Luiz Melodia, já vinha fazendo um trio de canções dele em meus shows de violão e voz (‘Estácio, Eu e Você’, ‘Pérola Negra’ e ‘Magrelinha’). Minha história com a obra dele começa aos 12 anos, quando chega em nossa casa o LP ‘Pérola Negra’. Foi um encanto instantâneo, uma diversidade e intensidade que me interessavam integralmente. Acho que esse álbum é minha primeira escola de composição e 
canto”, revela Pedro Luís.


Entre as surpresas para o repertório estão as inéditas “Idade Média Moderna”, parceria com Carlos Rennó, e “Se Eu Merecer”, feita com Ivan Santos. A primeira fala muito dos dias atuais e do medo das populações urbanas, “trancafiadas em suas grades que lhe garantem uma relativa segurança, mas um absoluto aprisionamento emocional”, afirma o músico. Já em “Se Eu Merecer”, o cantor diz que Ivan Santos acerta com precisão nas palavras para falar “do apaixonamento que estonteia e nos deixa reféns”. “Ambos são craques, adoro quando me provocam com suas descobertas”, completa.


Para quem não sabe, Pedro Luís é também compositor de “Miséria S.A.”, hit da banda O Rappa, lançado no disco “Rappa Mundi” em versão que Pedro Luís considera muito especial. “Tanto que foi aquele caso de eles [músicos d’O Rappa] serem identificados como os autores da canção pelo público. Isso é comum em relação a grandes interpretações”, elogia. Ele comenta, ainda, de sua relação com Marcelo Yuka, um dos fundadores do grupo, e que faleceu no último dia 18. “Infelizmente não chegamos a realizar a parceria que desejávamos. Mas sua força como compositor e pensador, sem dúvida, é de uma potência definitiva para todos os contemporâneos: parceiros, autores consagrados e todos que chegaram depois, sejam autores ou intérpretes”, analisa.


A carreira solo de Pedro Luís segue a todo vapor este ano, quando rodará o Brasil com o show do disco “Vale Quanto Pesa - Pérolas de Luiz Melodia”, mas também com “Pedro Luís com S”, show com várias de suas canções reveladas por grandes intérpretes, próximo ao que apresenta em Belém, mas ainda em formato diferente. “É um show de bateria e violão, onde tenho a companhia do grande amigo e baterista Élcio Cáfaro”, detalha. “Virá também a construção de um novo projeto de inéditas, em parceria com o artista visual e amigo Batman Zavareze”, avisa.


CARNAVAL



I Love Pagode convidou o Monobloco para fazer parte do "Bloco do I Love" desde ano. (Foto: Divulgação)


Como um dos fundadores do Monobloco, Pedro Luís conta que as expectativas e o trabalho deles sempre se intensificam nessa época, já pré-carnavalesca. “De uns anos pra cá, optamos por escolher um tema em torno do qual construímos a maior parte do repertório dos eventos carnavalescos e da temporada subsequente”, explica. Em 2019, o tema escolhido foi “Abram Alas Pra Elas - Homenagem às Mulheres na Música Brasileira”.


O repertório mais atual do Monobloco homenageia, assim, tanto compositoras quanto intérpretes do cancioneiro nacional de várias épocas. Na chegada ao pré-carnaval paraense, junto ao Bloco do I Love, além das novidades preparadas para o carnaval do Rio de Janeiro o grupo traz alguns hits de sua história, como “Caio no Suingue” -que também entra para o show de Pedro no Sesc, em versão voz e violão.


DOIS EM UM


Pedro Luís em show de voz e violão
Quando: Hoje, às 19h
Onde: Sesc Boulevard (Boulevard Castilho França, 522/523 – Campina)
Quanto: Entrada franca para comerciários e dependentes, com apresentação do cartão Sesc; e R$ 2 para o público em geral. A venda e distribuição de ingressos ocorre de 11h às 15h, e de 16h até a hora do show
Informações: (91) 0800-9411242 e 4005-9581 

Monobloco no Bloco do I Love
Quando: Amanhã, a partir das 16h
Onde: Açaí Biruta (Rua Siqueira Mendes, 186-314 - Cidade Velha)
Quanto: R$ 60, à venda no site


(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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