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Música

Com mais de 20 anos de carreira, Renato Torres lança primeiro disco solo

quarta-feira, 16/01/2019, 08:53 - Atualizado em 16/01/2019, 16:48 - Autor:


Permeado de poesia e de fantasia. Assim descreve sua própria apresentação o cantor, compositor, poeta e diretor musical Renato Torres, que se traveste de um personagem, em uma performance com uma boa carga teatral, no show "Vida é Sonho", que será realizado amanhã, no Sesc Boulevard, às 19h, em Belém. No mesmo dia o disco, gestacionado por ele durante seis anos, será lançado nas plataformas digitais.


"Eu entro em cena como Renato, o qual chamo de Brincante, um personagem. Sou eu mesmo, mas um Renato onírico. Ele tem um figurino, maquiagem, tudo o que ele fala é poesia. E ele é responsável por essa camada cênica do trabalho", descreve o artista, que se apresenta com a mesma banda que o acompanhou nas duas edições anteriores deste show, composta por Rubens Stanislaw (contrabaixo), Diego Xavier (bandolim e vocais), Rodrigo Ferreira (teclado) e João Paulo Pires (percussão).


Finalmente, depois de iniciado há seis anos, O disco "Vida é Sonho" estreia agora com a mesma carga de emoção e alegria de quando foi apresentado em 2012 em formato de show, conta Renato Torres, que completa 30 anos de carreira em 2019. "A ideia, inicialmente, surgiu com o objetivo de experimentar essas canções em um show, para saber como funcionaria, e em seguida gravar meu primeiro disco solo", lembra.


Renato conta que conseguiu a carta da Semear para o período de dois anos, mas devido à crise, não captou dinheiro para gravar o disco. "Assim criei um home studio (o Guamundo, onde foi gravado), um livro (o "Perifeérico"), um alterego (o Brincante) e, após seis anos de trajetória, vou realizar este sonho de lançar o disco primeiro nas plataformas digitais e, depois, no meio físico", comemora.


Nas canções do disco o violão tem posição central, mas passeia por diversos cenários. "Tem diversos ritmos, como a batucada de boi, lundu, com algo que chamo de temperatura líquida, fruto da convivência com a água, dessa coisa que é o rio. A água é uma coisa fundamental no disco. A água está sendo sempre citada", explica.


Musicalmente é um disco de MPB, com a participação de diversos parceiros, assim como no show. "Integral e intensamente independente, o álbum traz 12 canções minhas em parceria com Edir Gaya, Jorge Andrade, Nanna Reis, Ronaldo Silva, Henry Burnett, Dionelpho Jr., Daiane Gasparetto, Alice Belém, Paulo Vieira e Valéria Fagundes, além das participações especiais de Camila Honda, Carol Magno, Jade Guilhon e Armando de Mendonça, com selo paraense Na Music", detalha.


A música-titulo "Vida é Sonho" se originou a partir de uma parceria com a Alice Belém, que Renato conheceu na década de 1990. "Nos tornamos amigos e essa canção surgiu da época em que escrevíamos cartas. 'Vida é Sonho' fala da beleza de se manter uma amizade à distância, fala ainda sobre a beleza de se enxergar a vida de poetas, de artista, ver beleza nas coisas simples, porque a gente acorda para tentar fazer o sonho acontecer. A mesma forma de tentar realizar o sonho que a gente sonha dormindo é fazer isso através da arte", analisa.


"Quem Faz Uma Canção" é outra composição entremeada de poesia. Musicada por Renato e escrita por Jorge Andrade, a letra fala sobre as intenções do compositor na feitura da canção, "tonando muito além a vida cotidiana". "É algo que te leva para longe, porque a canção é um objeto estético que traz um monte de afetos, de memórias, que te transporta. Uma máquina do tempo, uma das canções do disco que reafirma esse lugar, o compositor como um potencial, um vetor de sonhos", considera.


 


(Wal Sarges/Diário do Pará)

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