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Música

Lady Gaga: um ranking do pior ao melhor disco

terça-feira, 15/01/2019, 21:00 - Atualizado em 15/01/2019, 21:00 - Autor:


Não há dúvidas de que Lady Gaga está vivendo um momento fantástico.

Em 2018, a cantora estrelou seu primeiro filme e já começou grande, com Nasce Uma Estrela (direção de Bradley Cooper). O longa está fazendo o maior sucesso e rendeu uma trilha sonora que já abocanhou prêmios como o Globo de Ouro e Critics’ Choice Awards — e deve ser indicada ainda ao Oscar.

Não é segredo, porém, que a trajetória vitoriosa de Gaga começou bem antes.

Foi em 2008 que o mundo conheceu a artista “esquisitona”, com modelitos dos mais doidos e uma performance mais doida ainda. Em pouco tempo ela provou que a excentricidade não era a única razão do seu sucesso, emplacando hits em gêneros além do pop e impressionando com sua potência vocal.

De lá pra cá foram cinco discos solo e muitos números grandes no currículo da moça. Fizemos um ranking da discografia de Gaga para comemorar o sucesso da cantora.

Confira!

The Fame (2008)

Lady Gaga - The Fame
Foto: Divulgação

A posição pode ser até polêmica, mas calma: The Fame não é ruim. Mas também nem de longe traz a essência e o potencial da cantora que hoje conhecemos.

O primeiro disco de Lady Gaga, lançado em 2008, foi o responsável por apresentar a diva ao mundo e definir seu lugar na disputada indústria do pop. Ali, foi definido que ela seria uma das cantoras mais ousadas do mercado, e seu desenvolvimento durante a era do disco foi rápido e incrível.

Com hits chicletes e algumas canções até bem genéricas, The Fame serviu mais como uma porta de entrada e não coloca em destaque a voz poderosa da moça, assim como sua habilidade como compositora.

É um disco bom e ótimo para dançar, mas ficou pequeno diante dos lançamentos que viriam a seguir.

Joanne (2016)

Lady Gaga - Joanne
Foto: Divulgação

“A era Joanne chega para todas” virou um dos bordões mais usados da internet.

Em 2016, Gaga chocou ao mudar totalmente a abordagem de sua música e de sua performance, apresentando um disco e visual muito mais sóbrios, voltados ao country e ao acústico. A tentativa deu certo, já que Joanne traz uma seleção incrível de músicas e evidencia totalmente a voz e a escrita de Gaga.

O álbum ainda traz um timaço de músicos, com nomes como Josh Homme, Mark Ronson, Florence Welch, Father John Misty, Sean Lennon, Kevin Parker, Este Haim e muito mais.

Um trabalho incrível, mas que ao mesmo tempo fez bater uma saudade da Gaga possuída pelo ritmo ragatanga.

Artpop (2013)

Lady Gaga - Artpop
Foto: Divulgação

Sim, outra posição polêmica, mas uma coisa é certa: Artpop é um grande disco. E não adianta usar números para contrariar!

Brincadeiras à parte, este é realmente o segundo disco menos vendido de Gaga, ficando atrás apenas do mais recente, Joanne. Por alguns motivos, a era Artpop não bombou entre os fãs e nem entre o público, e é considerado um flop. A definição, porém, se mostra um pouco injusta, ainda mais seis anos após seu lançamento.

É seguro dizer que o disco é um dos mais arriscados da cantora, já que traz uma baita mistura de elementos sonoros e visuais — o que trouxe junto uma série de apresentações de outro mundo e a Lady Gaga “mais louca” de todos os tempos. Ao mesmo tempo, a produção tem grandes canções como “Applause”, “Sexxx Dreams”, “Swine”, “G.U.Y.”, entre outras.

Recentemente, o disco voltou a ser assunto por conta da faixa “Do What U Want (With My Body)”, parceria com o rapper R. Kelly, acusado por diversos crimes sexuais. Gaga anunciou que vai excluir a canção do iTunes e de plataformas de streaming.

Polêmicas e números à parte, não dá pra pular o disco quando for dar uma voltinha na discografia da moça. Justiça para Artpop!

The Fame Monster (2009)

Lady Gaga - The Fame Monster
Foto: Divulgação

The Fame Monster está mais para um EP, já que veio como um relançamento do disco de estreia da cantora. Mera formalidade, afinal os dois trabalhos são extremamente diferentes e o segundo é muito maior e melhor que seu antecessor.

Com muito mais controle nas mãos, em The Fame Monster Lady Gaga pôde colocar as garras de fora (há!) e fazer um disco que, agora sim, era 100% sua cara — excêntrico, pesado, dançante e profundo.

O trabalho tem apenas 8 faixas e, poxa, nenhum defeito. Foi dele que veio o maior hit da carreira de Gaga, “Bad Romance”, além da parceria com Beyoncé em “Telephone” e outros hits como “Alejandro”, “Dance in the Dark” (uma preferida dos fãs) e a bela “Speechless”.

Atemporal!

Born This Way (2011)

Lady Gaga - Born This Way
Foto: Divulgação

Auge! Apesar dessa capa… er, curiosa aí acima.

Definitivamente a era mais produtiva e de sucesso de Lady Gaga é do disco Born This Way, um marco na música pop. No álbum, a cantora abraçou de vez a temática de aceitação e empoderamento, com a faixa título virando um dos maiores hinos para o público LGBTQ+.

Na mesma época, Gaga enfrentou críticas e comparações com Madonna, ainda mais pelo single “Born This Way”, comparado com “Express Yourself”, de 1989. Apesar disso, a cantora transbordou uma personalidade original, e mostrou de uma vez por toda que tem talento suficiente para se sustentar.

Foi com a turnê de Born This Way que Gaga veio ao Brasil em 2011, com um show que tinha castelo no palco e tudo mais.

Dos hits, destacam-se também “Judas”, “The Edge of Glory” e “You and I”.

Viva Lady Gaga!

Menções honrosas

A Star is Born (OST) (2018) – a trilha sonora de Nasce Uma Estrela não poderia ficar de fora, já que tem a mão de Gaga em quase todas as músicas. Com country, pop e rock misturados, o disco é uma grata surpresa também pela participação de Bradley Cooper, que dirigiu e atuou no longa. Clique aqui para ouvir.

Cheek to Cheek, com Tony Bennett (2014) – seria um desperdício se Lady Gaga não se jogasse no jazz com uma voz daquela. Em 2014, a cantora iniciou sua parceria com o icônico Tony Bennett, o que rendeu um disco sensacional e apresentações absurdas da dupla — por exemplo essa do vídeo logo abaixo, onde Gaga canta sem microfone, tamanha potência de sua voz. Clique aqui para ouvir.

Fonte: TMDQA!

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