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Tribalistas: o que esperar do show em Brasília no dia 1º de setembro

domingo, 19/08/2018, 16:35 - Atualizado em 19/08/2018, 16:35 - Autor:



São Paulo* (SP) – Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte estão carnavalizando o país com a Tribalistas Tour 2018. No último sábado (18/8), os parceiros de palco reuniram 45 mil pessoas no estádio Allianz Parque, em São Paulo, para um passeio por obras assinadas pelos três compositores, datadas de muito antes da fundação oficial da tribo.

Após uma espera de 16 anos pela primeira turnê dos Tribalistas, os fãs uniram-se em coro para cantar – com devoção – cada refrão entoado pelos artistas. A celebração espiritual começou com a homônima Tribalistas, lançada em 2002, com a qual apresentam a tríade “Arnaldo, Carlinhos e Zé (Marisa)”.

Antes de lançarem o disco de estreia, os três cantores vinham de uma frutífera sinergia de pelo menos 10 anos. Na fase que precede a união conhecida pelo público, foram criadas canções como Amor I Love You, Segue o Seco, Depois, Universo ao Meu Redor, Infinito Particular, Não é Fácil e Água Também É Mar. Todas relembradas durante o show deste sábado (18). “Antes de sermos um trio, éramos três duplas”, ressaltou Marisa.

A apresentação mesclou as baladas românticas dos dois álbuns (2002 e 2017): Aliança, Velha Infância e Fora da Memória. Na sequência, os compositores apresentaram à plateia uma série de músicas com teor político, como Diáspora – na qual versos como “onde está meu irmão, sem irmã, o meu filho sem pai” convidam à reflexão sobre tema tão atual. Em Um Só, eles atentaram para a polarização do Brasil. Teve, ainda, Tribalivre e Lutar e Vencer.

Acompanhados de ninguém menos que Dadi Carvalho – um dos fundadores dos Novos Baianos, ao lado de Baby do Brasil, Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Pepeu Gomes e Luiz Galvão – Pretinho da Serrinha e Pedro Baby, Os Tribalistas concluíram o show com as dançantes Já Sei Namorar e Passe em Casa, antes do bis de Velha Infância e Tribalistas.

Cenário de primeira
O cenário compunha um espetáculo à parte. Assinado pelo renomado diretor de arte Batman Zavareze, conhecido por trabalhos como as projeções da cerimônia de encerramento das Olimpíadas no Rio em 2016. Imagens gravadas dos cantores, materiais de acervo e transmissões ao vivo do palco e dos espectadores foram especialmente distribuídos em cada música. Tudo feito com material inédito, coletado por Zavareze durante um ano no qual acompanhou os ensaios da trindade musical.

A plateia também deu show, com direito a uma onda de luzes de celulares ligados na plateia (substituindo aquela antiga imagem dos isqueiros acesos) e uma ola, comandada por Brown.

* A repórter viajou a convite da produção do show

Fonte: Metropoles

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