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Música

Duo paraense CTRL+N lança música e clipe de ‘Afeminada’. Assista!

sexta-feira, 13/07/2018, 22:11 - Atualizado em 13/07/2018, 22:11 - Autor:


De uma tentativa despretensiosa de celebrar mês da visibilidade LGBTQIA+ a um caminho de arte empoderadora. Nigel Anderson e Haroldo França, paraenses radicados em São Paulo há mais de 5 anos, revelam com CTRL+N as dores e os prazeres de fazer música do lugar das bichas. Eles lançaram nesta sexta-feira (13) a música “Afeminada” com videoclipe.


Os versos escritos pela dupla em seu primeiro single, “Eu Prefiro (Beyoncé)”, sobre ser um gay indiscreto e dentro do meio, rodaram a internet e atraíram a atenção e os elogios de artistas como Daniela Mercury, Anitta e Liniker.


 



A nova música chama atenção para a exaltação do feminino no corpo masculino. O nome CTRL+N corresponde ao comando de abrir uma nova janela no computador e o intuito da dupla é este, escancarar a visibilidade por respeito e amor das suas diversas formas.


A trajetória de vida dos dois foi marcada com dificuldades de crescer homossexuais, nortistas e em ambientes altamente hostis: estudaram juntos na infância em uma escola adventista, frequentaram a mesma universidade que nem sempre foi um espaço libertador, se mudaram quase ao mesmo tempo para São Paulo e enfrentaram juntos as dificuldades da nova cidade, dividindo apartamento, alguns sonhos e muitas parcerias artísticas.


O trabalho artístico dos dois não vem de hoje e tem um caráter multifacetado. Haroldo é ator e dramaturgo e contabiliza 12 anos de carreira, além de mestrando em audiovisual pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente dirige espetáculos pela Cia. Do Sereno. Já Nigel é bailarino e artista visual, mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado de São Paulo (UNESP) e desenvolve seu trabalho artístico junto ao Caleidos Cia de Dança.


O primeiro single, ‘Eu Prefiro (Beyoncé)’, uma homenagem ao amigo Rafael Reis que tem um fascínio pela cantora pop Beyoncé, é também um manifesto gay contra o padrão do macho normativo. “A ideia da música é ser um grito de visibilidade, uma reivindicação pela aceitação não apenas de um comportamento, mas de uma identidade que foge do padrão demodê”, conta Haroldo.


Os próximos passos da dupla estão pautados em aspectos político-sociais e na preocupação com questões a respeito do machismo e homofobia entre pessoas LGBTQIA+.


Nigel afirma que a ideia da música e do clipe é ser uma ode ao feminino que há no homem gay. “O feminino é pulsação e identidade, mesmo no corpo masculino. Esse feminino, quando colocado pra fora, precisa ser respeitado - dentro e fora do meio. Quando vemos uma rejeição acontecer entre nossos contemporâneos, e mesmo com a gente, percebemos que não se tratam de violências isoladas. É um sistema normativo que violenta muitas e muitos sistemicamente - e é exatamente essa norma que queremos combater, a partir de nosso lugar de fala”.


Para trazer toda a diversidade que há no feminino, o clipe traz gays afeminados revelando suas diversas identidades nas janelas e cômodos de uma casa, expressando com seus corpos o orgulho de ser afeminada.


O clipe tem a direção de Duana Aquino e a presença do rapper Rico Dalasam.


Assista!


 



(Com informações de divulgação)

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