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Música

Um ano de "Brega Pai D'Égua", da 99 FM

quinta-feira, 20/04/2017, 11:03 - Atualizado em 20/04/2017, 11:03 - Autor:


Roberto Villar, Frankito Lopes, Alberto Moreno, Wanderley Andrade são lembranças do brega ainda sem as batidas eletrônicas do tecno, com a sonoridade que faz os casais deslizarem no salão com rostos colados e corpos suados. Da nostalgia das décadas de 1980 e 1990, a rádio 99 FM criou há um ano o programa “Brega Pai D’Égua”, e para comemorar a data será realizada hoje, a partir das 22h, uma festa no Goldmar Hotel, em Belém, com a presença de Wanderley Andrade, bandas AR-15, Xeiro Verde e Msynk, Nelsinho Rodrigues e DJ Maluquinho. 


 Sucesso de audiência, o “Brega Pai D’Égua” vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 18h às 19h, com apresentação de Alessandro Duarte e mixagem do DJ Neto. O diretor da rádio, Jorge Kobara, explica que o programa é fruto dessa ligação direta com os ouvintes, que pedem as canções de antigamente, e também se tornou uma marca da própria 99 FM, que valoriza sempre os artistas locais.


“A 99 FM sempre foi uma emissora que valorizou os produtos da terra, nesse caso o bom e velho brega. Então, além de tocarmos em nossa programação diária os bregas da atualidade, percebemos que existia uma nostalgia dos ouvintes em curtir os grandes sucessos do passado. Percebemos que se pegássemos um horário da emissora e fizéssemos uma programação só com os bregas antigos, iríamos atender a uma solicitação do nosso público”, explica. 


Kobara diz ainda que a relação com os ouvintes por meio das redes sociais é fundamental para a vida do programa. “Através da internet interagimos diretamente com o nosso público, principalmente no que tange a pedidos musicais, pois os nossos ouvintes nos ajudam quase que diariamente a fazer o programa, com seus pedidos de bregas que foram sucesso no passado”, comenta. 


Os artistas também mantêm linha direta com o programa. Para o cantor Nelsinho Rodrigues, a rádio é uma aliada na divulgação musical dos cantores de bregas do Pará. “O programa faz parte da nossa cultura paraense. Se não fosse a rádio, onde poderíamos divulgar nossas músicas?”, diz, avisando que o show será dedicado ao programa aniversariante. No show vou homenagear esse um ano de programa que já começou com o pé direito e força total, e a gente está nessa parceria desde o início”, comemora. 



O apresentador Alessandro Duarte faz uma observação importante sobre os motivos da saudade: a mudança cultural em torno da música e da dança do brega, principalmente, a partir da década de 2000. “O cenário mudou muito com a entrada das aparelhagens e o brega sofreu modificações, com vertentes tecno, melody, o treme. E o verdadeiro brega pop passou um tempo esquecido. Nas aparelhagens, as pessoas quase não dançam e o programa tem o intuito de resgatar a nossa raiz”, defende. 


Ele revela que o nome do programa era o mesmo de uma antiga festa que ocorria na casa de shows Xodó, todas as sextas-feiras. Para usar o “Brega Pai D’Égua”, a equipe da rádio consultou os gestores da época para saber se o nome havia sido registrado, para os cuidados com direitos autorais, e hoje é patenteado pela 99 FM. “Isso faz alusão também às outras casas como Kalamazoo e Pororoca, que lotavam com músicas com letras falando de amor, enaltecendo Belém e a natureza da Amazônia”, diz o apresentador.


DANCE MUITO


1 ano do programa “Brega Pai D’Égua”
Quando: Hoje, a partir das 22h
Onde: Gold Mar Hotel (R. Prof. Nelson Ribeiro, 132 - Telégrafo)
Ingressos: Ingressos à venda nas Lojas Locus (shoppings) e no Gold Mar. Mulheres não pagam até as 23h30.
Informações: (91) 98980-0067


(Domink Giusti/Diário do Pará)

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