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Destiny 2 | O Beta está no ar! Confira nossas impressões sobre os novos modos do jogo

segunda-feira, 24/07/2017, 16:28 - Atualizado em 24/07/2017, 16:28 - Autor:


Jogos com temática espacial sempre foram meu ponto fraco. Basta mostrar planetas repletos de uma fauna e flora impressionantes, alienígenas variados e uma nave potente que já dou um passo à frente. Então, não foi surpresa alguma quando me aventurei pelo sistema galáctico de Destiny. E agora, com a abertura das portas do Beta de Destiny 2, é chegado o momento de calçar as botas do meu Arcano e iniciar uma nova (e possivelmente mais memorável) jornada.

De pronto, é importante dizer que esse Beta é mais curto se comparado com o do primeiro título. Não há opção de customização inicial, suas habilidades não são aprimoradas e os engrams com novos equipamentos são uma memória distante. Ainda assim, essa decisão não chega a ser um defeito. Muito pelo contrário. A impressão que passa é que a Bungie não quis cair na mesma armadilha de Destiny, revelando demais, mas sem conseguir entregar tudo no final.

Logo, tudo que temos à disposição é a primeira missão da campanha, a “Homecoming”, da qual já mencionamos anteriormente. A única diferença é que agora há um verdadeiro desfecho, mostrado em uma cutscene que dá o gancho para a narrativa. E é somente após essa cena que os cenários competitivos são liberados.

dest - team
Juntando a galera para um tiroteio no espaço

Os portões do Crisol estão abertos

Olha, confesso que durante minhas muitas horas (e muitas mesmo) jogando Destiny, menos de um terço deve ter sido investido nas partidas PvP do Crisol. E não por ser um modo que não me agrada, mas porque sou ruim mesmo ao lidar com a imprevisibilidade de jogadores humanos. Só que por ser uma parte importante do núcleo do jogo, especialmente para obter armamentos melhores, o jeito é se arriscar e aceitar o resultado.

O primeiro pit stop em Destiny 2 foi o conhecido modo Controle, que vem com algumas leves modificações. Agora, o tempo necessário para dominar as áreas caiu drasticamente, e, com isso, um único Guardião já consegue completar a tarefa. Sem contar que a opção de neutralizar a captura da área inimiga foi completamente descartada. Infelizmente, mesmo tendo a intenção de elevar a intensidade e frequência dos combates, o tiro da Bungie acabou saindo pela culatra.

dest - morte
Já estou acostumado com essa cena

Após algumas partidas foi possível notar que os integrantes dos times começaram a adotar uma estratégia mais caótica, espalhando-se mais pelos corredores do mapa Endless Vale, ao invés de se manterem colados uns aos outros. Dessa forma, pode esquecer tanto assim o trabalho em equipe ao jogar com estranhos, pois o modo parece mais de Eliminação com ocasionais ajudas.

Além disso, mesmo não sendo um árduo fã de partidas competitivas, o fato de a Bungie ter alterado o tempo de respawn desse modo acabou prejudicando um pouco mais minha visão em relação a esse cenário. Durante todo o progresso das partidas, foi bem comum participar de um tiroteio de apenas uns cinco segundos, eliminar um ou dois adversários (na sorte) para, dois segundos depois, deparar-se mais uma vez com eles.

Já no novo Detonação, que bebe diretamente da fonte de um dos clássicos do FPS: o Plant The Bomb, a situação foi justamente a inversa, com os times mais focados em ficarem mais próximos uns dos outros. Em questão de segundos, o mapa Midtown se torna um campo de batalha em que manter a retaguarda bem protegida é prioridade. Ainda assim, mesmo sendo divertido, não é nenhuma obra-prima da modernidade. Encontre a bomba, prepare-se para defendê-la ou desativá-la, ou ainda elimine toda a competição, troque de time, repita o processo.

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Esse Arcano ainda tem muito a fazer

Outro ponto a levantar sobre o Beta é a questão da recarga das habilidades especiais. Elas demoram tanto para ficarem prontas que em uma partida de Controle é bem capaz que você acabe utilizando-as apenas uma vez. Em Countdown então, esquece, só depois de umas seis ou sete rodadas. Tudo bem que não precisava chegar ao nível de que um jogador fique disparando espadas flamejantes a todo o momento, mas já que o diferencial de Destiny são as habilidades, seria bom vê-las em uso um pouco mais. Se for para ser um simples shooter, já tem muito FPS consagrado por aí.

Ah, acostume-se também com a parte dos equipamentos, pois eles também passaram na fila das alterações. O susto foi grande ao ver que é possível equipar um Rifle Automático como primária e um Rifle de Batedor como secundária. Enquanto isso, Escopetas, Rifles de Fusão e Snipers foram transferidas para a área das Armas Pesadas. Só que de todos os males, esse parece ser o dos menores. É mais uma questão de se acostumar mesmo.

Lógico que por ser um Beta, o material a ser entregue em setembro pode ser diferente. De forma geral, a experiência impressionou, ainda que tenha mostrado muito do mesmo só que com gráficos requintados e algumas novidades. A verdade é que há potencial em Destiny 2, especialmente na campanha. Resta apenas que a Bungie evite os tropeços e armadilhas que sabotaram um pouco do primeiro projeto.

Mesmo criticando alguns pontos, em setembro ainda vou explorar o espaço.


Destiny 2 será lançado em 6 de setembro para PS4 e Xbox One e no dia 24 de outubro no PC. A fase beta foi prolongada nos consoles até às 22h (horário de Brasília) desta terça-feira (25). No PC ela ficará disponível em algum momento de agosto.

Fonte: Jovem Nerd

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