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Festival Amazônia Doc revela filmes premiados e prepara mostra retrospectiva no Olympia

segunda-feira, 10/06/2019, 22:49 - Atualizado em 10/06/2019, 22:49 - Autor:


Após sete anos de pausa, o Amazônia Doc - Festival Pan-Amazônico de Cinema veio mostrou a força dos documentários para a reflexão sobre temas urgentes e contemporâneos. Na etapa competitiva, foram duas mostras: Amazônia Legal e Pan-Amazônia. Os vencedores foram conhecidos em evento realizado no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, na noite da última sexta-feira (7), em Belém.  


Por parte do Júri Oficial, na mostra "Amazônia Legal" venceram os filmes “Léguas a nos separar” (PA), de Vitor Souza Lima, na categoria  Melhor Curta metragem; “Bimi Shu Ykaya” (AC), de Yube Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Isaka Huni Kuin, com o Melhor Longa/Média metragem;  “Majur” (MT), de Rafael Irineu, levoy a Menção Honrosa Curta Metragem; e  “Amazônia Ocupada” (PA), de Priscilla Brasil ficou com Menção Honrosa Longa Metragem.


Já a mostra "Pan-Amazônia" teve Melhor Curta/Média metragem para “Beat é Protesto! O Funk pela ótica feminina” (SP), de Mayara Efe; Melhor Longa Metragem dividido entre “Huahua” (Equador), de Jose Espinosa Anguaya, e “Mamirauá” (RJ), de Silvio Da-Rin; e Menção Honrosa para “En el murmullo del viento” (Bolívia), de Nina Wara Carrasco.


No Júri Popular, na qual os próprios espectadores votaram os seus filmes prediletos, venceu na categoria de Melhor filme da mostra "Amazônia Legal" o documentário "Amazônia Ocupada" (PA), de Priscilla Brasil; e Melhor filme da mostra "Pan-Amazônia", Sotaque do Olhar (PE), de Mykaela Ploktin. Todos os premiados levaram um troféu de miriti confeccionado pelos artistas Ronaldo Guedes e Ricardo Andrade.


Compuseram o corpo de juradas, na mostra "Pan-Amazônia": a professora do curso de cinema da UFPA, Ângela Gomes; a diretora do Festival de Cinema do Rio, Ilda Santiago; a coordenadora da Plataforma Videocamp, Josi Mendes; e a curadora de documentários da GloboNews, Renée Castelo Branco.


Na mostra "Amazônia Legal", analisaram os filmes de curta e médias metragens a cineasta Marina Pompeu, do Canal Brasil; a coordenadora da plataforma Taturana, Lívia Almendary; e a cineasta e jornalista Luciana Medeiros; já para os longas, compuseram o juri: Angélica Coutinho, da Ancine; a cineasta amazonense Keila Serruya; e a cineasta Susanna Lira.


A coordenadora geral do evento e idealizadora do Amazônia Doc, Zienhe Castro, celebra a edição, sobretudo pela sua diversidade. "Uma curta e sucinta estatística dos vencedores, levando em consideração apenas o realizador (diretor), nos mostra que foram premiados três indígenas, mulheres e LGBTQI+, mostrando a força da produção do documentário", comenta.


Zienhe diz ainda que não medirá esforços para a realização de mais uma edição do evento em 2020. "Desde a sua primeira realização, lá em 2009, tem como preceito primeiro ser plural e ter a ousadia de abranger toda a região amazônica, com seus nove países. Temos orgulho, após uma pausa de quase sete anos, trazer à Belém uma programação pulsante com temas contemporâneos e de discussões importantes para a nossa vida cotidiana, como meio ambiente (na semana em que tivemos o dia mundial relativo a este assunto), comunidade LGBTQI+ mulheres, índios, movimentos sociais", disse.


Mostra retrospectiva


Com a ideia de apresentar as produções de filmes e documentários realizadas nos outros anos em que o evento foi realizado, entre 2009 e 2012, a equipe organizadora do Amazônia Doc resolveu presentear o público paraense com uma mostra retrospectiva, que ocorrerá de 20 a 26  de junho no Cinema Olympia, com entrada gratuita.


Premiados - Amazônia Doc 2019


Júri Oficial:


MOSTRA AMAZÔNIA LEGAL:


Melhor Curta metragem: Léguas a nos separar (PA), de Vitor Souza Lima


Melhor Longa/Média metragem: Bimi Shu Ykaya (AC), de Yube Huni Kuin, Siã Huni Kuin e Isaka Huni Kuin


Menção Honrosa Curta Metragem: Majur (MT), de Rafael Irineu.


Menção Honrosa Longa Metragem: Amazônia Ocupada (PA), de Priscilla Brasil


MOSTRA PAN-AMAZÔNIA


Melhor Curta/Média metragem: Beat é Protesto! O Funk pela ótica feminina (SP), de Mayara Efe


Melhor Longa Metragem: Premio dividido entre:


Huahua (Equador), de Jose Espinosa Anguaya


Mamirauá (RJ), de Silvio Da-Rin


Menção Honrosa: En el murmullo del viento (Bolívia), de Nina Wara Carrasco


Júri Popular:


 Melhor filme Júri Popular Amazônia Legal:


Amazônia Ocupada (PA), de Priscilla Brasil


Melhor filme Júri Popular Pan-Amazônia:


Sotaque do Olhar (PE), de Mykaela Ploktin


 

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