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Bruno BO lança videoclipe de 'Arma literária', primeiro single do DVD 'Afroamazônico'

quarta-feira, 17/04/2019, 07:10 - Atualizado em 17/04/2019, 12:06 - Autor:


“Ouve muito, fala pouco. Orientação do meu cabôco. Quanto a falsa profecia dos santos do pau oco. Vamos saudar Iroko!”. Livre adaptação da frase proferida de Mestre Irineu, do Santo Daime, o refrão marca a canção “Arma literária”, do rapper paraense Bruno BO.


O registro audiovisual é o primeiro single do DVD “Afroamazônico” e conta com a participação do rapper fluminense Thiago Elniño e dos paraenses do Bando Mastodontes. O videoclipe chega à internet no canal do artista no YouTube na última terça-feira (16). O projeto tem realização do Música Paraense.org e patrocínio do programa Natura Musical, Fundação Cultural do Pará, Lei Semear e Governo do Estado do Pará.


O ponto de partida da música são outras religiosidades que se tornam oficiais como o Cristianismo, em especial o mais fundamentalista. O refrão é uma referência à religiosidade da Amazônia, com a citação da frase de Mestre Irineu. Quanto à falsa profecia dos santos do pau oco, o rapper fala daqueles que manipulam a população e se fingem de santos. Já na saudação a Iroko, Bruno BO. reforça a questão de manter a fé, nas raízes, na religiosidade, representada por Iroko (orixá da ancestralidade, mestre do tempo e da árvore sagrada pela qual passaram todos os orixás).


 




 


Segundo Elniño, “gravar o clipe em um terreiro foi mágico, pois eu não conhecia o Tambor de Mina. De imediato a energia e o que se desenrolou durante a gravação nos disse que o momento era bem mais que só uma música, bem mais que só um clipe. Aa gente estava ali, porque tínhamos que estar. Tínhamos que eternizar aquele momento, porque ele era para ser eterno".


Nos terreiros, durante os pontos, há a presença marcante das mulheres na entoação dos coros. Para representa-las, Bruno B.O. convidou o Bando Mastodontes. "Sou muito fã deles e sei que eles trabalham em suas canções letras e relação com a religiosidade afro. Acredito que essa grata parceria com o Bando deu muito certo, pois o resultado foi incrível”, pontua.


Veja o clipe:



A CANÇÃO


Hip Hop e ancestralidade caminham juntos em “Arma literária”. Escrita em parceria com o rapper Thiago Elniño, a canção aborda “a ideia que nossas raízes e nossa ancestralidade é tudo aquilo que aprendemos e escrevemos. Nossa literatura oral foi se adaptando até chegar ao Rap, o qual é a nossa arma literária para combater a opressão e o racismo”, explica Bruno B.O.


Thiago Elniño já fala especificamente sobre a relação dos orixás, guias, caboclos, encantados e outros seres. Fazer a canção juntos foi um processo natural devido ofício e amizade entre ambos. Conhecidos da organização do Duelo de MCs Nacional, o desejo já existia e a oportunidade chegou em “Arma literária”.


 


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Minha imensa gratidão em primeiro lugar a meu Pai Nkoce por me permitir continuar lutando por um mundo mais justo e livre, ao Terreiro de São Jorge Ogum Rompe Mato, a Mãe Sinha e Pai Salvino pela energia, luta e acolhida, a minha produtora @_filhadalua , sem vc esse projeto jamais se tornaria realidade , a minha sobrinha e assistente de produção @Bruna_raiodesol , sempre acreditando nas nossas missões, aos queridos @leo_plato e @luizacdk pelo trabalho maravilhoso de tradução audiovisual das minhas msgs via @tvplato , ao @musicaparaense pela produção geral do ciclo #afroamazonico e ao @dubalizerofficial diretor musical do ciclo e compositor do beat de Arma Literária, que estreia dia 16/04 no meu canal do YouTube 😉. Um projeto @naturamusical . . . . #afroamazonico #cantofalado #rap #mc #ancestralidade #tambordemina #candomble #umbanda #mestreirineu #rapnortista #rapnacional #bass #culturadogravebrasil #trap #dubstep #ragga #naturamusical #musicaparaense #lab

Uma publicação compartilhada por Bruno BO aka Afroamazonico (@mcbrunobo) em



 


“Quando decidi trazer a temática do culto aos Orixás para o meu trabalho, muita gente me aconselhou a não fazer isso, pois devido o racismo com a espiritualidade e cultura africana e afro-brasileira, eu poderia receber um retorno negativo ao meu trabalho. Porém, quando dei início a essa proposta, o retorno foi o contrário. Daí, vieram coisas boas e encontros muito positivos. O Bruno é um desses encontros, um irmão que desde o primeiro momento tivemos identificação e muito disto por conta de nossa relação com a ciências espirituais africanas”, destaca Thiago Elniño.


Apesar de ser do Candomblé, de uma nação de Angola, Bruno BO. escolheu um terreiro de Tambor de Mina, tradicional no Pará, versão mais arraigada no Estado. “Conseguimos a casa de Pai Salvino, no Jurunas, e fomos bem acolhidos. Eu queria mostrar os orixás, guias entidades desconhecidas pelas pessoas em geral e lá há muitas imagens representadas”, conta BO.


AFROAMAZÔNICO


O DVD “Afroamazônico” é um projeto selecionado pelo Natura Musical por meio do edital 2017, com o apoio da Lei Semear. “Acreditamos na força do Natura Musical para conectar pessoas, valorizar a criatividade brasileira e revelar a diversidade de cada região do país”, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. “O programa já circulou por 20 Estados, apostando em talentos locais. No Pará, por exemplo, o edital já ofereceu recursos para 48 projetos da música, como Felipe Cordeiro, Dona Onete, Lucas Estrela, Aíla, Arthur Nogueira e, agora, Bruno BO”, complementa.



(Com informações de Camila Barros/assessoria)

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