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Bando de Teatro Olodum promove oficinas de performance negra em Belém

quinta-feira, 11/04/2019, 19:49 - Atualizado em 11/04/2019, 19:49 - Autor:


Bando de Teatro Olodum vem pela primeira vez ao Pará e vai realizar oficinas de performance negra nas áreas de: Memória e Identidade; Música para Teatro; Dança e Teatro. Nas oficinas será aplicada metodologia própria, criada pelo grupo há quase 30 anos. As oficinas são gratuitas e as pré-inscrições podem ser feitas até o dia 22 de abril, no link disponível na fanpage do grupo que é: facebook/bando.deteatroolodum (ou AQUI).


Além das oficinas, o grupo, que é a companhia mais popular e de maior longevidade da história do teatro baiano, irá apresentar o espetáculo “Erê”, no Theatro da Paz, nos dias 29 e 30 de abril e 1º de maio, sempre às 20 horas. O ingresso será 20 reais, com meia entrada para estudantes, com classificação livre e recursos de acessibilidade (libras e audiodescrição).


As quatro oficinas serão realizadas simultaneamente nos dias 29 (segunda) e 30 (terça) de abril, das 9 às 12 horas, na Casa da Linguagem, no bairro de Nazaré. Os participantes devem ir com roupas leves para a prática de exercícios corporais, entre outras atividades. As oficinas são realizadas pelo Bando de Teatro Olodum desde 2002, tanto em Salvador (Bahia) como também em outros estados brasileiros. No início de abril, o grupo esteve em Manaus (Amazonas).



“Nós intitulamos de ‘oficinas de performance negra’ pensando justamente no tipo de trabalho que o artista negro vem fazendo, com uma metodologia específica do grupo, voltada para a criação do texto, do personagem, da música e de outros elementos que irão à cena”, afirma a produtora e atriz  do Bando, Valdinéia Soriano.


O projeto de realizações destas atividades pelo Bando, tanto em Manaus, quanto no Pará, faz parte do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2017/2018. O programa é uma seleção pública que tem como objetivo contemplar projetos de  circulação de espetáculos teatrais  não inéditos, em  parceria do Ministério da Cultura. No último edital foram investidos R$ 15 milhões. Ao todo, foram escolhidos 57 espetáculos, representantes de todas as regiões do País, com apresentações em todos os estados.


BANDO DE TEATRO OLODUM


   


Nascido em uma cidade na qual a raça negra ocupa cerca de 80% de sua população, o elenco baiano do Bando de Teatro Olodum tem como proposta uma linguagem cênica contemporânea, comprometida com um teatro engajado. Suas peças mesclam humor e discussão racial, leveza e ironia, diversão e militância. Além da palavra, os atores utilizam a dança e a música.


Em maio de 2000, o Bando teve seu trabalho reconhecido pelo Itamaraty, através do Ministério da Cultura, que escolheu o espetáculo “Cabaré da Rrrrrraça” para ser apresentado diante de uma platéia formada por embaixadores e membros do corpo diplomático de 16 países africanos. O convite aconteceu por ser a companhia baiana – hoje com vinte e dois anos de atuação nos palcos – uma autêntica representante a abordar, de forma contundente, o racismo no Brasil.


Em 1990, na sua peça inaugural 'Essa é a nossa praia', abordou temas como o militante negro engajado na luta contra a discriminação, a ideologia do embranquecimento, o tráfico de drogas e a violência policial. Onovomundo, segundo espetáculo do Bando, o grupo buscou uma aproximação maior com o Candomblé,. Em Ó paí, ó! retomou o ambiente plural do Pelourinho, a montagem abordou o trágico tema do extermínio de menores, denunciando a exclusão social.


Em 2006, para celebrar os 16 anos de teatro negro e popular, o comprova a sua íntima sintonia com os temas universais.O texto escolhido foi Sonho de Uma Noite de Verão,tradução de Bárbara Heliodora, a mais respeitada pesquisadora de Shakespeare do Brasil. Em 2007 criou o infantil, Áfricas, que aborda o universo mítico africano em uma tentativa de suprir a escassez de referenciais africanos no imaginário infantil.



SOBRE AS OFICINAS


Oficina de Memória e Identidade: Idealizada pela historiadora e museóloga Cássia Valle, tem por objetivo provocar uma reflexão de quem realmente é o brasileiro. Fazer uma releitura da memória, abordando questões relacionadas às ancestralidades e identidades negra e indígena, aos nossos patrimônios culturais e históricos. Ou seja, um mergulho antropológico!


Oficina de Música para Teatro: Ministrada pelo músico Jarbas Bittencourt, é uma oficina de música voltada para o teatro. Aborda a linguagem musical como parte integrante da criação de um espetáculo teatral. Tem como público alvo atores, diretores, dramaturgos, técnicos e músicos pessoas interessadas em trilha sonora e na criação de músicas para cenas.


Oficina de Dança: Ministrada pelo Mestre Zebrinha, que utilizará como fonte de pesquisa as danças de matrizes africanas, acopladas com técnicas improvisação, de dança moderna e jazz, aliadas as experimentações de linguagens inovadoras, a partir do vocabulário de movimento dos países da África Ocidental. Os participantes receberão noções de desenvolvimento corporal e danças de matriz afro-brasileiras.


Oficina de Teatro: Ministrada pelo ator Gerimias Mendes, os participantes desta oficina receberão técnicas de intepretação, jogos teatrais e improvisação a partir dos métodos desenvolvidos pelo Bando de Teatro Olodum. É direcionada preferencialmente para integrantes de grupos de teatro ou dança de comunidades que tenho compromisso com a cultura negra.


SERVIÇO:


Oficinas de Performance Negra – Bando de Teatro Olodum


 Dias: 29 e 30 de abril de 2019


 Horário: 9 às 12h


 Local: Casa da Linguagem – Avenida Nazaré, nº 31, bairro de Nazaré, Belém.      


 Informações: (91) 3210-2250 / 98893-6557 / 99120-7999


 Inscrições via:  https://bit.ly/2TZiXXR


(DOL)


 

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