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SABOR DO PARÁ

Terceira temporada do “Mestre do Sabor” tem paraense

Reality gastronômico inicia dia 6 de maio na Globo, e dia 7, no GNT

terça-feira, 27/04/2021, 18:59 - Atualizado em 27/04/2021, 18:59 - Autor: Laís Azevedo/Diário do Pará


Natural de Curuçá, Léo Modesto desenvolve uma cozinha com raiz amazônica e focada em produtos da agricultura familiar
Natural de Curuçá, Léo Modesto desenvolve uma cozinha com raiz amazônica e focada em produtos da agricultura familiar | Reprodução/Instagram

Anunciada a terceira temporada do programa “Mestre do Sabor”, os paraenses já têm a quem dedicar toda a sua torcida.

Natural da comunidade de Itajuba, em Curuçá, o chef Léo Modesto está confirmado no reality, que inicia dia 6 de maio na Globo, e dia 7, no GNT, após a final do “BBB 21”.

Onze paraenses que já participaram de realitys

Através da fase de degustação às cegas, o paraense poderá conquistar uma vaga em um dos três times da disputa, comandados pelos mestres Kátia Barbosa, Leo Paixão e Rafa Costa e Silva. O reality culinário, que vai priorizar o uso de ingredientes simples, premiará o chef vencedor com R$ 250 mil.

Léo atua profissionalmente desde 2005, após se mudar para Belém. Formado em Gastronomia pela Universidade da Amazônia, ele desenvolve atualmente o projeto “Manîua Cozinha”, em que elabora e compartilha receitas que valorizam os ingredientes amazônicos, além de trabalhar como agricultor no seu projeto “Sítio Mearim”, mesmo nome do sítio de sua família, onde desenvolve produtos com ingredientes amazônicos da agricultura familiar.

O paraense já tem no currículo o Prêmio Enchefs Pará 2016 e foi finalista no Concurso Bocuse d’Or 2016, sendo o único representante da Região Norte.

Esta temporada do “Mestre do Sabor” foi gravada em março, nos Estúdios Globo, com Monique Alfradique, Claude Troisgros e Batista no elenco de apresentadores. Com o programa já gravado, Léo informou por telefone que não pode dar entrevistas - o contrato que mantém com a emissora exige todos os cuidados à prova de spoiler para o público.

Mas, nas redes sociais, é possível conhecer um pouco do seu trabalho a partir de muitas postagens sobre sua gastronomia. Por lá, inclusive, ele costuma falar de sua maior inspiração na cozinha, que é a própria mãe.

“Ela, que tem um quê de Lavoisier (Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma), passou a vida se reinventando. Nada se perdeu, tudo virou algo novo. Hoje, faço disso meu mantra, seja na prospecção como agricultor familiar e principalmente como cozinheiro, onde estou sempre em uma busca incansável pela minha essência na cozinha, essa que eu não canso de repetir, a ‘cozinha de raiz amazônica’”, postou o chef, junto a um vídeo de um “moquém”, do jeito que a aprendeu com a mãe quando ainda era criança. “Minha mãe, além de cuidar da roça, pescava e me levava junto”, contou.

Em sua trajetória de concursos e festivais, Léo sempre manteve esse encontro entre a técnica profissional e o resgate emocional, de uma cozinha com raízes amazônicas. A vitória na etapa regional do Enchefs foi com um “confit de pato no tucupi com geleia de jambu e aligot de pupunha”, e ele venceu um dos concursos do chef Paulo Martins com um “espetinho marajoara ao pesto de castanha-do-pará e flor de jambu”, acompanhado por farofa de farinha d’água e folha de cipó d’alho, que é atualmente um dos produtos da sua marca “Sítio Mearim”.

TEMPERO PARAENSE

A chef Angela Sicilia, que conheceu Léo em um festival, quando ele era estudante de gastronomia, destaca que ele leva para o programa uma grande história de vida. “É uma pessoa que eu vi o crescimento e estou muito orgulhosa e feliz. Ele participou de concurso em São Paulo, eu pude ajudá-lo a se preparar, e agora que ele está indo para esse programa, é supergratificante saber que ele está indo com essa história de vida linda dele, esse cuidado que ele tem com os alimentos, com a preparação. Ele respeita nossos ancestrais, a forma como era preparado e dá uma cara moderna. Ele é um ser humano ímpar, de uma bondade enorme e eu estou aqui na torcida por ele”, declara.

 

Roberto participou da primeira edição e saiu na segunda fase do programa
Roberto participou da primeira edição e saiu na segunda fase do programa Divulgação
 


As duas primeiras temporadas de “Mestre do Sabor” também contaram com participantes paraenses.

Em 2019, Roberto Neves integrou o time de Leo Paixão após agradar o paladar dos jurados com o seu “Filhote à Caboclo”, com o peixe queridinho dos paraenses acompanhado de ingredientes como tucupi e jambu.

Mas ele só permaneceu até a segunda etapa, chamada “Na Pressão”, após apresentar uma polenta com ragu de picanha suína e crispy de bacon.

O segundo paraense a participar, em 2020, William Oliveira saiu ainda mais cedo, já na degustação às cegas.

O prato de entrada preparado por ele, o “Arrozpioca”, não foi classificado, mas ele viu seu número de seguidores nas redes sociais dobrar para 4,4 mil com a participação no programa e já era por lá que ele compartilhava suas criações na cozinha.

Outro diferencial é que ele foi convidado para concorrer no “Mestre do Sabor” pelo chef Tiago Castanho, que ele conheceu quando se formava no Senac, em São Paulo.

 

William Oliveira representou o Pará em 2020
William Oliveira representou o Pará em 2020 Divulgação
 


Com apenas 19 anos, ele conta que se sentiu em outra realidade ao chegar até o programa. “Foi muito louco conhecer todos os outros profissionais, alguns eu já conhecia e sabia que eram incríveis, estão há anos no mercado, me senti um pouco como um peixe fora d’água (risos), mas ainda com muita esperança”.

Também participante de uma edição na pandemia, William só lamenta não ter podido aproveitar mais as repercussões. “Recebi muitas mensagens de carinho e fiquei superfeliz com isso”.

Atualmente, ele se prepara para dar início à sua própria confeitaria, a “Dulcys”, especializada em produtos veganos.

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