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BELÉM BORDADA

Tita Padilha borda cartões-postais de Belém em trabalho

Processo de criação de cada cartão-postal virou vídeos que estão sendo divulgados diariamente até o final do mês

terça-feira, 30/03/2021, 19:02 - Atualizado em 30/03/2021, 19:02 - Autor: Laís Azevedo/Diário do Pará


“É um exercício artístico mesmo, de criar novas visões a partir do cartão-postal”, diz Tita Padilha, artista visual
“É um exercício artístico mesmo, de criar novas visões a partir do cartão-postal”, diz Tita Padilha, artista visual | Reprodução

No desejo de recriar narrativas sobre registros fotográficos da cidade, a artista visual Tita Padilha lança o projeto “Linhas Paralelas”, premiado na categoria “Design”, do edital Rede Virtual de Arte e Cultura 2020, da Fundação Cultural do Pará.

Em seu perfil no Instagram, desde quinta-feira, 24, ela compartilha um vídeo por dia, mostrando o processo do início ao fim, da confecção de seis cartões postais com registros fotográficos e bordados dela própria. O último vídeo, a ser publicado dia 31, traz a artista discorrendo sobre suas criações.

Tita, que já trabalha há anos com fotografia e mais recentemente com o bordado, conta que foi natural pensar nessa composição, unindo os dois mundos. “Eu já havia feito em aplicações menores, normalmente trabalho com encomenda em fotos de família, presente, e tinha vontade de fazer algo mais autoral com essas duas linguagens, que são complementos pra mim”, considera.


A escolha pelo formato do cartão-postal foi inspirado em outras artistas e na própria formação dela como designer. “Eu queria que fosse um projeto gráfico, pois faz parte da minha formação. E o meu trabalho permeia pela memória, então foi natural chegar no conceito do cartão-postal”, explica.

Além de basear-se em registros fotográficos de espaços turísticos de Belém, Tita foi em busca de outros pontos da cidade que fazem parte do seu entorno, cotidiano, mas também indicado por outras pessoas. “É um exercício artístico mesmo, de criar novas visões a partir do cartão-postal”, ressalta.

Foi um dia inteiro de andança para realizar todas as fotos - mais 200, ela conta. “Queria sair da minha bolha, fui por muitos bairros, queria fazer realmente essas realidades paralelas, misturando com a linha do bordado”, diz.


Entre os cenários escolhidos está um ponto da rua onde a artista mora, em que se acumula um verdadeiro lixão. “Você anda pela cidade e vê que tem locais abandonados e com grande potencial. Fotografei locais como a Sé, bastante conhecida, o Ver-o-Peso, mas também esses outros pontos. Estava andando e ia fotografando o que achava interessante. Eu não sabia exatamente o que estava procurando, só andei e fui sentindo o que eu queria registrar, e o bordado também foi um processo muito próprio para cada foto”, relata.

Um requisito para os premiados no edital da Fundação era apresentar os resultados em formato de vídeo, nas redes sociais, por conta das restrições da pandemia. Pensando em envolver mais as pessoas no processo de criação, a artista gravou toda a trajetória de confecção de cada cartão-postal, um por vídeo. “É demorado, fotografar, fazer a perfuração das fotos para só depois passar os fios”, descreve.

Serão seis pequenos vídeos e um sétimo, em que ela reúne todo o projeto. “Os seis são vídeos bem tutoriais do processo, só imagem; e depois, eu lanço o sétimo vídeo, narrando sobre a confecção dos seis”, explica.

As filmagens foram realizadas pela própria artista usando o celular e em alguns momentos com o apoio do marido, Erik Lopes. A edição ficou por conta de Adrianna Oliveira.


Projeto “Linhas Paralelas”, de Tita Padilha

Quando: Até o dia 31 deste mês

Onde: Instagram @titapadilha

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