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BOM MOMENTO

Paraense é destaque no programa de Fátima Bernardes

O trabalho da artista Michelle Cunha apareceu no Encontro e ela festeja boa fase da carreira

domingo, 28/03/2021, 19:29 - Atualizado em 28/03/2021, 19:29 - Autor: MIchelle Daniel/Diário do Pará


Artista paraense faz dos traços coloridos e alegres um marco de empoderamento feminino
Artista paraense faz dos traços coloridos e alegres um marco de empoderamento feminino |

Com sua arte vibrante que busca resgatar raízes, engrandecer a representatividade do universo feminino e da Amazônia, a artista visual paraense Michelle Cunha, de 48 anos, propaga sua identidade país afora por meio da ilustração, pintura e grafite.

Imagens que representam parte desse trabalho de rua que desenvolve há alguns anos ganharam as casas brasileiras através da TV e elogios em rede nacional, ao estamparem, na última semana, a galeria virtual do programa “Encontro”, apresentado por Fátima Bernardes. A exibição marca a boa fase da artista, que inclusive tem obras desde o ano passado estampando uma linha de cosméticos de uma grande marca nacional. 

“São temas mais recorrentes de tudo que faço, principalmente sobre elementos da natureza, como os pássaros e também mulheres. Foram várias imagens que não representam um projeto específico, mas um trabalho ao longo dos anos”, comenta Michelle sobre as obras que puderam ser vistas na TV. 

A visibilidade foi possível graças ao convite do curador do programa, Rui Amaral, que também começou sua carreira no grafite e é um dos precursores dessa arte. Ele acabou conhecendo o trabalho da paraense por meio das redes sociais. 

“Ele entrou em contato comigo e perguntou se eu topava participar. Vejo isso sendo um reconhecimento muito grande para a nossa região, porque para um artista da nossa região ter essa visibilidade é muito mais difícil. E durante o programa, ela [Fátima] reforça muito isso: a força da Amazônia, da mulher. Não é um mérito só meu, mas de todos aqueles que possuem trabalho semelhante”, diz Michelle Cunha. 

Foram mais de 200 imagens enviadas para Rui. “Muitos são grafites que fiz no Marajó, outros que fiz na avenida Nazaré, em aquarela, em várias épocas. Inclusive, tenho muitas espalhadas pela capital, principalmente no bairro da Pedreira”, comenta Michelle. 

Embora tenha nascido em Belém e se criado na Região Metropolitana, atualmente a artista mora em Brasília. Lá, ela desenvolve diversas atividades. Após uma mudança de bairro, prepara seu ateliê para abrir as portas ao público. “Estou com uma produção grande que fiz antes e durante a pandemia, principalmente com aquarela. Também estou organizando esse trabalho para divulgar virtualmente”. 

DE VOLTA À RUA 

Paralelo a esses projetos, ela retomou o grafite de rua. “É algo que gosto muito. A arte pública dá muita visibilidade. O grafite tem uma relação mais próxima com as pessoas em geral. No meu trabalho, não me expresso de forma agressiva, mas de forma alegre e colorida”, diz a artista que acaba tirando sua maior renda da estampa de sua arte em produtos personalizados, em suportes como canecas e camisetas. 

Essa feminilidade do traço de Michele a fez ser ser escolhida para ilustrar uma linha de produtos à base de castanha-do-pará. “Foi gratificante pela representatividade. Além disso, eu nunca tinha feito um trabalho digital, ele foi todo manual”, comenta. “Acredito que foi mais um reconhecimento do meu trabalho. Sou muito incansável, pois acredito muito na minha arte”, afirma Michelle. 

E é o grafite que também alimenta o projeto voluntário que ela coordena desde 2012 de oficinas para mulheres. “Em geral, o que ouço é que elas não se sentem à vontade para aprender sobre ambientes dominados pelos homens. Mas é uma sensação libertadora. Quando se expõe a ir para a rua, ocupar um espaço e saber que pode intervir e se colocar nele, isso fortalece muito. Dá energia e força. Através do grafite, se consegue transmitir várias mensagens de forma sensível. Só o fato de ir pra rua, enfrentar tudo isso é de uma coragem enorme”, descreve ela, cuja experiência como arte-educadora começou aos 17 anos, e inclui passagens, como educadora, pela Fundação Curro Velho, Pastoral da Criança e Senac.

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