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DIVERSIDADE TRANSFORMADORA

“Festival NoiteSuja” tem palestras, performances e montação

O evento vai reunir 17 artistas paraenses LGBTQIA+ da arte drag, da dança, da performance, da música e do teatro

sexta-feira, 26/03/2021, 21:36 - Atualizado em 26/03/2021, 21:36 - Autor: Aline Rodrigues/Diário do Pará


Maruzo Costa, como a drag Tristan Soledade, e Brigite Liberté são atrações do evento
Maruzo Costa, como a drag Tristan Soledade, e Brigite Liberté são atrações do evento | Divulgação

Com tema “Identidades Transformadoras”, o “II Festival NoiteSuja” reúne performance drag, arte e música em evento on-line de hoje (26) a domingo (28). O evento vai reunir 17 artistas paraenses LGBTQIA+ da arte drag, da dança, da performance, da música e do teatro em um evento gratuito, pautando a diversidade e a acessibilidade.

“Será um evento onde poderemos ouvir diversas vozes que ecoam a história do nosso coletivo. Além do festival, nós do coletivo ‘NoiteSuja’ realizamos eventos pela cidade desde 2013 e construímos um espaço de sociabilidade onde corpos considerados marginais podem celebrar sua existência. Teremos palestras com artistas drags, shows musicais e performances com artistas que vêm construindo uma história linda de existência e resistência em nossa cidade”, explica Maruzo Costa, produtor cultural. 

As palestras do evento foram pensadas, por exemplo, para compartilhar com o público as experiências e aprendizados desses artistas ao longo da carreira. “Assuntos como produção de moda na Amazônia, produção de conteúdo para redes sociais, teatro, respeito e assédio ao trabalho realizado por mulheres dentro do meio artístico serão temas abordados nas palestras. Os shows musicais e performances terão artistas drags e cantoras do interior do estado totalmente com músicas autorais. O evento foi pensado mais uma vez para que essas vozes sejam mais e mais ouvidas, e que o público conheça e consuma o que é produzido aqui”, acrescenta Maruzo, que encarna a drag queen Tristan Soledade.

PROGRAMAÇÃO

A programação será transmitida sempre às 20h, com interpretação em Libras e legendas em português, pelocanal do Youtube do coletivo “NoiteSuja”. Hoje, primeiro dia de festival, Shayra Brotero conversa sobre “Processos da identidade negra através da arte drag”; Skyyssime sobre “A territorialidade no fazer drag na Amazônia”; Sarita Themônia sobre “O descartável na arte drag”; e Xirley Tão trata sobre “Teatro e comicidade na arte drag”. 


Já amanhã, 27, as atrações são Allyster Fagundes, que fala sobre “A arte drag no ciberespaço”; Flores Astrais que aborda “O corpo travesti na arte drag”; Gigi Híbrida relata sobre “Moda e produção sustentável na Amazônia”; e Brigite Liberté sobre “Corpo mulher - Corpo Themônia”.

“O lugar dos corpos femininos em meio ao fazer da arte drag é uma abordagem que constantemente teço, mas dessa vez o que trago ao festival ‘NoiteSuja’, tem uma importância especial para mim, pois pela primeira vez eu levantarei essa discussão com ênfase nos aspectos positivos, nos ganhos e conquistas que a arte da montação tem me proporcionado e, sem romantizações, consegui mostrar para mim mesma que não estou nesse cenário apenas para ficar explicando e provando o tempo todo que mulheres podem fazer drag, pois consegui enxergar a vastidão de coisas libertadoras e revolucionárias que o meu corpo feminino que se monta tem pra expor, e o quanto pensar e falar sobre essas coisas é enriquecedor e fortalecedor para mim.”, antecipa Brigite Liberté, sobre sua palestra no festival.

No domingo, 28, a programação encerra com apresentação do bailarino Marco Antônio; show com discotecagem, performance e pirotecnia da drag Yndjah Báh; show de performance corporal e dublagem da drag Bunny das Coxinhas; além de show musical de Helena Ressoa e de MC PokaRoupas. “Uma das características dos eventos da ‘NoiteSuja’ é que, com os nossos anos atuando, a forma como foi estruturada a relação público-evento se dá através desse ponto de encontro, desse espaço de sociabilidade onde corpos são livres para serem o que quiserem e estarem seguros em expressar suas individualidades. Realizar um evento durante a pandemia, no formato on-line é pensar nessa nova perspectiva, do não contato humano. Estamos num momento delicado de saúde física e principalmente mental, com isso o festival acaba sendo esse suporte para educação, conhecimento e combate à intolerância”, destaca Maruzo. O festival é premiado pelo Edital de Artes Visuais - Lei Aldir Blanc Pará, da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult) e Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo.

Serviço

“II Festival NoiteSuja - Identidades Transformadoras”

Quando: De hoje a domingo, sempre às 20h

Onde: Pelo canal do NoiteSuja no YouTube

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