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SOBREVIVÊNCIA E RESISTÊNCIA

 Mulheres marajoaras usam a arte como emporamento

Acessórios levam a cultura do Marajó para mais pessoas.

quarta-feira, 24/03/2021, 16:11 - Atualizado em 24/03/2021, 16:11 - Autor: Assessoria


Acessórios viraram meio de sobrevivência para Manas Marajoaras
Acessórios viraram meio de sobrevivência para Manas Marajoaras | Reprodução

Temas marajoaras levam mulheres ao empoderamento. Com peças artesanais, as Manas Marajoaras buscam a resistência e valorização da cultura local, com este projeto, além de ser formas de obter a principal renda familiar, especialmente para superar as dificuldades da pandemia da Covid-19.

Colar, pulseiras, anéis, camisetas com frases e imagens referentes ao Marajó, máscaras personalizadas, sacolas retornáveis e outros acessórios, sempre transformando sementes, gravetos, cerâmica, resina e fios em arte, são confeccionados por mulheres com as mais várias histórias.

Uma live realizada em fevereiro no canal Estuário Ramos, fortaleceu ainda mais o projeto. Abordando o tema: MULHERES MARAJOARAS - dos lutos às lutas; as Mulheres Marajoaras relataram suas histórias reais de luta e resistência.

Jaci Garcia, uma das idealizadoras do projeto e atriz no filme “Marajó Mulher”, de Pedro Nicácio, que estreou em 2017, no primeiro Festival de Cinema do Marajó, foi uma das convidadas.

Ela contou se sentir incomodada com a situação em que muitas meninas e mulheres ainda vivem e se preocupa em vê-las quase sempre expostas a alguma situação de riscos. Para Jaci, uma das formas de resistir à opressão que as cercam é buscar a independência financeira, que pode vir através do artesanato, usando o que se elas têm ao redor, como os recursos naturais acessíveis na região, por exemplo.

"Não queremos que a nossa dor e difícil situação, se sobreponham à nossa força e cultura, queremos nos dar melhores condições de vida. Queremos dignidade, contar nossa história, valorizar nossa cultura e respeitar a natureza”, afirmou.

Após a realização da Live, foi possível ver o encorajaram de denunciar de muitas mulheres. Segundo Jaci, as vítimas de abusos ou violência doméstica quase sempre dependem do agressor ou abusador. "Queremos continuar no Marajó, queremos continuar vivas, vivendo com dignidade e essa ideia se fortalece quando os amigos se tornam parceiros e incentivam nosso trabalho adquirindo nossas criações, como fez o professor Wagner, que se tornou nosso modelo e divulgador”.

Professor há 12 anos, Wagner Pereira é vereador no município de Ponta de Pedras. Ele foi convidado por Jaci Garcia para ser modelo e divulgador das peças artesanais, por ser incentivador da cultura marajoara usando diariamente as biojoias. “Estou muito grato em fazer as fotos com as peças produzidas por elas, peças que carregam tantos sonhos e significados. Por trás de cada peça há muito choro e histórias sofridas. Adquirir uma peça dessa não é só comprar algo lindo, mas é ajudar a construir sonhos e chaves para liberdade da cadeia alma”, afirmou, ao destacar que carrega o orgulho de ter nascido e ser criado na região.

Jaci contou que muitas meninas saem de casa muito cedo em busca de uma vida diferente, sem violência, mas nem sempre as coisas acontecem como desejam. "Saber que o círculo violento das agressões físicas, verbais ou psicológicas ainda hoje são presentes nas vidas de muitas mulheres marajoaras, trás uma sensação absurda de impotência total. Quem passou por isso adoece vendo as histórias se repetirem. Por isso sentimos a responsabilidade de contribuir e isso requer falar da própria dor e contar o que viveu como forma de alertar. E é daí que nasce a grande vontade de encorajar mulheres a reagir”, concluiu.

Contato: (91) 98410-2141 / (91) 99132-7122

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