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GESTÃO PLURAL

Novo presidente da FCP defende trabalho colaborativo e atenção a todas as linguagens artísticas

"Estamos nos reunindo com produtores para atender demandas antigas da Semear. Nossa gestão pretende ajudar a destravar questões burocrátivas para facilitar a captação de recursos”

domingo, 14/02/2021, 11:40 - Atualizado em 14/02/2021, 12:06 - Autor: Lais Azevedo Martins


Servidor de carreira da Fundação, Guilherme Relvas diz que momento atual é de ouvir para estabelecer metas
Servidor de carreira da Fundação, Guilherme Relvas diz que momento atual é de ouvir para estabelecer metas | Bárbara Nunes/Divulgação

A Fundação Cultural do Pará (FCP) acaba de ter sua presidência assumida por um servidor de carreira da casa, o administrador público Guilherme Relvas. Desde que se tornou servidor efetivo da FCP, em 2008, ele se tornou conhecido especialmente pelos trabalhos que realizou junto à Diretoria de Leitura e Informação e enquanto secretário executivo do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Pará. Fora do Estado. Ele também foi diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas no Ministério da Cultura/Secretaria de Economia Criativa.

Em entrevista ao Você, Relvas aponta os caminhos iniciais que pretende seguir com foco em uma boa gestão da Fundação, um importante aparelho para a cultura, a arte e a educação no Pará. Para se ter uma noção da extensão deste trabalho, a instituição administra espaços como a Biblioteca Pública Arthur Vianna, os teatros Margarida Schivasappa e Waldemar Henrique, o Cine Líbero Luxardo; além da Casa da Linguagem, da Casa das Artes e do Curro Velho, e gerencia a Semear, a Lei Estadual de Incentivo Fiscal à projetos culturais. O novo presidente também comenta a chegada, em breve, do edital da Semear.

Qual será o foco do seu trabalho na presidência da FCP neste momento?

A grande prioridade deste momento da gestão é realizar uma escuta qualificada de todos os setores que fazem a Fundação. Isso inclui ouvir servidores de todos os departamentos e casas que compõem a FCP, ouvir a classe artística, produtores e fazedores de cultura, toda a cadeia envolvida nesta pasta. O momento é de diálogo para que possamos construir uma gestão democrática que atenda os anseios dessas pessoas e da população como um todo.

Há metas estabelecidas dentro desse trabalho?

Por ser um momento de transitoriedade, entendemos que é mais interessante construir estas metas a partir dos processos de escuta. Já começamos a nos reunir com vários setores, e a partir daí nossos objetivos vão sendo desenhados - dentro das diretrizes estabelecidas pelo Governo do Estado, que focam em princípios como a interiorização, a democratização dos espaços e outras políticas de inclusão social. É uma maneira de reforçarmos a lógica de gestão colaborativa, ao invés de impor determinadas rotas sem antes realizar estas conversas direcionadas.

Os presidentes mais recentes da FCP eram artistas, como Dina Oliveira, das artes plásticas, e Nilson Chaves, da música, enquanto você tem uma relação com a leitura e as bibliotecas. Acredita que isso também pode levar a FCP a um novo momento de sua história?

Antes de tudo, eu sou um servidor da casa. Embora eu possua essa relação estreita com as políticas do livro e da leitura, minha intenção é construir esta administração a partir das necessidades de todas as linguagens culturais e artísticas que integram a FCP. Por isso a importância de estar sempre atento e próximo das diretorias, das pautas levantadas pelos servidores e por quem realiza o atendimento final à população, que é quem se encontra na ponta dessa relação. Então entendo que é importante reforçar que não será uma gestão de uma linguagem só, mas uma gestão plural.

Já há alguma ação definida pela sua gestão que podemos destacar?

Já nos próximos dias, devemos anunciar novos nomes que passarão a compor diretorias e coordenadorias técnicas nesta gestão. Mas, a Fundação segue em atividade, e nenhuma das suas ações será interrompida nesta etapa de transição. Estamos colhendo neste momento os resultados do Prêmio Rede Virtual de Arte e Cultura, promovido pela nossa Diretoria de Artes, com mais de 60 projetos premiados se apresentando virtualmente até o fim de março. As oficinas virtuais do Curro Velho também foram um grande sucesso de público, e já estamos estudando as maneiras de viabilizar um próximo módulo.

Há alguma programação da instituição em andamento?

A programação mais imediata agora é o lançamento do edital da Semear, que está às vésperas de ocorrer. Nós já estamos nos reunindo com produtores e ouvindo algumas reivindicações para atender demandas antigas da Semear. Nossa gestão pretende ajudar os inscritos a destravar diante das questões burocráticas, para facilitar o máximo possível a captação de recursos e o fomento da nossa cultura. Também já está sendo elaborada uma programação especial de aniversário da Biblioteca Pública Arthur Vianna, que vai completar 150 anos. Em breve teremos novidades sobre isso.

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