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Ex-vocalista da Acordalice morre em decorrência de uma trombose

Artista vinha se recuperando da Covid-19.

segunda-feira, 01/02/2021, 10:41 - Atualizado em 01/02/2021, 11:35 - Autor: Michelle Daniel


Shirley de Moraes deixou como marca a alegria no palco
Shirley de Moraes deixou como marca a alegria no palco | Reprodução

Morreu na madrugada do último sábado, 30, a cantora Shirley de Moraes, de 53 anos, ex-vocalista da banda de rock paraense Acordalice. De acordo com amigos da artista, ela vinha se recuperando da Covid-19 em casa quando apresentou sintomas de trombose e não teria resistido a um procedimento, provavelmente alterado pelas comorbidades.

“Ela chegou, sim, a testar positivo para o coronavírus, porém o seu quadro não foi grave, fez tratamento apenas em casa e aparentemente já estava recuperada. Porém, semanas depois, houve complicações na artéria aorta e sistema circulatório, que resultaram em infarto renal e nos membros inferiores. Assim, precisou ser internada e passar por cirurgias, mas após o segundo procedimento teve parada cardíaca e não resistiu”, relatou nas redes sociais Beatriz de Moraes, filha de Shirley. “Nenhum médico pôde afirmar se a Covid-19 teve influência , pois minha mãe também tinha outras comorbidades”, ressaltou Beatriz.

“Eu já sabia que o estado de saúde dela era bem delicado desde quarta-feira à noite. A gente torcia pela recuperação dela. E na madrugada de hoje [sábado], o Marquinho [primo de Shirley] entrou em contato comigo dando a notícia. Foi um dia muito triste”, contou Mariano Júnior, ex-baterista da banda e que trabalhou com a artista ao longo dos 10 anos que ela integrou a Acordalice. “No início da semana, teve alguns sintomas de trombose, não sabia o que era exatamente e precisou fazer uma cirurgia de emergência para desobstrução de uma artéria. Por ela ser diabética e hipertensa, acabou não resistindo”, lamentou.

Shirley não integrava mais a banda há seis anos e seguia em outros projetos pessoais, mas sempre acompanhava os colegas em algumas apresentações em Belém. Para os ex-companheiros de palco, a morte da artista é uma perda enorme.

“Vivemos muitas coisa intensas. A gente conseguiu fazer um movimento em Belém através das músicas dos anos 198O e, através disso, conseguiu conquistar muitos amigos, o que era algo muito saudável. Fora isso, eu e Shirley éramos amigos. Fica uma lembrança muito boa, da alegria dela em cima do palco e fora dele, também a saudade de quem aproveitou ao lado da pessoa que se foi”, disse Mariano.

Vitor Serique, atual vocalista da Acordalice, chegou a trabalhar pouco com Shirley e, segundo ele, havia uma proposta do retorno da cantora para a banda. “Pelo menos para continuar fazendo algumas participações. Inclusive ela se preparava para voltar aos palcos”, explicou. “Para nós, é uma perda além da música. Shirley era uma pessoa companheira, sempre ia nos shows da banda para prestigiar, cantar junto. Era uma pessoa do bem, risonha, tranquila. Quando acabava os shows, a gente sentava na mesa com ela, ficava confraternizando, ela sempre dizia o que tinha achado do show. Ficaram aquele carinho e amizade”, diz Vitor Serique.

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