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VOZ

Um papo de africanidades

DJ Ananindeusa fala sobre carreira e identidade negra em conversa on-line

quinta-feira, 26/11/2020, 17:44 - Atualizado em 26/11/2020, 17:52 - Autor: Laís Azevedo/Diário do Pará


| Divulgação

A DJ Ananindeusa, persona da multiartista Carol Pabiq, é a convidada da noite desta quinta-feira (26), na série de lives realizadas pelo professor e contador de histórias Keydson Costa, no Instagram. Às 21h de hoje, o tema em pauta é “Africanidades”, a partir da perspectiva da convidada. “A ideia é falar sobre tudo que é pertinente à identidade negra, suas produções, seus trabalhos, história pessoal, perspectiva de mundo, reflexões e sonhos ou objetivos”, adianta Keydson. 

Essa é a terceira live que ele realiza este mês - a primeira foi com o biomédico e escritor africano Nathan Fona Gomes, autor de “Muzamba - A Profecia”, livro que traz a história de um herói, baseado em narrativas do imaginário popular do seu povo, em Guiné Bissau. Em seguida, o musicista e arte-educador Fabio “Mukanya” Simões, do Rio de Janeiro, falou do seu livro infantil “Olêlê – Uma Antiga Cantiga da África”.

Começando por Carol Pabiq, ele estreia agora uma sequência de convidadas mulheres, que trará a escritora pernambucana Rosália Cristina e a paraense Lívia Noronha, que foi candidata à prefeitura de Ananindeua este ano. “Eu acredito que vai rolar muita conversa sobre memória, educação, arte, cultura, sobre a aplicação da lei do ensino de arte, cultura, história e literatura afro-brasileira, que é uma lei de 2003, mas ainda não se implementou em todas as esferas. Além do mais, ele é professor e eu sou professora, ele é contador de história e eu da literatura, então acredito que vai ter muitas trocas nesse sentido”, diz Carol.

Keydson também destaca as muitas frentes em que Carol atua e que dão possibilidades para uma longa e boa conversa. “A Carol Pabiq, também conhecida como Ananindeusa, é afro-ameríndia, do interior da Amazônia para o mundo, e muito bem alinhada com sua ancestralidade, mulher sábia, bruxona mesmo, ribeirinha de pai e mãe, poeta, DJ, produtora, percussionista, dançarina, porta-bandeira, rainha da bateria, atriz premiada, madrinha da Noite Suja, nadadora ‘rainha do mar’, ciclista, maratonista, triatleta top 5 nacional, professora, apresentadora, influenciadora, multiartista, pesquisadora, palestrante, afrofuturista, especialista em relações étnico-raciais e em tradução e interpretação (inglês-português)”, enumera.

A artista afirma que colocar as pautas sociais em suas diferentes vertentes de trabalho e círculos sociais é algo diário. “Porque a real é que a gente precisa deixar cada vez mais nítida a necessidade de se abandonar o pensamento colonialista, a gente precisa ser antimachista, antirracista. A gente vê, sente todos os dias, nós mulheres, nós negros, LGBTQIA+, idosos, trabalhadores, que a equidade de gênero, de classe, o bem-viver de verdade, como promulga a Declaração Universal dos Direitos Humanos, não é aplicado no país. A gente vive um país que não respeita as mulheres, não respeita indígenas e negros, não respeita as crianças, nem os idosos”, aponta Carol.

Na perspectiva de manter o projeto por um longo tempo, Keydson afirma que “muitas pautas da vida negra têm sido debatidas no Brasil e no mundo” e que “existe a necessidade de produzir espaços para dar voz ao povo negro”. Pelo menos até metade de dezembro, esse espaço aberto por ele já tem uma agenda fechada e recheada de convidados interessantes.

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