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LATINO DA DANÇA

Festival Tiaya ganha formato virtual com aulas e bate-papo sobre música e dança

Hoje, a partir das 20h, tem live-show com Laíse Rodrigues, da banda Farofa Tropical, no YouTube

domingo, 22/11/2020, 09:08 - Atualizado em 22/11/2020, 12:54 - Autor: Lais Azevedo


| Divulgação

Neste domingo, a internet será o palco para a 2ª edição do Festival Tiaya de Dança Latina e Amazônica, com programação inteiramente gratuita. “O festival é voltado para amantes e curiosos”, pontua Jean Patrick, idealizador e realizador do evento, que ontem já teve oficinas e apresentações musicais. Hoje, a partir das 20h, tem live-show com Laíse Rodrigues, da banda Farofa Tropical, no YouTube.

“O festival surgiu com a ideia de trazer orgulho para a cultura do estado. Eu mesmo conheci a dança começando pela dança de salão, com ritmos latinos como salsa e reggaeton. E percebi que nisso eu me distanciei dos ritmos amazônicos, então entrei para o grupo parafolclórico Os Baioaras e comecei a enxergar as semelhanças na dança e na música, e nos próprios costumes, enquanto cultura, do Pará com o Caribe. E vamos falar um pouco sobre isso durante a programação”, comenta o organizador.

A programação começa às 13h30, com um bate-papo sobre a guitarrada, com o músico Bruno Rabelo, coordenador do Clube da Guitarrada, que acaba de completar três anos de existência. O convidado, como destaca Jean, tem pesquisas profundas sobre o assunto. “Ele vai mostrar alguns discos de coletânea, desde o primeiro LP da guitarrada até como ela está nos dias atuais”, adianta.

AULAS ABERTAS

O festival oferece ainda ainda uma série de aulas de dança com convidados renomados. O próprio Jean Patrick, que é atual campeão do “Brasil Latin Open”, na categoria Salsa Solo Masculino, dá uma aula, às 14h, de carimbó. Na sequência, às 15h, os professores Dennis e Laízze ensinam timba e reggaeton; às 16h, a dupla Joelson e Jasmini ensina xote bragantino; e às 17h, a professora Priscila ensina chachachá.

“Eu vou fazer algumas citações sobre o carimbó, desde as raízes até os dias atuais. Vamos trazer algumas influências que o próprio Pinduca teve, uma delas, o cubano Peres Prado, um dos pais do mambo cubano. Quando você entende essas origens, faz toda diferença quando ouve os ritmos amazônicos. Até falo que paraense é 50% Brasil e 50% Caribe”, brinca Jean Patrick.

A expectativa da organização é atrair também o público de fora do Pará. “Tem pessoas que nunca ouviram falar em xote bragantino e já vieram me perguntar qual a diferença, pois ele é uma forma exclusivamente paraense de dançar o xote. Eu tenho certeza que as pessoas vão poder se divertir. São professores de vários cantos do país, de Curitiba, Fortaleza, São Luís. A Priscila Barkmann, por exemplo, é especialista em ritmos latinos e assim como eu é a atual campeã brasileira de salsa”, destaca o organizador.

As aulas serão realizadas via Google Meet. O link das aulas será postado no dia do evento no Instagram e Facebook do Festival Tiaya, e qualquer pessoa pode acessar. Com a programação gratuita, o evento conta com a colaboração do público por meio de doações que serão destinadas para custear a sua produção. Para isso, o link também está disponível nas redes sociais do festival.

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