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Festival de cinema quer inserir e valorizar negros da Amazônia

Segunda edição do Festival Zélia Amador de Deus ocorre entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro.

quinta-feira, 12/11/2020, 12:43 - Atualizado em 12/11/2020, 12:43 - Autor: Com informações da assessoria


Festival de cinema online quer inserir e valorizar negros e negras da Amazônia.
Festival de cinema online quer inserir e valorizar negros e negras da Amazônia. | Divulgação

Discutir o racismo através do audiovisual e valorizar a produção de cinema realizada por afro-brasileiros, sobretudo da região Amazônica, são os objetivos do II Festival de Cinema Negro Zélia Amador de Deus.

O evento será on-line e ocorrerá entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro de 2020. Esta edição tem como grande homenageada, a diretora de cinema e atriz Rosilene Cordeiro.

A programação inclui debates, premiação e exibição de filmes, tudo de forma virtual, pelo site e pelas redes sociais.

A abertura será feita através de live, no Facebook e Instagram do Cine Diáspora, com a exibição do filme, "Princesa do Meu Lugar" de Pablo Monteiro (São Luís/MA) e homenagem à Rosilene Cordeiro da Conceição, que é professora de teatro, diretora, performer, atriz, produtora e colaborou com o curso de Licenciatura em Teatro da Escola de Teatro da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (Etdufpa/UFPA).

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Nesta edição, 135 produções foram recebidas, sendo 56 (41,48%) da Região Amazônica e 79 (58,52%) de outras regiões do país. Desses, 21 filmes de cineastas amazônicos foram escolhidos e irão concorrer ao prêmio Zélia Amador de Deus nas categorias: Clipe da Região Amazônica; Projeto para Web da Região Amazônica; e Curta-Metragem da Região Amazônica. Na categoria Curta-Metragem Nacional, 27 filmes estão na disputa (veja a lista completa abaixo).

A ideia da segunda edição do festival era repetir o formato da primeira, que ocorreu em novembro de 2019, e recebeu 107 filmes de todo o Brasil – a maioria da Região Amazônica, com 14 pontos de exibição nas periferias da Grande Belém. Entretanto, por causa da pandemia da Covid-19, o evento presencial precisou ser suspenso, mas seguirá on-line.

O Festival Zélia Amador de Deus contribui diretamente na renda de 24 profissionais, todos negros e, a maioria, da periferia da capital.

“O II Festival Zélia Amador de Deus parte de uma construção coletiva feita a partir de uma reunião de amigos artistas, cineastas e produtores culturais negros, que sentem em suas vidas a importância do cinema, o percebem como instrumento de mudança de mentalidades, incentivando práticas antirracistas e de valorização da produção artística afrodiáspórica e africana”, explica Fernanda Vera Cruz, da curadoria e produção da iniciativa.

Cena de "Romana", da produtora Helen Lopes (TO), indicado na categoria "Curta-Metragem da Região Amazônica"
Cena de "Romana", da produtora Helen Lopes (TO), indicado na categoria "Curta-Metragem da Região Amazônica" Divulgação
 

Acessibilidade – Partindo da crença do potencial transformador do cinema e visando a ampliação do entretenimento, o Festival de Cinema Negro também terá uma sessão especial destinado a pessoas com deficiência auditiva e surdos. Para isso, a organização selecionou duas produções de diretoras negras na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Trata-se das obras Blackout, de Rossandra Leone (RJ), e Seremos Ouvidas, de Larissa Nepomuceno (PR).

O projeto - O Festival homenageia a professora, atriz, diretora de teatro e ativista Zélia Amador de Deus.

“Zélia é uma das fundadoras do Cedenpa (Centro de Estudo e Defesa do Negro no Pará) e grande referência na luta contra as opressões que mulheres e homens pretos sofrem. Nós acreditamos na frase ‘nossos passos vêm de longe’, ou seja, estamos aqui produzindo cultura negra na Amazônia porque o Cedenpa existiu. Reconhecemos sua importância na luta quilombola, pelas políticas de ações afirmativas e contra o racismo”, explica Lu Peixe, da coordenação do Festival.

O II Festival de Cinema Negro Zélia Amador de Deus é uma realização da produtora audiovisual Cine Diáspora e tem o apoio do Prêmio Preamar de Cultura e Arte da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

Serviço - II Festival de Cinema Negro Zélia Amador de Deus ocorrerá entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro via www.todesplay.com.br e Instagram (@cinediaspora) e Facebook (/cinediasporapa).

Indicados por categoria:

Clipe da Região Amazônica

- Estorvo - Mc Super Shock por Saturação (Macapá/AP)

- Batidão – Enme por Jessica Lauane (São Luís/MA)

- Pretinha – Taslim por Nádia D’Cassia (São Luís/MA)

- Eu sou Tambor - Vanessa Mendonça (Belém/PA)

- Retomada Ancestral - Vanessa Mendonça (Belém/PA)

- Pesadelos - Bruna BG por Anna Suav (Belém/PA)

Projeto para Web da Região Amazônica

- Enme No Corre - Enme Paixão (São Luís/MA)

- AfricAmazônia - Amérika Bonifácio (Icoaraci-Belém/PA)

- Teia de Aranha - Emily Cassandra Bonifácio (Belém/PA)

- Medo de Travesty - Attews Shamaxy (Ananindeua/PA)

- Turva Preamar Marejante - Samily Maria (Belém/PA)

Curta-Metragem da Região Amazônica

- Brilhos Apagados - Nilce Braga (São Luís/MA e Buenos Aires/ARG)

- Quedaria - Brenna Maria (São Luís/MA)

- Sobre Aquilo que Fica - Thais Sombra (Belém/PA)

- Mametu Muagile Rainha de Angola - Elizabeth Leite Pantoja (Belém/PA)

- Que Liberdade é Essa? - Sol Oliver (Belém/PA)

- A Sússia - Lucrécia Dias (Arraias/TO)

- Romana - Helen Lopes (Natividade/TO)

- Minguante - Maurício Moraes (Belém/PA)

- Traçados - Rudyeri Ribeiro (Belém/PA)

- São Geraldo – Homem de Música e Planta – Keila dos Santos (Manaus/AM)

Curta-Metragem Nacional

- Blackout – Rossandra Leone (RJ)

- Alfazema – Sabrina Fidalgo (RJ)

- 111+ - Ivaldo Correa (RJ)

- Um Grito Parado no Ar – Leonardo Souza (RJ)

- Joãosinho da Goméa – O Rei do Candomblé – Janaina Oliveira Refem e Rodrigo Dutra (RJ)

- A Cama, o Carma e o Querer – Daniel Fagundes (SP)

- Alforria Social Beat – Rodjéli Salvi (SP)

- Minha Deusa e Eu – Gabrela Vieira (SP)

- Barco de Papel – Thais Scabio (SP)

- Dádiva – Evelyn Santos (SP)

- Aurora - Everlane Moraes (SP)

- Corre – Carolen Meneses e Sidjonathas Araújo (SE)

- Filhas de Lavadeira – Edileuza Penha de Souza (DF)

- Pernambués – Quilombo Urbano de Lúcio Lima (BA)

- Adventício – Abdiel Anselmo (CE)

- Live – Adriano Monteiro (ES)

- Rio das Almas e Negras Memórias – Taize Inácia Thaynara Rezende (GO)

- Nove Águas – Gabriel Martins e Quilombo dos Marques (MG)

- Reflexo Reverso: O Outro em Branco – Fernanda Thomaz (MG)

- Banho de Flor – Hiura F. (PB)

- Seremos Ouvidas – Larissa Nepomuceno (PR)

- 2704 km – Letícia Batista (PE)

- Notícias de São Paulo – Priscila Nascimento (PE)

- Os Verdadeiros Lugares Não Estão no Mapa – João Araió (PI)

- Por Gerações – Leila Xavier (RJ)

- Encruza – Bruna Andrade, Gleyser Ferreira, Maíra Oliveira e Uilton Oliveira (RJ)

- Por Trás das Tintas -  Alek Lean (RJ)

- Princesa do Meu Lugar – Pablo Monteiro (São Luís/MA)

- O Nikse é Que Nos Socorre – Weverton Ruan Vieira Rodrigues (Belém/PA)

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