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FEMININO ANCESTRAL

Cineasta Guarani mostra em oficina olhar das mulheres nas narrativas indígenas

terça-feira, 15/09/2020, 08:44 - Atualizado em 15/09/2020, 08:44 - Autor: Aline Rodrigues


“Opará - Morada dos Ancestrais”
“Opará - Morada dos Ancestrais” | Divulgação

A cineasta Graciela Guarani pretende mergulhar na ancestralidade originária a partir de uma perspectiva feminina durante a oficina “Narrativas Indígenas”, ministrada por ela, hoje, 15, das 14h às 16h, dentro da programação do “6º Amazônia Doc”. As vagas são limitadas a 40 pessoas e as inscrições podem ser feitas pelo site.

“A oficina permeia este lugar de fazer esta viagem no audiovisual através da perspectiva feminina indígena, de mostrar intimidades corajosas que muitas de nós registramos, mostrar as sutilezas do cinema feminino indígena e provocar uma reflexão sobre as narrativas e como elas são construídas”, detalha Graciela.

A cineasta quer lançar uma provocação. “Espero que a oficina possa ser construtiva e instigue o público a consumir mais narrativas fora do padrão, questionando os modos de produção e como eles são perpetuados”.

Graciela Guarani concorre no Festival ”As Amazonas do Cinema”, dentro do “Amazônia Doc”, com o curta “Opará - Morada dos Ancestrais” e ministra hoje oficina on-line
Graciela Guarani concorre no Festival ”As Amazonas do Cinema”, dentro do “Amazônia Doc”, com o curta “Opará - Morada dos Ancestrais” e ministra hoje oficina on-line Divulgação
 

É num clima de troca que Graciela Guarani quer conduzir essa nova experiência e propor exercícios que fomentem um olhar sobre a ancestralidade de cada um, além de exaltar a importância ter referências indígenas no audiovisual. “Sempre gosto de pensar na possibilidade de estar falando como uma mulher indígena, porque também o cinema indígena, seja feminino ou masculino, é muito plural. Então, falo enquanto mulher indígena originária Guarani Kaiowá, mas fico muito feliz quando algumas parentas indígenas me dizem que eu as represento. É muito importante nos povos indígenas e principalmente entre mulheres indígenas termos referência. Vejo uma ausência muito grande nisso. Durante a minha infância e toda adolescência nunca tive referência nenhuma. Por isso mesmo que quis fazer algo nesse sentido”, justifica ela, que considera o fazer cinema como uma resistência revolucionária, e política. “Naturalizar nossa condição humana é urgente e necessária, pois até hoje para muita gente somos subumanos”, diz.

O PARÁ

Graciela é diretora do curta “Opará – Morada dos Ancestrais”, selecionado para a mostra competitiva do “1º Festival As Amazonas do Cinema”, do “Amazônia Doc”, com foco na produção audiovisual feminina.. O documentário de 20 minutos estará disponível nos dias 17 e 18, pelo AmazôniaFlix

Vem do sertão nordestino a história do filme “Opará”, que convida a um passeio às margens do Rio São Francisco, onde comunidades vivem os desafios de manter tradições e seus modos de vida frente aos projetos desenvolvimentistas que transformam a região. “Traz toda a questão dos povos originários que têm uma ligação de sobrevivência e espiritual com o Rio São Francisco e como os grandes empreendimentos ameaçam estes povos, os privam do acesso ao rio e mexem com a condição social dos mesmos”, descreve a cineasta, destacando a importância de um festival de protagonismo feminino no cinema para além do debate indígena.

“É de suma importância que os festivais comecem a veicular cada vez mais conteúdo dos povos originários, sobretudo das mulheres, para fazer o tão citado lugar de fala e protagonismo acontecerem para além dos discursos”.

ASSISTA

- Oficina “Narrativas Indígenas”, ministrada pela cineasta Graciela Guarani

Quando: Hoje, das 14h às 16h

Onde: Zoom

Inscrições: pelo site

Vagas: 40 pessoas

- Exibição do curta “Opará – Morada dos Ancestrais”

Quando: Dias 17 e 18

Onde: pelo site

Quanto: Gratuito

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