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DANÇANDO NO CAOS

Sammliz transforma crise pessoal em música 

terça-feira, 18/08/2020, 09:08 - Atualizado em 18/08/2020, 09:08 - Autor: Aline Rodrigues/Diário do Pará


Cantora diz que o clipe de "Irmã" é uma conversa olho no olho, sem personagens.
Cantora diz que o clipe de "Irmã" é uma conversa olho no olho, sem personagens. | Reprodução/Clarice Siqueira

Chega hoje às plataformas digitais o novo single e clipe “Irmã”, da cantora Sammliz. O lançamento traz ainda ao longo da semana um “lyric vídeo”, assinado por Matheus Almeida, e outro vídeo para o IGTV do Instagram contando como foi o processo de produção do novo trabalho da artista. Um trabalho visceral, que vem carregado de subjetividade e autobiografia.

“‘Irmã’ é uma música que existe há 2 anos, composta e escrita em uma época de estraçalhamento emocional meu. Ela estava pronta, mixada e produzida por Mateus Estrela, produtor parceiro que está trabalhando em meu novo material há quase um ano, esperando para ser lançado como parte do EP ‘Leviatã Lux’, cujo primeiro single homônimo saiu em dezembro de 2019, também com clipe, sendo esse assinado por Adrianna Oliveira”, conta Sammliz.

A cantora, que atuou por 11 anos como vocalista da cultuada banda Madame Saatan, de onde saiu em 2014 para seguir projeto solo, destaca que o novo trabalho marca a sua retomada à música depois de um bom tempo afastada dos palcos. “Faz parte de mais uma reinvenção, inclusive sonora, escrito de forma visceral e vulnerável e produzido com os elementos sonoros que já haviam sendo introduzidos e experimentados nas músicas que ando trabalhando, onde o flerte com o eletrônico e pop se tornam bem mais acentuados, deixando as guitarras lá, mas não em primeiro plano. Ele significa que estou vivíssima, pisando firme em frente”, pontua a cantora.

O clipe de “Irmã” foi gravado durante o período da quarentena, em São Paulo, quando Sammliz cumpria isolamento no apartamento do amigo Bernie Walbenny. Ele, que é fotógrafo, produtor e diretor de produção, assina a direção e direção de fotografia do clipe.

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“Assino junto a direção também, e a edição é de Adrianna Oliveira. Gravamos em cerca de 2 horas com o material que ele tinha em casa mesmo, obviamente respeitando as orientações de segurança. Basicamente é uma conversa olho no olho, onde vou contando a história, provocando, enquanto vou ficando entorpecida cada vez mais e mais pela bebida”, descreve Sammliz, que avisa: “Pedi para o diretor gravar tudo. Não tem personagem, sou eu mesma”.

O som é sexy, um pop sombrio e dançante. Segundo Sammliz, é uma “bad que fala sobre quem nos sangrou e quem somos nós em nossas escuridões”. Qualquer semelhança com as dores que todos passam, já passaram ou ainda passarão não é mera coincidência.

“Essa música veio de uma vez, como uma espécie de expurgo, feita em uma época de tragédias pessoais. Veio tudo junto, letra e música, e lapidei um pouco depois. Esse trabalho fala sobre histórias reais, de pessoas reais. Sobre o que vivi, dissabores, horrores e amores, mas tudo embalado em sonoridade dançante, forte e provocante, mesclando sonoridade eletrônica, pop, industrial. A gente dança no caos”, pontua ela.

A cantora, que está na música há muito tempo, garante que já viveu muitos ciclos e nesse processo de pandemia seu processo criativo obedeceu seu próprio caos interior, mas Sammliz respeitou seus próprios limites. “Não me forcei nem me forço a nada. Passei um bom tempo sem tocar em um instrumento e em outros momentos obcecada, varando noites trabalhando e escrevendo. Sigo assim, mas já tem trabalho engrenado para depois desse lançamento”, finaliza a cantora, que com essa declaração avisa aos fãs que podem esperar mais novidades por aí.

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