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Projeto de minidocumentários sobre museus estaduais com vídeos é lançado

sexta-feira, 19/06/2020, 09:06 - Atualizado em 19/06/2020, 09:11 - Autor: Wal Sarges


| Reprodução

Possibilitar o acesso da população - mesmo com o isolamento social provocado pela pandemia - aos espaços que compõem o Sistema Integrado de Museus do Estado (SIM). Essa é a proposta do projeto “Bora pro Museu”, uma série de vídeos que serão postados nas redes sociais da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e exibidos na programação da TV Cultura do Pará, com novas histórias sobre cada museu do Estado, todas as quartas-feiras. O primeiro vídeo, sobre o Museu do Círio, está disponível a partir de hoje.

“Já que esse momento de pandemia impede o público de ir até os museus presencialmente, nós levamos os museus do Sistema Integrado até a população por meio dessa parceria tão bonita com a TV Cultura do Pará, que vai exibir os minidocumentários na sua programação,. com versões ampliadas desses documentários nas redes sociais da Secult”, diz a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal.

O serviço espera fomentar a relação dos paraenses com esses espaços, suas exposições e também reservas técnicas, divulgando a história das peças, como ocorrem as curadorias e também os processos educativos e de pesquisa relacionados a esses acervos. “É um projeto muito bacana, que está sendo abraçado de maneira muito carinhosa pelas servidoras e servidores, diretores dos museus e que a gente acredita que vai agradar bastante ao público, que vai ficar com vontade de visitar os espaços pessoalmente quando a pandemia passar”, considera a secretária.

O Museu do Círio é o primeiro a ser abordado no projeto “Bora pro Museu”
O Museu do Círio é o primeiro a ser abordado no projeto “Bora pro Museu” Reprodução
 

O diretor do Sistema Integrado de Museus (SIM), Armando Sobral, diz que os museus participantes são representativos dentro do SIM e são os que abrigam exposições temporárias quanto permanentes. “São o Museu de Arte Sacra, o Museu do Forte, o Museu da Casa das Onze Janelas, o Museu do Círio. O MEP [Museu do Estado], que abriga coleções temporárias, principalmente dois grandes eventos, como o Prêmio Diário Contemporâneo e o Arte Pará, mas tem em seu piso superior o acervo histórico de mobiliários de época. E o Museu de Gemas e o Memorial Amazônico da Navegação”, lista.

“O Museu de Arte Sacra, o Museu do Forte, a Casa das Onze Janelas, o MEP são espaços que constituem um complexo paisagístico, histórico e arquitetônico de fundamental importância para a compreensão da cidade no seu processo de formação. Então, esses museus são prédios que por si só são elementos musealisados no panorama urbano da cidade”, lembra Armando.

NOVOS CAMINHOS

Com a produção da série, um novo olhar sobre esse espaços se sobressai, avalia Armando. “O projeto está proporcionando que os museus revejam também o seu formato como espaços virtuais e de ampliação do acesso a esses novos formatos de circulação. Essas plataformas são muito versáteis, permitem que trabalhemos o museu sob diversas abordagens, o audiovisual, as visitas virtuais, plataformas interativas e uma série de ferramentas e de outros meios de circulação, de difusão e de interatividade”, destaca.

Armando destaca ainda que a série trará uma abordagem diferente sobre os próprios acervos. “Cada museu tem sua tipologia, a sua coleção. Nós vamos tratar desses acervos de uma maneira mais ampla em relação a essa tipologia, as suas caracterizações, assim também com vamos escolher um aspecto de um determinado elemento de uma coleção, e ao analisá-lo, a gente traz à tona elementos muito importantes sobre o seu fazer, seu conhecimento aplicado àquele determinado elemento artístico, sua dimensão social, étnica, antropológica sociológica”, conta.

O projeto torna-se importante ainda para ampliar os estudos sobre esses espaços, aponta o gestor. “Os acervos dos museus são campos importantes de conhecimento que pode amparar estudos dos estudantes das escolas, universitários, e esse processo de educação patrimonial gerado por essas atividades de divulgação através das redes sociais faz com que a população tenha acesso direto às suas fontes.Nas próximas edições, vamos buscar outros enfoques, porque os museus possuem dimensões muito amplas, variadas”.

 


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