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PROJETO

“Cineminha no Quintal” busca auxílio para sessões

quinta-feira, 26/03/2020, 09:24 - Atualizado em 26/03/2020, 12:33 - Autor: Lais Azevedo


Projeto tem recebido doações de DVDs e Blue-Ray, mas falta espaço para guardar acervo e suporte para exibições.
Projeto tem recebido doações de DVDs e Blue-Ray, mas falta espaço para guardar acervo e suporte para exibições. | Rafael Fernando

Por enquanto, o cineclube “Um Cineminha no Quintal” também está com suas atividades suspensas em prevenção à Covid-19, afinal, seu principal público são crianças. Mas a intenção é voltar ainda melhor, com uma série de novos filmes, fruto de uma doação realizada pela atriz e contadora de histórias Ester Sá, o repórter cinematográfico André Mardock, e a filha deles, Alice. Um exemplo que pode ser seguido por outros apoiadores do projeto, que leva exibições de cinema ao bairro do Barreiro, de forma gratuita.

O criador do projeto, o artista visual João Cirilo, conta que a família doou 70 títulos ao cineclube. “Recebemos algumas animações em longa-metragem, mas o que achei mais legal foram os curtas-metragens, como os do Bob Esponja e um box com quatro filmes dos Jetsons. Os curtas são bacanas para começar as sessões, deixamos eles rolando enquanto estamos testando tudo, preparando para começar e as crianças vão chegando”, diz. Cirilo

Dentro da seleção adulta há títulos de diretores como Quentin Tarantino, alguns dramas, aventuras, clássicos e até shows e videoclipes. “É bem variada mesmo a seleção deles. São filmes que a médio prazo a gente pretende exibir. E também pensamos que esse é um público que vai crescer e acompanhar as sessões”, comenta.

DOAÇÕES

O “Cineminha no Quintal” recebe tanto material em DVD como Blu-Ray, mas também está passando pelo momento de encontrar espaço. “Eu trabalho no cine Líbero Luxardo, e mesmo antes já tinha compulsão por comprar DVD (risos), assim como livros. Em função do ‘Cineminha’, me voltei mais para animações, que eu não tinha muito. E hoje tenho um catálogo bem legal. A questão é o espaço físico para guardar isso. Tenho um atelier que uso para pintar, o acervo fica lá, mas está ficando pequeno”, conta Cirilo.

Depois de algumas reportagens sobre o projeto, chegou a receber a proposta de um senhor que queria doar seu acervo, com mais de 2,5 mil DVDs e precisou recusar a doação. “Eu fiquei morrendo de pena, mas falei que não tinha como guardar. Ele falou que queria ceder para uma pessoa que fosse usar de fato; não queria mandar para algum órgão público”, conta.

Mesmo assim, há outras formas de colaboração que são ainda muito bem-vindas, como cadeiras para as sessões. “Não tem o suficiente. Tem as seis cadeiras da mesa da casa, alguns banquinhos e, quando estoura o nosso limite de 15 pessoas, o pessoal tem que trazer de casa”, explica Cirilo. Durante as sessões, a família do artista visual também oferece pipoca e refrigerante para as crianças, e estão precisando de copos plásticos grandes para servi-las.

E, claro, tem o próprio refrigerante e o milho para a pipoca. Há algumas semanas, o Cineminha comemorou a doação de um de seus padrinhos e apoiadores, o crítico de cinema Aerton Martins, que os surpreendeu com sacos de milho para pipoca. “Agradecemos pela força e mais uma vez por nos entusiasmar com seu amor pelo cinema!”, agradeceu Cirilo em rede. Aerton comentou que estava apenas devolvendo “o amor e forças gigantes”, por tudo que o cinema já havia lhe dado.

QUATRO ANOS

O cineclube recebe principalmente as crianças da Passagem Álvaro Freitas, no bairro do Barreiro, onde fica casa de Cirilo. Mas costuma receber algumas de ruas vizinhas, especialmente no período de férias escolares, quando se torna uma boa opção de lazer. “A gente passa três filmes por dia, abrindo com uma animação, depois um longa. Estamos passando um ciclo com filmes da Marvel até terminar a saga dos Vingadores; depois, acredito que passaremos para um ciclo de animações da Pixar”, dizia o artista, alguns dias antes de toda a programação ser suspensa por conta do isolamento social orientado pelas autoridades de saúde.

O organizador diz que começou o projeto de forma bem espontânea, ao perceber que tinha uma caixa de som, um projetor e um bom quintal à disposição. “Meu sobrinho toca carimbó e tem uma caixa de som. Eu tenho um projetor para dar aula e fazer minha pinturas, usava para ampliar imagens. Tinha um monte de criança fora sem fazer nada. Na primeira sessão, me preocupei com tudo, menos com a tela (risos)”, lembra ele, que acabou projetando os filmes em um lençol de solteiro meio amarelado. “A ideia era passar um filme, mas quando acabou, eles pediram outro”, conta Cirilo, que assim viu o cineminha começar e se manter nesses quatro anos de atividade, com um público cada vez mais ávido pelo cinema.

COLABORE

Um Cineminha no Quintal

Quem quiser colaborar com cadeiras, pipoca, refrigerantes ou copos para o projeto pode entrar em contato pela página deles no Facebook.

Acesse: facebook.com/umcineminhanoquintal

Whatsapp: (91) 98123-7363

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