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ENTREVISTA

Bloco da Pump leva a música eletrônica para o trio elétrico

sexta-feira, 10/01/2020, 07:32 - Atualizado em 10/01/2020, 07:32 - Autor: Diário do Pará


Aos 22 anos, o paraense Jord é um dos grandes destaques na música eletrônica no país
Aos 22 anos, o paraense Jord é um dos grandes destaques na música eletrônica no país | Divulgação

Pelo terceiro ano consecutivo, o pré-carnaval da Cidade Velha se rende à música eletrônica. O Bloco da Pump ganha as ruas neste sábado, abrindo a folia 2020 com uma verdadeira rave.

Os organizadores prometem mais de 15h de evento, com som, efeitos especiais, luzes, cenografia e um elenco de padrão internacional, formado por Jord, Claudinho Brasil, Mad Dogz e Beowülf, dividindo o palco com as atrações locais Zuffo, Gullyt, Daniel Bittencourt, Marina Morais e Gustavo C.

Jord é paraense e ganha cada vez mais espaço no cenário da música eletrônica no país. Atualmente integra o casting da empresa de Vintage Culture, uma das maiores do segmento eletrônico no país, passou por palcos do “Rock in Rio” e “Lollapalooza”, e vai lançar música em breve com o Alok. A seguir, uma entrevista exclusiva de Jord para a repórter Bruna Dias.

Atualmente a música eletrônica está ganhando novos ares, e expandindo cada vez mais o número de admiradores. Em Belém, o mercado tem crescido nos últimos anos, as festas do ramo estão ganhando cada vez mais adeptos e realizadas com mais frequência. Como você vê o mercado local?

Muito bacana ver esse crescimento, mas, comparado ao mercado do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o Norte ainda tem muito para crescer. Isso é desafiador, mas na minha visão dá esperança para nossa região. Felizmente estou vendo os produtores de festa e DJs cada vez mais buscando se profissionalizar para chegarmos num nível alto comparado ao cenário nacional.

Sair de Belém para ganhar o Brasil no cenário musical não é uma missão muito fácil, e para alguém tão jovem deve ser um pouco mais complicado. Como foi sua trajetória nesses anos?

Foi desafiador. Saí de Belém para São Paulo com apenas 18 anos. Minha família não apoiava essa minha ideia, foi complicado largar o curso de Engenharia na Universidade Federal do Pará para buscar um sonho. Morei no Rio de Janeiro durante esse tempo e agora estou de volta a São Paulo. O meu recado é de que as pessoas não parem quando encontrarem dificuldades, acreditem na sua força e trabalhem muito. Agradeço muito o suporte de todos que apareceram no meu caminho também. Felippe Senne, Cat Dealers, Vintage Culture entre tantos amigos queridos que me abraçaram lá no início. Esse ano estou realizando mais um sonho, lançando uma track em parceria com Alok.

Tocar no “Rock in Rio” e no “Lollapalooza” são marcas expressivas. Quais os próximos passos?

As duas experiências foram muito importantes para minha carreira. A ideia é continuar presente nos grandes eventos, tocar em todos os cantos desse nosso imenso país e cada vez mais sair do país levando o som do Brasil. Poder representar Belém na cena eletrônica é algo que me deixa muito feliz.

Qual foi o seu maior sonho realizado até o momento?

Foram alguns sonhos realizados. Em 2019 fiz minha primeira tour na Europa, comprei meu primeiro Macbook com meu suor, e ainda vou lançar uma música com Alok. Tenho só 22 anos, tudo que vem acontecendo nos últimos três anos é realizador. Conhecer o Brasil com música é demais. Posso dizer que venho vivendo meu sonho, que é realizado pelo meu trabalho, pelas oportunidades que tive e pelas pessoas que vêm me acompanhando.

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