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CARA DE FEVEREIRO

Blocos deste final de semana antecipam clima de Carnaval em Belém

sexta-feira, 03/01/2020, 22:56 - Atualizado em 03/01/2020, 23:46 - Autor: Aline Rodrigues/Diário do Pará


| Arquivo / Diário do Pará

Já pode tirar a fantasia, o glitter e adereços carnavalescos do armário, porque não precisa esperar fevereiro chegar para cair na folia. Neste primeiro final de semana de janeiro diversas atrações levam o carnaval pelas ruas da cidade, e os bailes começam a esquentar os salões.

Nesta sexta-feira (3) já tem folia com o Afoxé Ita Lemi Sinavuru no Espaço Cultural Apoena, a partir das 20h. Afoxé, ijexá, axé, samba entre outros gêneros de matrizes africanas devem rolar na festa. Já amanhã, sábado, 4, tem bloco de carnaval pipocando na cidade e um deles é o “Baile do Bloco Turma do Funil”, com João Bererê & Convidados, na Lambateria Casa de Dança, no Reduto, das 16h às 20h.

“A Turma do Funil já tem 8 anos, começou como um bloco de amigos. A gente concentra mas não sai, vai ser como um baile com três a quatro horas de música, só tocando marchinhas e temas carnavalescos de escolas de samba. Esse ano quem vai tocar junto com o Bererê são o Celso Voughan e Walter Filho”, anuncia Ana Luiza Barata, produtora do bloco.

A expectativa é que os bailinhos do bloco, que seguem até o dia 22 de fevereiro, sempre aos sábados, atraiam de cem a 150 pessoas por final de semana. Para encerrar a folia dos bailes, a organização ainda pretende fazer na terça-feira de Carnaval o baile “Galinha das Galinhas”, cuja premiação será uma galinha de artesanato. “Haverá desfile das candidatas fantasiadas, performance, jurados... É um concurso mesmo”, antecipa Ana Luiza.

BOWIE

Sábado também tem bloco “Tô de Bowie”, com concentração a partir das 14h, na frente do Café com Arte. Às 16h, o bloco sai para dar uma volta no quarteirão e depois retorna para a casa, onde a festa continua até 4h da madrugada, em todos os quatros ambientes. “O bloco está no terceiro ano. Vamos ter uma banda de marchinhas, samba, pagode e DJs. É uma festa que vai tocar um pouco de tudo, mas 80% é carnaval, axé, frevo, marchinha, samba enredo”, explica Roberto Figueredo, DJ e proprietário da casa.

O bloco acabou ganhando o nome por acaso e, sem pretensão, virou uma homenagem ao cantor, compositor, ator e produtor musical britânico David Bowie. Criado originalmente no ano em que o artista faleceu e sediado em Balneário Camboriú, Santa Catarina, onde o Café com Arte tinha uma filial, o bloco se chamaria “Tô de Boa”, mas já havia outro por lá com o mesmo nome e, então, Roberto teve a ideia do trocadilho. Desde o ano passado o bloco chegou a Belém, onde veio para ficar.

“A proposta é trazer aquele carnaval de rua que Belém já teve e está querendo ter de novo, e a gente está apostando nisso. Os blocos de carnaval se concentram mais na Cidade Velha e com o ‘Tô de Bowie’ a gente está trazendo a folia para o centro da cidade”, destaca.

O bloco sai pela Tv. Rui Barbosa, Avenida Gentil Bittencourt, Quintino Bocaiúva, Braz de Aguiar, volta para a Rui Barbosa e entra no Café com Arte. Acompanhar o percurso é gratuito, mas para quem possui ingresso a festa continua no quintal do bar. No local ainda haverá concurso de fantasia com premiação em dinheiro.

COM O PLOCO NA RUA

No domingo (5), o “Ploco” vai às ruas celebrando a diversidade dos corpos, de gênero, a aceitação, o amor próprio, a tolerância religiosa e a consciência ambiental.

Tendo como tema “Encontro das Águas”, o bloco de carnaval terá como atrações a DJ Pamella Moura, que idealizou o “Ploco”, e Leona Vingativa, além dos DJs Fadel, Rayssa Leão e Renan do Carmo, que tocarão os clássicos do carnaval, axé e também pop, funk e outros gêneros. A concentração começa às 13h, na Escola de Samba Deixa Falar, onde também ocorre a dispersão às 21h.

Divulgação
 


“Essa temática foi escolhida pensando na minha religiosidade, que celebra a rainha das águas, Oxum na matriz africana, mas também para refletir que devemos preservar nossos rios e o meio ambiente, pois é importante lembrar disso também no carnaval. O encontro das águas significa também o encontro de corpos não padrões que, quando se unem, são mais fortes, seja uma mulher gorda, membros da comunidade LGBTQIA+ e quem mais quiser brincar carnaval de forma respeitosa e segura”, detalha Pamella. 

“Carnaval é mais que dias de folia, é meu estado de espírito. Ainda é difícil ver uma mulher puxando um bloco na nossa cidade, tem muita burocracia e preconceito, mas foi isso que me motivou a ir em frente, levantar as bandeiras que eu acredito e respeito”, defende.

O “Ploco” começou nas ruas do Umarizal em 2019 e neste segundo ano se transfere para a Cidade Velha, conhecido endereço do carnaval de rua em Belém e também sede da quadra da escola de samba Deixa Falar, que servirá de base para o evento. Por se tratar de um ambiente que propõe ser inclusivo, sem preconceitos de gênero, sexo, etnia e classe, a organização garante que haverá uma estrutura segura e acolhedora, com seguranças orientados para proteger e também respeitar esse público diverso.

E o convite para participar do “Ploco” não poderia ser mais claro: “Para participar basta responder aos requisitos: gostar de carnaval, não ser preconceituoso, não ser LGBTfóbico, não ser intolerante religioso, saber que ‘não é não’. Se você se encaixar nos requisitos, está pronto para pular, beijar na boca e até encontrar o seu amor de carnaval”.

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