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Um passeio pela gastronomia paraense

sexta-feira, 29/11/2019, 22:20 - Atualizado em 02/12/2019, 18:58 - Autor: Igor Reis


| Alberto Bitar/Diário do Pará

Raízes indígenas, africanas e mediterrâneas. Não é à toa que o estado do Pará é conhecido por suas cores e sabores, seja na comida de rua ou na alta gastronomia apresentada nos inúmeros restaurantes espalhados pelo estado. Entre as matérias-primas utilizadas no prato do paraense, o que não pode faltar é o sabor autêntico que só aqui têm. Essa mistura singular da cozinha paraense fez com que a capital do estado, Belém, fosse eleita como o destino brasileiro mais bem avaliado pelos turistas estrangeiros que visitaram o Brasil em 2016, segundo pesquisa do Ministério do Turismo.  

É difícil escolher apenas uma estrela da culinária paraense. O famoso açaí pode ser considerado por muitos como tal. O fruto, abundante na magnífica flora do estado, está no prato do paraense quase diariamente (em alguns casos, diariamente). O nobre sabor conquistou os quatro cantos do país e do mundo. A versatilidade do açaí impressiona. Pode ser tomado como suco, acompanhando a refeição, ou sendo a própria refeição, seja com pedacinhos de charque, peixe frito ou camarão. Com açúcar ou sem, com farinha d´água ou de tapioca, o açaí é o símbolo da democrática culinária paraense. Como já cantava Pinduca: “Quem vem ao Pará, parou, tomou açaí, ficou!”. 

Sempre na mesa dos paraenses também estão os pratos típicos, já muito conhecidos do nosso paladar. Pato no tucupi, muito apreciado principalmente durante o período do Círio de Nazaré, a maniçoba, feita a partir de uma surreal aliança entre a sabedoria indígena e africana, o vatapá, muito consumido o ano todo, principalmente nas festas juninas, o tacacá, encontrado tanto nos restaurantes requintados como em barracas espalhadas pelas ruas, o caruru, a caldeirada regional, o pirarucu ao leite de coco, o caranguejo, o arroz paraense inspirado na cozinha mediterrânea. Tudo isso só pode ser encontrado no Pará.  

A riqueza dos pratos é a mesma quando falamos das frutas típicas do Pará. Os sublimes cupuaçu e bacuri, utilizados para fazer sucos ou majestosos cremes, o buriti, o muruci, o excêntrico taperebá, a mangaba, a castanha-do-pará, a pupunha, a manga, o jenipapo, e muito mais, dão o colorido da floresta paraense. Comendo in natura, no suco ou em doces, não há lugar que tenha mais encantos que a nossa terra.   

Por tudo isso, a gastronomia paraense vem sendo considerada como uma das culinárias mais exóticas do Brasil, sendo destino certo para o turismo gastronômico. Mas isso não é novidade para quem é paraense. Todos da terra sempre souberam o tesouro inestimável da gastronomia do Pará. 

Assista a um programa especial sobre a gastronomia paraense:


Lista de alguns pratos regionais: 

MANIÇOBA 

Maniçoba...

Tendo como base as folhas da planta chamada maniva, a fesgustação deste prato é uma das mais exóticas experiências que se pode ter na culinária. São 7 dias de preparo, num processo que exige uma alquimia própria: cozimento das folhas (4 dias), incorporação das carnes de charque, chouriço, paio, pé de porco, toucinho, costela (1 dia) e, novamente, mais dois dias de cozimento de todos os ingredientes. Depois é só servir com arroz branco e farinha d’água e, para quem gosta, uma pimenta. 

PATO NO TUCUPÍ 

Pato no tucupi...

O líquido amarelo é considerado o coringa da culinária paraense. Produzido a partir da fermentação da mandioca, raiz da maniva, é servido com uma diversidade de alimentos. Mas é com o pato que o tucupi ganha sabor extraordinário e status de carro-chefe da culinária paraense, sendo servido principalmente durante o período do Círio de Nazaré. 

TACACÁ 

Tacacá...

Bebida indígena considerada sagrada por muitos, o Tacacá é feito com tucupi, goma, jambú (erva que provoca tremor nos lábios e língua) e camarão seco. Existem segredos na hora de se fazer o Tacacá, alguns guardados a sete chaves pelas chamadas “tacacazeiras”. O tucupi deve ser cozido e temperado com alho, sal e chicória. Após o preparo, o tacacá é servido em cuias.  

PIRARUCU AO LEITE DE COCO 

Caldeira de Filhote...

Maior peixe de água doce da Amazônia, o pirarucu é conhecido pela nobreza de sua carne. Após o dessalgue do peixe, é preciso cortá-lo em postas e numa panela prepare o refogado com alho, cebola, pimentão, coentro e tomate. Acrescente o leite de coco e deixe cozinhar até o ponto ideal. Pronto, está pronta uma das mais incríveis iguarias do Pará. 

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