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Bailarina paraense selecionada no Bolshoi faz vaquinha virtual para poder se mudar

quinta-feira, 07/11/2019, 09:13 - Atualizado em 07/11/2019, 10:50 - Autor: Lais Azevedo/Diário do Pará


Maria Victória Ros, de 11 anos, foi a única paraense escolhida em 2019, mais pode perder o período letivo de 2020 na mais famosa escola de balé do mundo por falta de incentivo.
Maria Victória Ros, de 11 anos, foi a única paraense escolhida em 2019, mais pode perder o período letivo de 2020 na mais famosa escola de balé do mundo por falta de incentivo. | Divulgação

A pequena bailarina Maria Victória Ros, de 11 anos, emocionou professores, amigos e a família ao ser a única paraense a passar nas seletivas da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Florianópolis, a única sede da famosa companhia de balé fora da Rússia. No entanto, a família não tem condições financeiras de realizar essa grande mudança para o Sudeste do país e, para que a filha chegue a tempo de cursar o próximo ano letivo da escola, está apostando na solidariedade de outros paraenses por meio da plataforma “Vakinha”.

“Nós estamos muito felizes, mas precisamos nos organizar para mudar antes do início do próximo ano letivo. Minha família vai abrir mão do que temos aqui para sonhar junto comigo. Será uma mudança bem grande e que terá altos custos. Para tanto, criamos uma ‘vaquinha’ virtual a fim de arrecadar fundos que nos ajudem de alguma forma. Quem puder nos ajudar seja com patrocínio, seja compartilhando, eu agradeço bastante”, diz a mensagem da paraense, que tem sido compartilhada nas redes sociais.

Logo quando passou nas seletivas, Maria Victória já contava o caminho difícil que precisou desbravar para chegar à Joinville. De sua própria iniciativa, ela chegou a vender centenas de canetas como forma de custear as passagens aéreas dela e da mãe, Viviane Ros, para participar das seletivas no mês passado. E desde já a mãe tinha a preocupação de como custear a mudança.

A seleção garante para Maria Victória uma série de benefícios, como plano de saúde, escola regular, uniforme, mas isso não se estende à família. “Eu e meu marido vamos ter que largar os nosso empregos aqui [em Belém]. Eu não posso enviar ela sozinha para Florianópolis. E temos outra filha menor, que também vai precisar mudar. Precisa de passagem e dinheiro que ajude a gente a se manter até que a gente consiga outro emprego, consiga um lugar certo para morar”, explica a mãe da bailarina.

Na plataforma “Vakinha”, na internet, a campanha tem a meta de arrecadar R$ 15 mil para arcar com a mudança dos quatro membros da família. E pode receber doações até o prazo de 10 de dezembro. A arrecadação iniciou na última terça-feira e ainda é bem tímida, pouco mais de R$ 20. Por isso, a família também tem recorrido às redes sociais para ajudar a divulgar. Quem não puder doar nenhum valor, eles pedem que compartilhem o link da campanha.

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