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SHOW DE TALENTO

Começam eliminatórias do 11º Festival de Música Popular Paraense com shows gratuitos

quarta-feira, 30/10/2019, 08:04 - Atualizado em 30/10/2019, 09:35 - Autor: Aline Rodrigues e Wal Sarges


Organizado como um grande espetáculo, o festival terá doze apresentações de canções finalistas esta noite e outras doze amanhã
Organizado como um grande espetáculo, o festival terá doze apresentações de canções finalistas esta noite e outras doze amanhã | Celso Rodrigues

Carimbó, bolero, boi bumbá, marabaixo, samba, choro e outros ritmos amazônicos estarão presentes hoje, na disputa da primeira noite de eliminatórias do 11º Festival de Música Popular Paraense, no palco do Prime Hall, antigo African Bar, a partir das 19h.

Este ano, o festival recebeu cerca de 300 inscrições. Depois de uma seleção técnica, levando em consideração letra, melodia e arranjo, saíram as 24 canções que serão apresentadas ao público nesses dois dias de eliminatória.

Nesta quarta, serão apresentadas 12 composições de artistas paraenses, de onde serão escolhidas seis finalistas, mesma dinâmica do segundo dia, 31, totalizando 12 músicas que irão para a final do festival, no dia 28 de novembro, na Assembleia Paraense, quando serão premiados os três primeiros lugares e ainda melhor intérprete e melhor arranjador.

Promovido pelo Grupo RBA - Rede Brasil Amazônia de Comunicação, com patrocínios da Vale e Parque Shopping e coordenação da Marco Eventos, o evento é aberto ao público e os interessados podem retirar os ingressos na portaria da RBA. “Contaremos com quatro jurados técnicos da área musical para ajudar a gente nessa seleção de finalistas, e que estão participando desde o início”, diz Marcelle Maruska, coordenadora de Marketing da RBA.

Nesta primeira noite de apresentações, o público vai poder conferir as canções: “Letras e Sons”, de Guto Risuenho; “Anauê Boi Bumbá”, de Pedrinho Callado; “Canção do Amor”, de Jacinto Kawage; “Atrativo do Amor”, de Maria de Belém; “Jardim de Miró” , de Floriano e Zé Maria Siqueira; “Vento Belém”, de Gervásio Cavalcante e Almir Morisson; “Labirinto”, de André Cardoso; “Caramba!”, de Bruno Benitez; “Mãe Terra”, de Almino Henrique; “Festa Bragantina”, de Dimitri Cunha e Alan Navegantes; “Sou Belém do Pará”, de Diego Xavier; e “Sinal da Rua”, de Adilson Alcântara.

Já no segundo dia, nesta quinta, 31, será a vez de “Nossa Amazônia”, de Claudio Lemos e Everaldo Moura; “Além de Nossos Sonhos”, de Clodoaldo H. Ferreira; “Amor em Silêncio”, de Walter Rezende; “Ruas de Ilusão”, de Marcelo Sirotheau; “As Tuas Pernas”, de Márcio Farias e Rubens de Almeida; “Brasil Mestiço”, de Sandro San; “Corações em Resumo”, de Firmo Cardoso; “Alter do Meu Coração”, de Renato Lú; “Criador e Criatura”, de Alfredo Reis; “Mandinga”, de Yuseff Leitão; “Videira e Vinho”, de Eudes Fraga e Max Reis; e “Flores Despetaladas”, de Ziza Padilha e Dudu Neves.

Encontro de grandes talentos no palco

Autor da música “Só em Deus”, vencedora do Festival de Música da edição passada, Rodrigo Meireles, levou o prêmio principal em sua primeira participação. “Eu não tinha dimensão do que era o festival”, disse ele, depois do prêmio.

Estreante, Rodrigo contou com a voz da experiente Lucinnha Bastos para defender a canção, que garantiu com ele o primeiro lugar depois de 31 anosfora dos palcos dos festivais. “Ela é uma das artistas mais generosas que conheci na vida, a cara e a voz do Pará”, elogiou Rodrigo.

A música “Tambor (Vô de Mãe)”, interpretada por Mariza Black, deu a ela a premiação da melhor intérprete de 2018. E Mariza diz que consegue ver os frutos dessa conquista. “O festival da RBA é o maior festival de canção popular. Tive uma visibilidade bem maior na minha carreira após essa premiação e com isso, aparecem mais contratos, podendo pisar em novos palcos, só contribuiu para minha vida”, conta. “Senti, com a minha premiação, que há espaços para a nova geração da música paraense”, diz a cantora que acaba de chegar do Rio de Janeiro, onde participou da Mostra Nacional de Música, em que apresentou seu primeiro CD de composições paraenses.

Assim como abre espaço para novos nomes, pelo Festival Popular de Música Paraense também desfilam veteranos que têm no evento uma janela aberta à sua produção autoral.

“Acho que é minha quarta ou quinta participação. É sempre um prazer, porque é uma renovação. O que é pai d’égua do festival é o momento, porque é tudo ao vivo, transmitido pela televisão, o que gera toda essa emoção, tem ainda os bastidores... Festival é isso: troca de experiência entre a molecada que está chegando e eu que já tenho uma certa vivência disso tudo, tendo começado aos 18 e agora com sessentinha (risos)... Para mim é sempre uma honra viver essa atmosfera”, diz Alfredo Reis, que ano passado levou o prêmio de melhor arranjo com “Pororocando” e volta este ano interpretando “Criador e Criatura”, de sua autoria.

“O Festival é o máximo porque nos dá a oportunidade de explicar um pouco nossa própria composição. Neste ano vou cantar ‘Criador e Criatura’, que é o momento do artista e sua composição, a inspiração, é sobre conversar com sua criação”, explica.

Lucinnha Bastos defendeu a música vencedora de 2018, composta pelo estreante Rodrigo Meireles, num encontro de gerações que é a cara do Festival da RBA.
Lucinnha Bastos defendeu a música vencedora de 2018, composta pelo estreante Rodrigo Meireles, num encontro de gerações que é a cara do Festival da RBA. Maycon Nunes/Arquivo
 


Um sucesso feito de parcerias

Após 11 edições, o diretor-geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, acredita na importância do festival para a cena artística local. “O festival é um sucesso! Pelo alcance que adquiriu, virou uma referência entre os cantores, compositores e músicos do nosso Estado. Basta ver que a quantidade de inscrições cresce a cada ano”, comemora.

Centeno diz que a expectativa para esta edição é a melhor. “A nossa expectativa é de tenhamos grandes apresentações para que os jurados possam escolher os melhores que irão se apresentar na grande final”. E completa que o apoio das empresas parceiras do projeto foi fundamental para que o evento se consolidasse desta maneira. A começar pela Vale, empresa que colabora com festival desde sua primeira edição. “Graças a esse apoio que a Vale dá à cultura paraense, nós temos a chance de valorizar a música popular. O Parque Shopping vem a cada ano descobrindo o retorno que esse apoio ao principal evento da música no nosso Estado vem dando. O nosso desejo é estimular ainda mais parcerias em prol dos talentos artísticos da nossa terra”, afirma o diretor-geral da RBA.

Para o gerente de Relações Governamentais da Vale, José Fernando Gomes, “o Festival de Música Popular é um projeto de valorização do talento de compositores, músicos e intérpretes”. “Ao patrocinar esta iniciativa, acreditamos que estamos contribuindo para a difusão da cultura local e para manter vivas as histórias da região que são contadas a partir das composições e músicas produzidas por esses artistas que participaram do projeto. A Vale tem muito orgulho de apoiar iniciativas como essa, porque acreditamos que a cultura tem um potencial transformador e ajuda a criar novas histórias todos os dias”, declara.

ELIMINATÓRIAS

11° Festival de Música Popular Paraense

Quando: Hoje e amanhã, a partir das 20h

Onde: Prime Hall, antigo African Bar (Av. Marechal Hermes, s/n, Reduto)

Quanto: Entrada gratuita. Os convites poderão ser retirados até o dia dos eventos, na loja Tem! da RBA (Av, Almirante Barroso, 2190 - Marco)

Diário do Pará
 


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