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TRILOGIA

Adriana Calcanhotto faz temporada no Theatro da Paz com 'Margem'

quinta-feira, 26/09/2019, 07:40 - Atualizado em 26/09/2019, 07:54 - Autor: Lais Azevedo Martins


"Luaus dependem da força do vento, do tempo que ele sopra numa só direção, da maré, e esse show é assim, completamente dependente
do mar”, Adriana Calcanhotto
"Luaus dependem da força do vento, do tempo que ele sopra numa só direção, da maré, e esse show é assim, completamente dependente do mar”, Adriana Calcanhotto | Murilo Alvesso

Depois do lançamento do álbum “Margem”, em Portugal e no Brasil, Adriana Calcanhotto estreou mês passado a nova turnê em que fecha sua trilogia inspirada no mar e que, hoje e amanhã, às 20h, deságua em duas apresentações no Theatro da Paz. O repertório tem como base as canções do novo álbum, “Margem”, resgata músicas de “Maritmo” e “Maré”, os outros dois discos da trilogia marinha. Além de canções como “Devolva-me” e “Maresia”, que a colocaram no topo da música brasileira.

“A gente estreou e já começou a fazer de dois shows, dois shows… E ele ficou maduro logo. A ideia era que esse show juntasse as canções da trilogia toda e algumas que não fazem parte dela, mas trazendo para a sonoridade do ‘Margem’, e acho que isso tem acontecido, o equilíbrio das canções novas com as antigas está muito boa. Na saída do show, eu tenho ouvido coisas muito bonitas, que animam, dão fôlego para continuar”, comenta Calcanhotto, em entrevista exclusiva para o Você.

Da trilogia, ela traz canções como “Mais Feliz”, “Vambora” e “Quem Vem Pra Beira do Mar”. Pincela ainda, com canções arranjadas especialmente para o espetáculo, como “Futuros Amantes”, de Chico Buarque, que a cantora gravou como faixa exclusiva para a versão japonesa do álbum “Margem”, e “Os Ilhéus”, de Antônio Cícero.

As duas, segundo ela, apontam para muito tempo depois de nossa civilização, e apostam as duas no amor e na virtude como humanidades sobreviventes aos tempos. “As duas canções irmãs só se encontram no palco (e no disco japonês) e em sequência. É dos momentos mais fortes do show, pra mim, no sentido do quanto uma canção pode exigir de nós em termos da nossa capacidade de rendição à beleza. Será que um dia Copacabana será a nova Atlântida? Chico Buarque e Antonio Cícero é quem sabem”, diz ela.

A artista assina a direção do espetáculo e a banda que a acompanha é formada pelos mesmos músicos que tocaram e coproduziram com ela o novo álbum: Rafael Rocha (mpc, bateria, percussão, Handsonic, assovio), Bruno Di Lullo (baixo e sintetizadores) e Bem Gil (guitarra e sintetizadores). Os dois últimos estiveram com a cantora na turnê “A Mulher do Pau Brasil”, que rodou o país em 2018.

Ela conta que no primeiro ensaio pensou em fazer do espetáculo um luau. “Luaus dependem da força do vento, do tempo que ele sopra numa só direção, da maré, e esse show é assim, completamente dependente do mar”, justifica. Com os ensaios, porém, o emaranhado de referências literárias mudaram esta visão. “O som do show não quis ser o som do disco, o universo timbrístico teve que se expandir para conter as canções da trilogia e mais as outras todas. De certa forma, fui observando o roteiro se fazer a si próprio”, explica.

Adriana Calcanhotto apresenta show na íntegra

O show “Margem”, de Adriana Calcanhotto, chega a Belém exatamente como foi concebido. “Se tem uma coisa que eu e minha equipe prezamos é por conseguir fazer o espetáculo como ele é, onde quer que seja, no interior do Piauí ou em Belém, em Tóquio... Levar o espetáculo como ele é para, especificamente, o Theatro da Paz é uma alegria muito grande. É um privilégio! Não é toda vez que se consegue, então estou muito feliz por isso”, comemora.

Para quem acompanha a carreira de Calcanhotto de perto, desde quando ela estreou na década de 1990, os próximos passos da artista de certo serão novos. Mas ela afirma que a experiência dessa trilogia ainda deve se impregnar por muito tempo, provavelmente, para sempre em seu trabalho. “De fato, não é possível deixar a temática do mar. Para mim, a essa altura, já completamente envolvida com a literatura de mar, com os clássicos, com alguns cancioneiros, não é possível. Agora, enquanto trilogia está encerrado. Não quer dizer que eu não volte ao assunto”, avisa

LOJINHA

O público também irá conferir no teatro a lojinha “Margem”. Dessa vez, com uma pegada sustentável. O espaço terá diversas opções de produtos e souvenirs da artista, que estarão à venda antes e após o espetáculo. Em parceria com a empresa Papel Semente, a tag das camisas, feita com papel artesanal, ecológico e biodegradável, poderá ser plantada e em 20 dias nascerá uma flor chamada de mosquitinho branco. Já as sacolas plásticas utilizadas na lojinha são da empresa Tudo Biodegradável. A decisão ecológica é fruto de uma parceria com a ONG Funverde, que investe no plantio de árvores.

TEMPORADA

Turnê “Margem”, de Adriana Calcanhotto

Quando: Hoje e amanhã, às 21h

Onde: Theatro da Paz (Praça da República)

Quanto: Plateia a R$ 220 (inteira) e R$ 110 (meia); frisas a R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia); varanda, camarote de 1ª e 2ª ordem a R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia); galeria a R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia); e paraíso a R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia); com vendas na bilheteria do teatro (somente em dinheiro) e no site 

Informações: (91) 4009-8758 e 98881-5202

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