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ÍCONE DO FOTOJORNALISMO

Fotojornalista paraense Paulo Jares morre no Rio de Janeiro

terça-feira, 20/08/2019, 18:47 - Atualizado em 20/08/2019, 18:47 - Autor: Hélio Granado


| Reprodução Facebook

Morreu, nesta segunda-feira (19), na cidade do Rio de Janeiro, o fotógrafo paraense Paulo Jares, considerado um dos grandes nomes do fotojornalismo no Pará. Quando trabalhava no jornal “A Província do Pará”, em 1989, ele fez o icônico registro da índia Tuíra, que ameaçava com um facão o diretor da Eletronorte na época, José Antônio Muniz Lopes, durante o I Encontro da Nações Indígenas do Xingu. 

De acordo com o portal Catálogo das Artes, Paulo Jares iniciou profissionalmente no fotojornalismo ao trabalhar no jornal impresso “A província do Pará”, no ano de 1986. Do final da década de 80 até o início dos anos 2000, atuou pela revista Veja e, posteriormente, pelo Jornal do Brasil. 

O fotógrafo também teve fotos publicadas em diversos jornais e revistas no Brasil e em outros países, a exemplo das revistas Time, L´Observateur Magazine, Illustrated Sport, Exame, Forbes e Época.

Além de atuar como fotojornalista, Paulo Jares desenvolveu um trabalho autoral, com exposições, por exemplo, na Galeria Theodoro Braga, localizada no prédio do Centur, em Belém, em 1998, no Museu da República, no Rio de Janeiro, no ano de 2000, e na Galeria de Arte IBEU Copacabana, no Rio de Janeiro, em 2001.

De acordo com o editor de fotografia do DIÁRIO, Octávio Cardoso, quem conheceu Paulo Jares, recorda não apenas da relevância profissional do fotógrafo, mas também do caráter e da personalidade agradável dele. 

“[O Paulo Jares] Sempre foi um fotojornalista. Pelo menos começou como fotojornalista. Ele passou da Província para a Veja. Pela Veja, foi transferido para o Rio de Janeiro. Sempre foi um grande fotógrafo. E, como pessoa, sempre foi um cara super gentil, um cara cordato, tranquilo. Um cara ‘boa praça’, como diziam os mais velhos. Um grande companheiro”, comenta Octávio. 

Uma das fotos marcantes da carreira de Paulo Jares foi o registro do momento em que a índia Tuíra, da etnia Kayapó, ameaçava com um facão o diretor da Eletronorte na época, José Antônio Muniz Lopes, durante o I Encontro da Nações Indígenas do Xingu, em Altamira, sudeste paraense. O protesto era pela criação da  hidrelétrica de Kakarao, atual Hidrelétrica de Belo Monte.

“Essa foto é o caso típico do fotojornalista que está atento para a cena. No mesmo lugar, havia vários outros, mas como essas cenas normalmente são muito rápidas, uma das coisas mais importantes é justamente o profissional estar ligado e atento ao que estava acontecendo”, comenta Octávio. 

(DOL)

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