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Cinema

Paraense vira personagem de documentário da Netflix após se envolver com psicopata

domingo, 31/03/2019, 10:57 - Atualizado em 31/03/2019, 16:03 - Autor:


A série da Netflix "Dirty John - O Golpe do Amor" tem chamado bastante atenção. Quem assiste a história de John Meehan, que seduzia mulheres e se casava com elas para roubar dinheiro e joias, poderá acompanhar um pouco mais sobre o caso também no documentário: "Dirty John: A Verdade Nua e Crua". Neste último, é possível conhecer um pouco mais das histórias de mulheres envolvidas por ele.



John Meehan e Marileide Andersen. (Foto: Arquivo Pessoal)


Marileide Andersen é uma das vítimas de John. A paraense, 54 anos, não é retratada na série, mas tem sua história bem explorada no documentário. Foi ela, inclusive, que conseguiu colocar John Meehan na cadeia após tentativa de extorsão e ameaças de morte.


A escritora nasceu em Belém (PA), porém, mora nos Estados Unidos há mais de 20 anos.


A paraense conheceu John no final de 2012 em Laguna Beach, no Condado de Orange, na Califórnia. Ela vive atualmente lá. A aproximação com o criminoso, veio após Marileide passar por uma cirurgia no cérebro devido a descoberta de um tumor.


John trabalhava no hospital na ocasião, e se apresentou como médico anestesiologista. Porém, ele fazia parte da enfermagem.


Passando por um momento conturbado, a escritora estava se separando após mais de 20 anos. O empresário americano deu a paraense o sobrenome Andersen. John ajudou Marileide a recuperar a autoestima, já que ela estava bastante fragilizada com o aumento de peso e com a separação. Sedutor, o criminoso era bastante bonito, além de ter um corpo atlético e ser bem charmoso.


Em 2013, Marileide e John Meehan engataram um romance.



ABRIU OS OLHOS


"Percebi que ele estava se distanciando, porque ele perguntava das minhas coisas e eu não respondia o que ele queria saber, se havia ganhado dinheiro com a separação do meu ex-marido, se pretendia entrar na Justiça. John também falava que trabalhava em vários hospitais, mas nunca dizia onde eles se localizavam", relata Marileide.


A escritora revelou em entrevista ao UOL que viveu momentos de alegria e terror ao conviver com o psicopata. Mesmo apaixonada, ela percebeu os sinais de John, de que ele não era quem ela pensava ser.


A desconfiança maior veio quando John disse que iria apresentar um médico que trabalhava com ele em um hospital para uma amiga da escritora. A mulher em questão foi ao local saber quem era o tal médico, mas ela descobriu que não havia nenhum John Meehan no corpo de funcionários e muito menos existia o amigo.



John Meehan (Foto: Arquivo Pessoal)


"Fiquei com aquilo na cabeça. Mas passou um tempo e combinamos de ir para uma festa em Hollywood no dia do Oscar. Eu fui primeiro e estava me arrumando no hotel quando ele apareceu usando uniforme, ele só usava aquele uniforme. Quando chegou no hotel, ele dormiu. Fiquei com dó pois achei que ele havia trabalhado muito. Mas fiquei cismada e mexi nas coisas dele. Abri sua mochila e encontrei bolos de dinheiro, duas armas e remédios. O questionei e ele me disse que muitos de seus pacientes pagavam em dinheiro vivo", conta.


Bem desconfiada, Marileide começou a pesquisar o nome de John Meehan na internet e o encontrou em um site de psicopatas procurados por enganar mulheres. A paraense descobriu então, que John não era médico e que havia sido preso em 2002, após denúncia de sua primeira mulher, Tonia - com quem ele teve duas filhas - por roubar remédios do hospital onde trabalhava e por participação na morte de um irmão.


A história ainda tem mais detalhes, todos contados no documentário. Além Marileide, explicar como desmascarou o psicopata com o depósito de R$ 37 milhões.


(Com informações do UOL)

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