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RELATO DE UM CERTO ORIENTE

Belém é cenário de gravação para  adaptação para o cinema de romance premiado de Milton Hatoum

quinta-feira, 19/03/2020, 09:24 - Atualizado em 19/03/2020, 09:24 - Autor: Lais Azevedo


O amazonense Milton Hatoum estreou com “Relato de um Certo Oriente”, premiado com o Jabuti de melhor romance, e que agora terá sua versão nas telas.
O amazonense Milton Hatoum estreou com “Relato de um Certo Oriente”, premiado com o Jabuti de melhor romance, e que agora terá sua versão nas telas. | Marcos Leoni/Folhapress

A adaptação para o cinema do livro “Relato de um Certo Oriente”, do amazonense Milton Hatoum, já está realizando suas filmagens em Belém. O projeto é realizado pela produtora Matizar, com roteiro e direção de Marcelo Gomes (de “Cinema, Aspirinas e Urubus”). Para tanto, os produtores têm pedido a colaboração de libaneses e seus descendentes na cidade que possam emprestar objetos e tapetes, fotos, marcas de imigração, para compor o filme de época. Também procuram interessados em atuar como figurantes.

Ernesto Soto, produtor do filme, conta que muitas pessoas, descendentes de libaneses, já estão colaborando com objetos para as filmagens. “Mas toda ajuda que vier é bem-vinda, já que temos que recriar os anos 1950. Ainda estamos à procura de objetos de época para compor o cenário de como eram as casas das famílias libanesas em Belém naquela década”, explica.

A produção busca especialmente por tapetes, de piso e de parede, já que o protagonista do filme é o dono de uma loja de tecidos, “Basicamente estamos à procura de objetos para a loja, o que poderia estar sendo vendido na época”, diz Ernesto.

“Relato de um Certo Oriente” (1989) é o romance de estreia de Milton Hatoum, pelo qual ele recebeu o Prêmio Jabuti de melhor romance. Ambientado em Manaus, narra a história e os conflitos dos membros de uma família de imigrantes libaneses.

O núcleo familiar é formado pela católica Emilie, o marido muçulmano e seus quatro filhos: Samara Délia, Hakim e os dois “inomináveis”, cujos modos indicam a intolerância, a hipocrisia e a amoralidade no seio familiar. Em torno deles, estabelece-se a comunidade heterogênea, composta por pessoas da terra, como a amiga Hindié Conceição e a empregada Anastácia Socorro, e estrangeiros, como o fotógrafo alemão Dorner.

Figuração 

Para algumas cenas específicas, a produção do filme também está em busca de pessoas para figuração. “Procuramos por pessoas de descendência libanesa, pois vamos simular uma rua de Beirute (capital e maior cidade do Líbano), em Belém. Tem a história de amor de dois irmãos libaneses que partem do Líbano de navio, e nessa viagem, a protagonista (Emilie) se apaixona por um comerciante muçulmano, e eles decidem enfrentar a família, pois era um casamento proibido na época”, explica o produtor.

Será recriada no comércio de Belém uma rua inteira como se fosse no mercado do Líbano, assim como um porto libanês, de onde a família parte para o Brasil. “Buscamos pessoas de qualquer idade”, destaca Ernesto.

As gravações ainda passam por várias locações na Cidade Velha e próximo ao Ver-o-Peso, assim como no Cemitério de Santa Isabel. “As gravações serão todas em Belém”, adianta o produtor.

Colabore

Quem deseja colaborar com objetos para a gravação ou participar do filme como figurante pode entrar em contato pelo WhatsApp do produtor Ernesto Soto: (11) 98796-1809.

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