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COLUNA DE DOMINGO

Fala de Guedes sobre “parasitas” causa mal-estar no Congresso. Leia na coluna Esplanada

domingo, 09/02/2020, 16:50 - Atualizado em 09/02/2020, 16:50 - Autor: Walmor Parente (Interino)


| Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

Queda

A demora na liberação de emendas para parlamentares foi um dos motivos da queda do ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. Em dezembro, a pasta chegou a fazer um mutirão para liberar verbas para projetos nas bases eleitorais de deputados e senadores. Com atraso, pois o Planalto prometera liberar os recursos logo após a aprovação de reforma da Previdência, em outubro. Canuto foi substituído por Rogério Marinho (PSDB-RN), ex-secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

 

Respaldo

O tucano tem o respaldo dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que não escondiam a insatisfação com a gestão de Canuto. 

 

Reformas

Marinho relatou a reforma trabalhista aprovada no governo Temer e articulou pessoalmente a aprovação da reforma da Previdência no Congresso. Ex-deputado federal não reeleito, foi acomodado no governo Bolsonaro.

 

Lista

A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defenderam a saída do Brasil da lista de observação mantida pelos Estados Unidos na qual o governo norte-americano aponta países que precisam avançar em políticas na área de propriedade intelectual.

 

Patentes

A defesa foi enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos. No documento, a Archam e a CNI elencam os avanços que o Brasil realizou ao longo de 2019 na área, como o Plano de Combate ao Backlog de Patentes para redução na fila de pedidos de patentes aguardando análise.

 

Parasitas

A fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou servidores públicos a “parasitas”, enfureceu entidades e causou mal-estar no Congresso às vésperas do envio da reforma administrativa. 

 

Contexto

Tida como uma das prioridades do governo para este ano, a reforma terá que ser aprovada por deputados e senadores que não gostaram da afirmação do chefe da economia. Após a repercussão, Guedes disse, por meio da assessoria, “lamentar profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa”.

 

 Mineração

 O Psol encaminhou ofício ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que o projeto que autoriza a mineração e o garimpo em terras indígenas seja imediatamente devolvido ao Poder Executivo. “É flagrantemente inconstitucional e não deve nem ser avaliado pelo Congresso”, alega o partido.

 

Mínimo

Em janeiro, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de 4 pessoas deveria ter sido de R$ 4.347,61. O valor é 4,18 vezes o salário mínimo em vigor no mês passado, de R$ 1.039. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

 

ONGs

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) cobra dos colegas a indicação de parlamentares para instalar a CPI que vai investigar as ONGs. Segundo o tucano, o objetivo da comissão não é "estigmatizar as organizações, mas apurar a atuação na Amazônia”.


(Com Tadeu Pinto (DF) , Beth Paiva (RJ) e Henrique Barbosa (PE))

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