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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Papão tenta arrumar time para enfrentar rival na busca por redenção

sexta-feira, 21/06/2019, 12:03 - Atualizado em 21/06/2019, 12:03 - Autor:


Em busca do melhor arranjo


Da crise pode nascer a oportunidade de redenção. Este é o mote que embala as expectativas do Papão a três dias do clássico com o Remo. Pressionado, o time de Hélio dos Anjos faz campanha pouco convincente na Série C, semeia dúvidas na cabeça dos torcedores e não vence há seis rodadas. Em quarto lugar na classificação, antes do começo da 9ª rodada, o PSC está cinco pontos atrás do maior rival.


Historicamente, porém, o Re-Pa é marcado por resultados que desmentem favoritismos e supostas vantagens técnicas. É comum que o clássico favoreça equipes que chegam desacreditadas.


Como é uma partida marcada por duelos de ordem técnica, muita marcação e sujeita a influências emocionais, o choque-rei raramente tem favoritos. É exatamente o cenário que se desenha desta vez.


Apesar de fatores que não podem ser desconsiderados – como o bom posicionamento na Série C, a conquista do Campeonato Paraense e o encaixe de um plano de jogo –, o Remo não tem uma superioridade tão ampla que permita prognóstico certeiro.


Com problemas até para montar o sistema defensivo, pois não dispõe dos laterais especialistas pelo lado direito, Hélio dos Anjos testa eventuais substitutos e deixa no ar a possibilidade de repetir meio-campo e ataque escalados contra o Luverdense.


Difícil imaginar que se arrisque a ter Tiago Primão e Tiago Luís lado a lado na composição de meia-cancha. Ambos marcam muito pouco e é natural que a preparação para o clássico inclua cuidados com o bloqueio defensivo.


Diante do Luverdense, Uchoa foi o único volante, mas contra o Remo é provável que Hélio dos Anjos use também Caíque ou Johnny Douglas, com a provável entrada de Leandro Lima para fazer a articulação.


Nessa configuração, Tiago Luís seria utilizado como meia-atacante, atuando próximo a Nicolas e Vinícius Leite ou Paulo Rangel. Aliás, acompanhando o baixo rendimento do time, Nicolas nunca mais conseguiu ser o jogador decisivo de outras jornadas.


Nos treinos desta semana, Elielton chegou a ser observado como ala defensivo, o que deu a impressão de que o técnico considerou a hipótese de usar uma linha de três zagueiros – Micael, Perema e Vítor Oliveira – e cinco homens (Elielton, Uchoa, Caíque, Tiago Luís e Diego Matos).


O que desaconselha um eventual 3-5-2 é o temor de desmontar o sistema defensivo, que vem funcionando bem, tendo sofrido somente quatro gols em oito partidas.  


Mesmo que passe a ideia de mistério excessivo, Hélio dos Anjos tem lá seus motivos para guardar a sete chaves a formatação de time para o jogo, principalmente se tiver alguma ousadia em mente. E é preciso entender que para o PSC o jogo vale mais do que para o rival, que não corre riscos de sair do G4 se for derrotado.


Messi na seleção argentina: solidão sem fim


Quando a Argentina joga, a sensação é de que os deuses da bola parecem estar na bronca com Lionel Messi. Aclamado como maior craque em atividade no futebol mundial, o camisa 10 mostra abandono e isolamento no fraquíssimo time treinado por Lionel Scaloni.


Sem companheiros que tornem aquele amontoado algo próximo da ideia de uma seleção, Messi se desloca, corre por todos os setores do campo e oferece alternativas para ser lançado, mas nada acontece.


O vazio de ideias é uma das marcas do selecionado, que veio para esta Copa América com o mesmo desinteresse mostrado na Copa de 2018.


Messi é, indiscutivelmente, um fora-de-série. Ganhou uma pilha respeitável de Bolas de Ouro. Absoluto, comanda o Barcelona esbanjando qualidades e encantando o mundo.


Anteontem, contra o modesto Paraguai, Messi teve seus esforços frustrados na tentativa de dar ao time feições competitivas. O único momento de discreta alegria foi na hora de cobrar o pênalti e vencer Gatito Fernandez com um chute seco e indefensável no canto esquerdo.


Receio que seja a única vez que tenhamos visto um sorriso de Messi no torneio. Sem esquecer que, em 2014, no Mundial de Futebol, ele acabou eleito o craque da competição sem ter sido nem sombra do genial meia-atacante do Barcelona. O Brasil parece que não combina com La Pulga.


Decisão do STJD instituiu a “lei do apito”


A decisão que beneficiou o Palmeiras no julgamento do recurso do Botafogo, apontando erro de direito do árbitro do jogo entre os dois times, foi ainda pior do que o flagrante desconhecimento das regras do VAR pelo apitador. Paulo Roberto Alves Jr. não poderia reiniciar o jogo com o lance em análise pelo VAR, mas depois do lance na área botafoguense ele fez um gesto com o braço mandando o jogo reiniciar. No julgamento-show armado pelo STJD em Salvador, o juiz disse que não apitou, como se isso provasse que não autorizou o reinício. As imagens da TV o desmentem.


Apesar dos protestos do Botafogo e de um dos auditores do tribunal, é pouco provável que Paulo Roberto seja punido. Fica valendo a filigrana técnica de que só o apito confirmaria o reinício do jogo. O placar da votação (9 a 0) prova que o tribunal preferiu fingir que acreditou na versão do árbitro a ter que mudar o resultado de campo.

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