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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Gerson Nogueira fala da vitória do Remo e jogo do Paysandu

segunda-feira, 10/06/2019, 09:46 - Atualizado em 10/06/2019, 09:46 - Autor:


Raça e determinação como armas


Com intensidade e capacidade de superação, o Remo conseguiu superar seu mais difícil adversário na Série C até o momento. O jogo, na tarde-noite de sábado, no estádio Jornalista Edgar Proença teve um 1º tempo inteiramente controlado pelos azulinos, que perderam duas grandes antes de Marcão anotar o gol de abertura, aos 33’ minutos. No 2º tempo, o Volta Redonda equilibrou as ações e chegou ao empate aos 39 minutos, mas o Leão ainda encontrou forças para ir em busca da vitória, que veio pelos pés de Gustavo Ramos a três minutos do final.


O jogo teve um começo empolgante, a começar pela participação do público cantando a plenos pulmões o Hino do Pará antes de a bola rolar. Público que manteve a média de comparecimento em jogos do Remo em Belém, com cerca de 20 mil espectadores no Mangueirão.


Apoiando e cantando, a torcida viu o Remo mandar no jogo ao longo de toda primeira etapa. O time controlava a partida, mas se atrapalhava quando precisava entrar na área do Volta Redonda, muito bem guarnecida com as tradicionais duas linhas de quatro jogadores.


Aos 10 minutos, Gustavo Ramos teve boa chance pelo lado esquerdo da área, mas tomou a decisão errada, batendo de pé direito. A bola saiu ao lado da trave. Aos 18’, surgiu a chance mais clara em favor do Remo: Emerson Carioca ganhou a bola em erro da zaga, mas chutou rasteiro e em cima do goleiro Douglas Borges.


É público e notório que o meio-campo azulino depende essencialmente da movimentação de Douglas Packer e Carlos Alberto, mas ambos não se encaixavam nas necessidades da partida. Tocavam a bola em ritmo muito cadenciado, facilitando a marcação. Os laterais também não chegavam à frente com a frequência ideal.


Quando a torcida já se impacientava, aos 33’, veio o melhor lance do Remo no 1º tempo. Em jogada ensaiada, e muito bem executada, Douglas Packer cobrou falta tocando rasteiro para o lado esquerdo da área, Emerson saiu da marcação e cruzou rápido para o centro da área, onde Marcão chegava entre os zagueiros para tocar em direção às redes – a bola ainda desviou num dos beques do Volta Redonda antes de entrar. Remo 1 a 0.


Sem propostas criativas para buscar o ataque, o Volta Redonda nem incomodava a defesa do Remo. Chegou uma única vez, aos 41 minutos, em lance no qual o meia Luciano bateu cruzado para boa defesa de Vinícius.


Na etapa final, o jogo mudou por completo. O Volta Redonda saiu de seu projeto de empate para tentar achar o gol. Lançou-se de qualquer maneira ao ataque, abrindo brechas para o contra-ataque. O técnico Toninho Andrade adiantou suas linhas, pressionando a saída de bola do Remo.


O cerco deu certo. O Remo começou a errar passes e a permitir ataques perigosos. Gelson acertou duas pauladas de fora da área, uma delas explodindo no travessão. Nem mesmo a expulsão do centroavante João Carlos, aos 30’, conteve o ritmo do Voltaço.


Enquanto isso, os remistas investiam pelos lados, com a entrada de Danilo Bala no lugar de Douglas Packer. Apesar dos esforços, a mudança não surtiu efeito. Tentou duas arrancadas, mas parou na marcação.


Aos 39’, veio o empate do Volta Redonda. Gelson deu um balãozinho na área, Luciano escorou para a entrada da área e Heitor encheu o pé. A bola bateu na trave e morreu no fundo do barbante. Um golaço.


Desnorteado, o Remo partiu com tudo para o ataque, deixando a torcida apreensiva. Alex Sandro, que substituiu a Emerson, e Garré, que entrou na vaga de Carlos Alberto, eram os mais ágeis na chegada ao ataque, mas a partida havia saído de controle e a luta era também contra o relógio.


Aos 43’, enfim, o desempate e o alívio. Em manobra coletiva, que teve participação de Danilo Bala e Jansen, Alex tocou para Garré cruzar à meia altura. Gustavo recebeu na área e, quase caindo, tocou para as redes.


A vitória estava garantida e a explosão nas arquibancadas deu a medida da importância do resultado, que recoloca o Remo na liderança isolada do grupo B da Série C, invicto e com 15 pontos.


Alex Sandro ainda perdeu excelente oportunidade, após arrancada desde o meio-campo. Chegou à área cercado por dois zagueiros e acabou perdendo a bola, quando Ramires entrava livre, à sua esquerda.


Um triunfo que deve ser valorizado pela qualidade do adversário, seguramente a melhor equipe que já se apresentou em Belém nesta Série C.


Com nervos à flor da pele, Papão só empata no Acre


Só a Rádio Clube transmitiu o jogo do Papão em Rio Branco contra o Atlético-AC, sábado à noite. O companheiro Guilherme Guerreiro narrou a confusa atuação do time de Hélio dos Anjos contra o lanterna da competição. Com um a menos desde os 10 minutos do 1º tempo, quando Marcos Antonio foi expulso após entrada criminosa, o empate de 1 a 1 pode ser avaliado, nas circunstâncias, como um bom resultado.


Ocorre que a impaciência do torcedor só aumenta, pois a competição já aponta o Papão em 6º lugar e a reconciliação com os bons resultados foi mais uma vez adiada. Em meio a isso, um problema é cada vez mais óbvio: a instabilidade emocional da equipe. A expulsão de Marcos Antonio foi a quarta em quatro partidas.


Brasil deita e rola em cima de seleção garapa


Contra a fraquíssima Honduras, a Seleção de Tite esbanjou qualidades, como sempre esbanja quando tem carne assada pela frente. Sem Neymar, alguns jogadores – Coutinho, Neres e até Gabriel Jesus – se soltaram e o placar indica maior liberdade criativa. Mas, obviamente, não se pode esquecer a baixa qualidade do sparring.

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