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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Leão busca solução para o ataque

sexta-feira, 07/06/2019, 10:51 - Atualizado em 07/06/2019, 10:51 - Autor:


O Remo segue pesquisando e buscando um centroavante no mercado. Esteve perto de trazer Daniel Magrão, mas a transação foi inviabilizada por problemas familiares do atleta. Outras opções eram Neto Baiano (Vitória) e Alexsandro (São Bento), mas as negociações não evoluíram.


O fato é que não há muita opção na praça. Os bons (ou mais ou menos) centroavantes estão empregados ou custam muito caro. Resta a alternativa dos jogadores da Série D, mas, pelo que se comenta no Baenão, o técnico Márcio Fernandes não aprova os nomes cogitados, como Márcio Diogo, do Moto Clube.


Por enquanto, mesmo com a baixa produção ofensiva – apenas sete gols em seis rodadas –, o treinador avalia que a forma de jogar está bem assimilada pelo elenco e isso contribui para minimizar o problema do ataque.


Com apenas dois homens de área, Emerson Carioca (titular) e Alex Sandro, o Remo depende cada vez mais da participação dos meias. Douglas Packer não tem tido a mesma eficiência de antes nos arremates a gol. Carlos Alberto, como citei aqui ontem, desponta como grande esperança para os chutes de média distância.


Pelo estilo rápido e habilidoso, além da facilidade para atuar pelas beiradas, contribui muito nas tentativas de pressão sobre as zagas adversárias. Garré, de características parecidas, é outro meia-atacante que pode cumprir funções essencialmente ofensivas.


À medida que o campeonato avança e as necessidades aparecem, Márcio Fernandes será levado também a repaginar o seu esquema, lançando mão de atacantes especialistas em correr pelos lados, como Danilo Bala, fazendo dupla com laterais mais avançados, como Vançan.


Talvez a situação que envolve a busca dos azulinos por um atacante se resolva até o prazo final de inscrição de novos jogadores, antes do returno da fase classificatória. Vai depender, obviamente, da campanha que o time cumprir até lá.


Afinal, caso consiga anotar nove pontos nas próximas três rodadas – Volta Redonda, São José (fora) e o Re-Pa –, o Remo chega a 21 pontos, ficando próximo da classificação, cuja faixa de corte é 27 pontos.


 


Sob a marca da suspeita


Muitos acreditam que Neymar é vítima. Um pobre menino rico seduzido e chantageado em Paris. Há, em escala mais ou menos igual, quem acredite que a história pode ser diferente e bem menos inocente do que faz crer o camisa 10 da Seleção.


Cortado do escrete na madrugada de ontem devido a lesão sofrida na pelada com o Catar, Neymar é açoitado também por desconfianças quanto ao baque no tornozelo. Ficou no ar uma cisma pela maneira como a conveniente contusão ocorreu.


No ano passado, na Copa do Mundo, as suspeitas eram de amplitude mundial quanto às faltas que Neymar teatralizava a cada lance mais ríspido.


Chega-se à conclusão, após esse rápido inventário, que o principal astro do futebol brasileiro é um homem que anda de braços dados com a suspeita.


 


Novos tempos, velhas mordomias


A Fifa de Gianni Infantino é uma instituição riquíssima. Alardeia ter erradicado a corrupção interna que manchou sua imagem ao cabo da era Joseph Blatter. Com mandato renovado no congresso realizado nesta semana em Paris, o novo presidente não economizou superlativos para avaliar sua gestão.


Os velhos esquemas teriam sido banidos a partir de um controle rigoroso nas transferências de dinheiro, garante Infantino, que torrou uma fortuna na festa parisiense. Tomando por base a gastança de 2017, que saiu por 14,8 milhões, e a do ano passado, em Moscou, cotada em 11 milhões de dólares, imagina-se que o congresso deste ano não saiu por menos de 15 milhões.


Apesar do evidente esforço para recuperar credibilidade, o que inclui a troca de conselheiros e a demissão de vários funcionários, a Fifa não consegue se desgrudar do gosto pelo luxo e a suntuosidade. A riqueza acumulada – calculada em 2,7 bilhões de dólares – talvez explique esse pendor pela gastança.


Comparativamente, porém, a entidade escorrega na hora de premiar e valorizar o Mundial Feminino, que começa neste fim de semana na França. Ao contrário da generosidade em patrocinar viagens e hospedagens da cartolagem mundial, a Fifa vai gastar pouco mais de 30 milhões de dólares, com premiação de 4 milhões para a seleção campeã.


 


Lomba: a coluna embaralhou as fotos


Na edição de ontem, uma lamentável lomba com a troca da foto do armador Carlos Alberto pela do volante Yuri, do Remo. A coluna pede sinceras desculpas aos atletas e aos bravos leitores de sempre.


 


(Gerson Nogueira/Diário do Pará)


 

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