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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Gerson Nogueira fala da última rodada da Série C

segunda-feira, 27/05/2019, 10:17 - Atualizado em 27/05/2019, 10:17 - Autor:


Leão quebra jejum e vira líder


Bastou uma atuação objetiva e com capricho nas finalizações para o Remo derrotar o Atlético-AC e assumir a liderança isolada do grupo B da Série C, depois de três anos sem alcançar essa posição dentro da competição.


Com boa produção no setor de criação, com Carlos Alberto em destaque, o time marcou duas vezes, se tranquilizou em campo e assegurou o triunfo mesmo caindo de rendimento na etapa final.


O plano de jogo armado por Márcio Fernandes foi tão bem executado nos primeiros 45 minutos que até o questionado Emerson Carioca mostrou desenvoltura, contribuindo para a movimentação ofensiva, apesar de não marcar gols.


Os gols surgiram naturalmente, em função da superioridade demonstrada pelo Remo em todos os setores. Pressionado, o Atlético começou a apresentar falhas no miolo da zaga. O primeiro gol veio logo aos 17 minutos, depois de duas boas chances perdidas, Ronaell cruzou com perfeição para a testada de Marcão no centro da área.


Trocando passes em velocidade, o Remo cercava o Atlético, que passou a cuidar exclusivamente da defesa. Mesmo com a retranca, os azulinos tocavam bem a bola e o segundo gol surgiu naturalmente, aos 27’: Yuri cruzou rasteiro e Gustavo Ramos se antecipou para tocar no canto esquerdo. Vinícius só foi incomodado aos 33’, com um cabeceio de Stênio.


Na segunda etapa, o Remo desacelerou visivelmente e permitiu ao Atlético investidas de relativo perigo, principalmente em cruzamentos para a área. Garré entrou na partida, substituindo a Douglas Packer, criou boas alternativas em avanços na diagonal, mas o ataque não teve a mesma perícia do primeiro tempo.


O melhor momento, quase ao final da partida, teve Alex Sandro roubando bola na entrada da área e finalizando em cima do goleiro. Carlos Alberto fechava pelo centro, inteiramente livre, pronto para finalizar.


Os principais destaques do Remo foram o zagueiro Marcão, o volante Yuri, o meia Carlos Alberto e o atacante Gustavo Ramos, finalmente voltando a marcar desde o Campeonato Estadual.


Papão erra muito e perde o rumo em Varginha


Quem esperava um Papão mais aguerrido e bem ajustado no confronto com o Boa Esporte, após o empate em Volta Redonda no último domingo, viu um time intranquilo desde os primeiros minutos da partida. O placar final de 2 a 0 evidenciou a instabilidade do setor defensivo, onde Vítor Oliveira e Micael pareciam estar jogando juntos pela primeira vez, tamanho foi o desentrosamento entre os dois.


Mesmo sob sufoco, o PSC conseguiu sobreviver à pressão. Mota fez três grandes defesas e o ataque mineiro ainda desperdiçou outras chances. Com dois jogadores essencialmente criativos, Tiago Luís e Tiago Primão, a equipe não mostrava força para o combate direto no meio-campo.


É importante notar que a forte presença ofensiva do Boa deveu-se muito à habilidade de seus jogadores mais avançados, Gindre e Kaio Cristian, com a participação de Pedrinho na criação. Ao mesmo tempo, esse desempenho teve a ver com as facilidades permitidas pelas linhas de marcação do PSC.


Para o segundo tempo, Léo Condé trocou Diego Rosa por Pimentinha, com o objetivo de abrir as linhas de marcação do Boa, melhorando a produção ofensiva. Logo de cara, o atacante conseguiu participar de duas jogadas agudas. Renan Rocha salvou na primeira tentativa e depois Pimentinha arriscou até um cabeceio.


Aos 20’, Condé criou coragem e finalmente trocou o improdutivo Jheimy por Nicolas. Não deu muito tempo para perceber evolução, pois aos 30’ surgiu o primeiro gol. Tsunami tocou para Gustavo desviar para as redes. Cinco minutos depois, Nonoca invadiu a área, chutou forte e Mota defendeu parcialmente. No desespero, Vítor Oliveira tentou cortar e tocou para as redes.


Com 2 a 0 no placar, o Papão sucumbiu de vez. Não conseguiu ameaçar o Boa Esporte e ainda teve Tiago Primão expulso por jogo violento. Mota ainda evitou o terceiro gol após boa chegada de Nonoca.


Vítor Oliveira foi o jogador de pior rendimento, mas de maneira geral o PSC atuou sem arrumação no meio e com o ataque inteiramente inoperante.


 

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