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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Batalha pela vaga na final do Campeonato Estadual é destaque na coluna de Gerson Nogueira

domingo, 07/04/2019, 10:28 - Atualizado em 07/04/2019, 12:45 - Autor:


Batalha pela vaga na final

 A vitória remista no primeiro confronto das semifinais contra o Bragantino criou perspectivas diferentes para a definição do primeiro finalista do Campeonato Estadual, hoje à tarde, em Belém. Com a necessidade de vencer, o time interiorano terá que abandonar a cautela e partir para o ataque, o que pode tornar o jogo aberto e propício à velocidade de alas e atacantes do Remo.

Pela maneira como o time se comportou em Bragança, principalmente quando reteve a bola e procurou trocar passes apesar do lamaçal, Márcio Fernandes tende a manter a formação no 4-4-2, com Jansen na lateral esquerda e um meio-de-campo que pode ter o estreante Ramires como parceiro de Djalma à frente dos zagueiros.

A defesa, aliás, vive um período de estabilidade com a entrada em cena de Marcão, que conseguiu rápido entrosamento com Kevem, substituto de Mimica (lesionado) desde o clássico Re-Pa.
Os dois treinos de preparação para o embate deste domingo devem ter servido para ajustes no apoio dos laterais ao ataque, ponto mais vulnerável e errático do time. Pela esquerda, Jansen mostra-se mais confiante nas manobras com Gustavo Ramos. Na direita, Geovane até apoia bem, mas tem dificuldades quando o Remo é atacado por ali.

Um dos pontos que atrapalharam o trabalho de João Neto e continua a influir sobre o rendimento é a transição entre meio e ataque. Djalma posicionado na saída trouxe mais segurança à operação de entrega da bola aos homens da frente, mas sem ele ou outro bom passador essa faixa importante do campo fica a descoberto porque goleiro e zagueiros preferem apelar para a ligação direta.

Com a chegada de Edno (foto) e a evolução de Emerson Carioca, Fernandes passa a contar com a alternativa de um ataque de força, podendo abrir mão de jogadores de flutuação, como Mário Sérgio e Henrique.

O departamento de criação estará novamente com Douglas Packer, cujo desempenho em Bragança foi bastante comprometido pelos obstáculos do gramado. Apesar disso, mostrou-se ágil na busca por opções de jogadas mais favoráveis ao seu estilo.

Douglas – ao lado de Marcão e Emerson – é a melhor novidade quanto a reforços que o técnico remista teve desde sua chegada ao Evandro Almeida. Ele ainda insiste com Diogo Sodré de vez em quando, mas a tendência é que a meia-cancha se torne cada vez mais consistente na troca de passes e lançamentos verticalizados. 

 

Risco de prejuízo pode forçar cuidados com gramados

 Com os prejuízos causados pelo remanejamento do jogo da Copa do Brasil (contra a Aparecidense) para o estádio Jornalista Edgar Proença, o Bragantino resolveu se mexer para dar ares mais dignos ao estádio Diogão.

 Em nota distribuída na sexta-feira, a diretoria comunica o início de um trabalho emergencial de recuperação do campo. Prometeu ainda que, depois dos jogos da Série D, a grama será toda substituída.

 Tudo isso poderia ter sido contornado ainda no ano passado, se a fiscalização fosse mais rigorosa com o padrão de qualidade dos gramados do futebol paraense.

 Por razões mais do que óbvias, o Independente deveria providenciar melhoramentos na drenagem do estádio Navegantão – antes que o descaso venha a doer no bolso.

 

Nas mãos de interinos, Braga vem disposto a tudo

 O Bragantino já tem novo técnico, mas vai tentar se classificar à final do Campeonato Paraense sob a direção de dois interinos. O preparador físico Robson Melo e o auxiliar Ivan Almeida comandam o time contra o Remo. Samuel Cândido foi apresentado como novo técnico, mas só assumirá depois do jogo deste domingo.

Samuel substitui a Agnaldo de Jesus, que realizou um trabalho muito acima do esperado e conduziu a equipe até as semifinais, mesmo com as limitações técnicas do elenco.

É provável que o novo técnico oriente o time nos vestiários, mas nada que faça crer em mudanças radicais. Até pelo estilo mais conservador, Samuel deve sugerir a manutenção do perfil adotado por Agnaldo. O provável retorno dos volantes Ricardo Capanema e Paulo de Tárcio é outro aspecto positivo, adicionando mais solidez ao setor de marcação.

O ataque, de cujo desempenho dependerá a sorte do Bragantino no Mangueirão, ficou devendo no primeiro jogo. Fidélis é a principal arma pelos lados e Tony Love, muito contestado pela torcida, pode perder a posição para Mauro Ajuruteua ou Arian Taperaçu.


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