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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Gerson Nogueira comenta 8º rodada do Parazão

segunda-feira, 18/03/2019, 08:34 - Atualizado em 18/03/2019, 08:34 - Autor:


Esse jogo só pode ser um a um

Além da incrível coincidência de empates em 1 a 1 nos cinco jogos, remetendo ao clássico de Jackson do Pandeiro – cuja letra prega o contrário –, a 8ª rodada do Parazão apresentou outra ocorrência interessante. Os grandes da capital foram contidos, dentro de seus domínios, por adversários interioranos treinados por ex-craques da dupla Re-Pa.

No sábado à tarde, no Mangueirão, o Independente de Charles Guerreiro se impôs ao Remo e obteve merecidamente um empate precioso para seu projeto de classificação na chave A2. Ontem, pela manhã, na Curuzu, o Castanhal do Rei Artur encarou com bravura o Papão conquistando a igualdade e preservando as chances de classificação no grupo A1.

Nas duas partidas, outra coincidência: o empate veio através de pênaltis marcados nos minutos finais.

Quando a arbitragem assinalou pênalti sobre Nicolas aos 21 minutos do 1º tempo tudo fazia crer que o Papão iria atropelar o Castanhal. Atacando muito, com boa movimentação pela direita, só dava Papão em campo.

O Castanhal, que começou bem com Magnum chutando forte, aos 7 minutos, preferiu a cautela, safando-se com boas defesas do goleiro Iago, que iria brilhar no pênalti cobrado por Leandro Lima. Além de espalmar a bola, ele fechou pegou também o chute que Paulo Henrique desferiu no rebote.

Mesmo sentindo a perda do penal, o PSC seguiu pressionando, mas, apesar da insistência ofensiva, os bicolores erravam muito na aproximação e principalmente nas finalizações. Nicolas, ao contrário de outros jogos, não rendeu como atacante móvel.

Na 2ª etapa, já com Marcos Antonio no lugar de Leandro Lima, o PSC se apossou do meio-campo e aumentou o cerco. Logo aos 11’, Tiago Primão, que pouco havia sido notado até então, lançou na área para Paulo Henrique desviar de raspão no canto esquerdo, fora do alcance de Iago.

Sem ter nada a perder, o Japiim começou a criar problemas em movimentações de Fabinho, Dhonata e Héliton. O gol começou a nascer quando Mota cortou mal um cruzamento vindo da direita. Héliton pegou o rebote e bateu em direção ao gol. A bola desviou na mão de Bruno Oliveira e Fabinho converteu o penal, aos 37’, fechando o placar.

No sábado à tarde, o Remo até ensaiou uma reabilitação com boa atuação no 1º tempo. Faltava mais agressividade, mas o meio se mostrava organizado e capaz de controlar o jogo. O estreante Douglas Packer exibia qualidades na articulação e Laílson mostrava desembaraço.

O gol veio no final da etapa inicial após falha de Charles. Mário Sérgio soube aproveitar, encaixando chute forte e colocado no canto direito da trave de Redson. Foi a única aparição do atacante em toda a partida.

A boa impressão inicial foi apagada no 2º tempo. Mesmo após perder duas boas oportunidades, com Douglas e Dedeco, antes dos 15 minutos, o Remo se recolheu a uma postura excessivamente retraída, como a se poupar da correria. Com isso, estimulou os avanços do Independente.

Tudo se agravou ainda mais com as substituições de Laílson por Samuel e de Geovane por Fredson. Sem ritmo, o zagueiro foi ocupar a cabeça-de-área com Djalma sendo deslocado para a lateral. Com Samuel a situação piorou ainda mais. Posicionado à frente, não conseguiu manter a movimentação de Laílson e errou muitos passes.

Henrique entraria depois, substituindo a Douglas, mas o Remo já não tinha força para ameaçar a zaga do Galo, onde Dedé reinava, absoluto. O time de Charles se mantinha no ataque, pressionando a saída de bola e forçando erros seguidos de Kevem e Djalma. Fazendinha perdeu gol certo diante de Vinícius, mas a estratégia acabou dando certo. Aos 37’, Tiago Mandií entrou na área e foi derrubado por Rafael Jansen. Joãozinho cobrou e decretou o empate. Resultado inteiramente justo.

Gols de almanaque em novo show solo de Messi

 Quando Lionel Messi faz o que fez ontem contra o Bétis, pelo certame espanhol, obriga a lembrar o motivo de gostarmos tanto de futebol. Sim, porque a continuada exposição a jogos ruins, trombadas e pontapés faz com que se abata sobre nós um sentimento de descrença quanto ao futuro desse esporte tão apaixonante.

Recomendo a quem não viu os gols procurar no YouTube e prestar particular atenção na cobrança de falta que abriu o placar e na construção do quarto gol, um tributo à arte de bater na bola. Messi tocou na bola com a parte interna do pé, produzindo efeito que encobriu o goleiro. A bola ainda raspou no travessão antes de, humildemente, se agasalhar no fundo do barbante.

O estádio aplaudiu de pé e eu, em casa, me senti na obrigação de levantar da rede baionense para também saudar o gênio argentino.

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