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Colunistas / Gerson Nogueira

Gerson Nogueira

Gerson Nogueira fala de mudança no Clube do Remo

quinta-feira, 14/03/2019, 10:43 - Atualizado em 14/03/2019, 10:43 - Autor:


Leão troca peças em pleno voo


Depois de outra atuação sofrível no campeonato estadual, diante do Tapajós, o Remo começou a liberar jogadores cujo rendimento ficou abaixo das expectativas. Apesar de necessário, é um processo que subverte a lógica, pois o correto seria fazer as escolhas e dispensas antes de a competição começar.  


Os primeiros afastados são o volante Welton, que foi titular em cinco partidas no Parazão, e o lateral-esquerdo Vítor Luiz, que nem chegou a estrear. Outros atletas devem ser liberados nos próximos dias, sendo substituídos por novas aquisições.


A reformulação atende queixas reiteradas da torcida e deverá ser comandada pelo técnico Márcio Fernandes, que já manifestou surpresa (e decepção) com o nível do elenco que encontrou no Remo.


Um ponto que não pode ser menosprezado nesse processo de mudança é a tranquilidade proporcionada pela posição cômoda na tabela de classificação do campeonato. Líder do grupo A1, com 14 pontos ganhos (13 na era Netão), o Remo tem cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado.


O time deve passar às semifinais da competição sem maiores sobressaltos, o que permitirá ao Remo iniciar a troca de peças a salvo da possibilidade de exclusão das fases mais importantes do Parazão.


É importante observar que a reformatação do elenco teria que ocorrer a fim de fortalecer o grupo para a disputa da Série C, que se inicia uma semana depois do final do Estadual. A diferença é que as mudanças tiveram que ser antecipadas em face dos problemas que irromperam desde a eliminação na Copa do Brasil, o atropelamento no Re-Pa e os tropeços contra Paragominas e Tapajós, equipes tecnicamente inferiores.   


Os cuidados que não foram suficientemente observados no ato de formação do elenco devem ser levados em conta com mais rigor na remontagem da companhia. Algumas posições clamam por vida inteligente. É o caso da meia-cancha, onde o Remo não dispõe de nenhum jogador capaz de cumprir as funções de organização do time.


Outras carências são visíveis nas laterais. Na direita, só há Geovane e Djalma improvisado. Na esquerda, onde Ronael não convenceu, Tiago Félix é solitária opção. A proteção à zaga também exige reforços urgentes. Diogo Sodré é uma temeridade como segundo volante.


O comando do ataque também está órfão da qualidade que o setor exige. David Batista não disse a que veio. Sua mais notória aparição foi a expulsão por jogo violento no Re-Pa. No atual elenco não há nenhum outro jogador com as características clássicas de um camisa 9.


Trocar peças em pleno voo é sempre arriscado e as situações devem ser bem analisadas, a fim de assegurar que as novas escolhas não resultem em erros difíceis de corrigir na disputa do Brasileiro.


Um carniceiro à solta na Libertadores


Felipe Melo praticou outra de suas costumeiras agressões bizarras com bola rolando. Apareceu como um celerado e acertou uma tesoura voadora atingindo violentamente por trás as pernas do jogador Alexis Arias, do Melgar, na partida de anteontem entre o Palmeiras e o clube peruano, em S. Paulo.


Lance desleal, que poderia ter causado sérios danos à vítima da falta. Lance feio, que agride a imagem do futebol como espetáculo.  


Não que isso represente surpresa. Futebol, para o decadente volante, se resume a isso: praticar o antijogo, para chamar atenção e fazer jus à fama de xerife, bem ao gosto daquela parcela da torcida que vê lances truculentos como prova de bravura e amor à camisa.


Na verdade, Melo nem é um bravo e muito menos morre de amores pelo clube que defende. É hoje apenas um símbolo daquele futebol carniceiro e desrespeitoso, que vigorava na Taça Libertadores de outros tempos.


Há quem defenda esse tipo de prática, entendendo que os times precisam de jogadores que se imponham a partir dos coices e pontapés que distribuem em campo. Melo ouviu e acreditou nessa sandice.


Uma arbitragem mais criteriosa teria aplicado o cartão vermelho no ato, mas o apitador – que viu o lance a menos de dois metros – preferiu contemporizar, mostrando cartão amarelo.


Pode-se dizer que a complacência torna o árbitro tão irresponsável com as regras do jogo quanto o desatinado volante palmeirense.  


Revista do Papão reproduz coluna de 2002


Honrado com o carinho dos editores da revista Campeão dos Campeões, caprichada publicação oficial do Papão, registro a republicação na edição deste mês de um artigo meu de agosto de 2002, intitulado “Ecos da consagração”. O recorte da coluna está na seção História Bicolor – Direto do Arquivo.


O texto começava assim: “A conquista da Copa dos Campeões – e a vaga à Taça Libertadores – pelo Paysandu muda tudo no cenário do futebol paraense. Nada mais será como antes”. Era uma análise de cenário saudando o ingresso do PSC no seletíssimo grupo de clubes participantes do torneio continental, situação que seria vivida no ano seguinte (2003).


Bons tempos aqueles. 

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